Epílogo: A Calmaria Antes da Tempestade
Epílogo: A Calmaria Antes da Tempestade
A CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO do primeiro semestre chegou muito mais cedo do que eu esperava. Tão cedo que chegava a ser desconcertante. Precisávamos voltar nossa atenção para o próximo objetivo o quanto antes.
Assim como no ano passado, sairíamos da escola e seguiríamos para o porto. Lá, embarcaríamos em um grande navio de cruzeiro e partiríamos rumo a uma ilha desabitada e desconhecida em algum ponto do oceano. E, sem sequer termos tempo para relaxar, na manhã seguinte teria início o exame especial.
Os alunos, que deveriam se reunir em suas respectivas salas para receber uma breve explicação, chegaram à escola normalmente naquele dia e ficaram esperando a chegada dos professores responsáveis por suas turmas. Nos monitores de cada sala, havia uma pequena lista de verificação para ajudar os estudantes a se certificarem de que não haviam esquecido nada.
Tínhamos permissão para levar roupas íntimas suficientes para até uma semana, já que seriam essenciais para manter uma higiene adequada. Os celulares também pareciam estar classificados como itens essenciais, embora tudo indicasse que seriam confiscados assim que o exame na ilha começasse. De qualquer forma, mesmo que pudéssemos levá-los para a ilha, sem sinal disponível eles não serviriam para muito mais do que pesos de papel.
Provavelmente só seriam usados para pagar eventuais penalidades ou comprar coisas enquanto estivéssemos no navio.
Enquanto esperávamos o sinal que indicava o início da aula, Keisei veio até a minha carteira, conferindo mais uma vez a lista para ter certeza de que não havia esquecido nada. Ele tinha uma expressão sombria no rosto.
— Para ser sincero, eu realmente não sou bom nesse negócio de exame em ilha deserta. Esse exame especial bem que podia estar me pedindo para agarrar uma nuvem — disse Keisei.
— Bem, é compreensível. Esse exame está muito distante de tudo o que fazemos normalmente no dia a dia.
— Pelo que parece, vai ser especialmente difícil para as garotas. Acho que eu nem deveria reclamar tanto — disse Keisei.
Aquele exame apresentava certas dificuldades exclusivas para as garotas, então era possível dizer que elas começavam em desvantagem. É claro que a escola parecia ter levado a situação delas em consideração o máximo possível, mas isso não mudava o fato de que seria difícil.
— Embora a gente vá competir em grupos separados, ainda pretendo ajudar os outros no que eu puder — disse Keisei.
Mesmo sendo um exame especial com o qual ele não se sentia particularmente confortável, Keisei demonstrava estar determinado a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para proteger os amigos.
— Sim. Tenho certeza de que dá para encontrarmos alguma forma de cooperar. Quando chegar a hora, também vou ajudar no que puder — respondi, prometendo fazer o possível.
— Mas você tem certeza de que vai ficar bem fazendo isso sozinho? Se adoecer ou se machucar, será desclassificado. E, no pior dos casos, se receber uma penalidade e tiver que pagar seis milhões... acabou para você — disse Keisei.
— Bem, se serve de consolo, meu histórico perfeito de frequência até agora é uma das poucas coisas das quais me orgulho.
— Você anda ficando um pouco sarcástico ultimamente, sabia? — disse Keisei, rindo enquanto voltava para o lugar dele.
Pouco depois, ouvimos o sinal que anunciava o início de uma nova batalha. Todos os trinta e nove alunos da Classe 2-D se sentaram.
Assim que entrou na sala, a expressão de Chabashira naturalmente se tornou severa, e uma atmosfera pesada e opressiva tomou conta do ambiente.
— Hoje começam as férias de verão, mas vocês parecem todos deprimidos. Bem, suponho que seja compreensível — disse Chabashira, ligando o tablet e iniciando a apresentação no monitor. — Muito bem, vamos começar a verificação final. Além disso, se alguém não estiver se sentindo bem neste momento, por favor, me avise.
Faríamos uma conferência de nossos pertences e também de nossas condições físicas. O cronograma e a lista de itens necessários para o exame foram novamente exibidos no monitor.
Felizmente, ninguém em nossa turma estava se sentindo mal, então tudo prosseguiu sem problemas. Até mesmo Koenji, que, como esperado, havia decidido seguir sozinho em vez de formar um grupo, estava se comportando de maneira tranquila naquele momento.
— Parece que não há nenhum problema. Ótimo — disse Chabashira.
Alguns minutos depois de terminarmos de conferir tudo o que precisava ser verificado antes da partida, o monitor foi desligado. Então, para chamar a atenção da turma, Chabashira bateu levemente uma vez no púlpito com a palma da mão.
— Esta não é a primeira vez que vocês participam de um exame especial. Vocês já estão nesta escola há mais de um ano e conseguiram superar inúmeras dificuldades ao longo desse tempo. Mas este exame especial em particular não será fácil de vencer — disse Chabashira.
Ela estava nos dando um conselho, mas suas palavras também soavam como uma espécie de advertência. Era o tipo de coisa que uma professora poderia dizer à sua turma... uma turma que, de forma alguma, estava se deixando levar pelo excesso de confiança.
— Este será mais difícil do que qualquer exame que vocês enfrentaram até agora. Essa é a realidade inevitável da situação — disse Chabashira.
Ela observou cada aluno atentamente, quase como se tentasse gravar cada um daqueles rostos na memória.
— Tenho apenas um pedido a fazer a todos vocês. Se possível, não deixem que nenhum de vocês desapareça. Quero que todos retornem a esta sala de aula mais uma vez — acrescentou ela.
Em outras palavras, ela estava dizendo que esperava que aquela não fosse uma viagem só de ida para nenhum de nós.
— Daqui a uns dez minutos, vamos nos reunir no campo do lado de fora para fazer a chamada. Se alguém precisar ir ao banheiro, faça isso agora — disse Chabashira.
Como não tínhamos muito tempo de sobra, os alunos saíram rapidamente da sala. Quando Akito e os outros se reuniram perto da minha carteira, próxima à entrada da sala, levantei-me com a bagagem nas mãos.
Quase ao mesmo tempo, Koenji também se levantou e chamou uma das alunas que ainda não havia saído para o corredor.
— Poderia me conceder um minuto, Horikita-girl? — disse Koenji.
Era uma cena rara. A atitude de Koenji chamou não apenas a minha atenção, mas também a dos outros alunos que ainda estavam na sala.
— É incomum você vir falar comigo por vontade própria.
Aparentemente, Horikita também achava aquilo estranho.
— Há um pequeno assunto que gostaria de discutir com você a respeito do exame especial que está prestes a começar — disse Koenji.
— Ora, então isso quer dizer que finalmente está disposto a nos ajudar? A tomar alguma iniciativa? — perguntou ela.
— Digamos que você acertou pela metade — respondeu Koenji.
Horikita lançou-lhe um olhar um tanto desconfiado ao ouvir aquela resposta inesperada. Ela sabia muito bem que Koenji não era o tipo de pessoa que ajudaria os outros com tanta facilidade.
— O que você está querendo? Posso perguntar qual é a outra metade? — perguntou Horikita.
— Você deseja tanto os Pontos de Classe que serão concedidos aos grupos que terminarem nas três primeiras posições que praticamente consegue sentir o gosto deles. Estou certo? — perguntou Koenji.
— É claro. Dependendo de quantos pontos conseguirmos obter, pode haver mudanças significativas na classificação das turmas — disse Horikita.
— Nesse caso, permita-me fazer uma proposta modesta. Se eu tiver um bom desempenho neste teste de sobrevivência na ilha deserta, quero que me prometa liberdade absoluta até a formatura — disse Koenji.
A proposta inacreditável de Koenji fez a sala inteira mergulhar em completo silêncio por alguns instantes. Embora sua ajuda viesse acompanhada de condições, ele estava demonstrando disposição para realmente participar do exame especial.
— Prometer liberdade absoluta...? Que proposta dramática. Está dizendo que quer minha permissão para continuar fazendo o que bem entender? — disse Horikita.
— Exatamente. E, naturalmente, não exigirei apenas a sua permissão. Também quero que se empenhe ao máximo, com toda a sua atenção, para neutralizar qualquer problema ou abuso que possa ser direcionado contra mim. Entendeu? — disse Koenji.
Para dar um exemplo, era basicamente o que havia acontecido durante a votação da turma no ano anterior. Em outras palavras, se no futuro surgisse outro exame especial no qual tivéssemos que escolher alunos considerados desnecessários para serem expulsos, Koenji seria protegido incondicionalmente.
— Isso não é algo com que eu possa simplesmente concordar. Tenho certeza de que nossos colegas pensariam da mesma forma se ouvissem o seu pedido — disse Horikita.
Se você fazia parte da turma, ajudar os demais, ainda que apenas no mínimo necessário, podia ser considerado uma espécie de obrigação. Não havia como conceder despreocupadamente a alguém o direito de simplesmente se eximir disso.
— Considere isso um pagamento adiantado pelos meus serviços até a formatura — disse Koenji.
A proposta de Koenji era simples: se ele contribuísse para os nossos esforços no exame especial que estava prestes a começar, nós permitiríamos que ele fizesse o que quisesse dali em diante.
— Parece que até você está se sentindo ameaçado. Seus colegas não vão tolerar suas atitudes de sempre para sempre. Se outro exame especial como a votação da turma acontecer no futuro, você será colocado diretamente na linha de fogo — disse Horikita.
Até mesmo alguém excêntrico como Koenji poderia acabar em apuros se fosse colocado em uma situação tão difícil, dependendo das regras do exame.
— Seria muito melhor se você parasse de fazer propostas tão absurdas e simplesmente acompanhasse os demais — disse Horikita, recusando-o como seria de esperar.
Ainda assim, mesmo que ela recusasse a proposta naquele momento, Koenji provavelmente não nos ajudaria nos exames especiais futuros de qualquer maneira. Se o fizesse, seria apenas quando ele próprio fosse colocado contra a parede.
Levando isso em consideração, existia a opção de aceitar sua proposta ao menos para fazê-lo se empenhar durante o exame na ilha, mas...
— Sinto muito, Koenji, mas reconheço o valor das suas habilidades. Só não acho que valha a pena receber de você um desempenho apenas "razoável" neste exame especial em troca de deixá-lo de braços cruzados em todos os exames que vierem depois — disse Horikita.
Depois de ponderar suas opções, essa foi a conclusão a que Horikita chegou.
— Entendo. Suponho que nossas negociações tenham fracassado, então — disse Koenji.
— Não… estou disposta a aceitar sua proposta, embora queira acrescentar algumas condições da minha parte — disse Horikita.
Por um instante, pareceu que ela havia rejeitado completamente a oferta dele, mas, aparentemente, Horikita tinha outros planos.
— Não vou aceitar algo tão vago quanto "um bom desempenho". O grupo que ficar em primeiro lugar neste exame receberá uma recompensa considerável. Se você conseguir conquistar o primeiro lugar completamente sozinho, talvez isso seja motivo suficiente para eu considerar seus esforços como um pagamento adiantado até a formatura — disse Horikita.
Se Koenji vencesse, como não estava formando grupo com ninguém, ele conquistaria 300 Pontos de Classe. Considerando o quanto isso poderia contribuir para nossa turma até a formatura, era mais do que suficiente. Porém, naquele momento, havia mais de cem grupos adversários, e conquistar o primeiro lugar não seria uma tarefa fácil, nem mesmo para Koenji.
— Fufufufufu. Entendo, entendo. Certamente, parece que você ficaria bastante satisfeita se eu conquistasse o primeiro lugar por conta própria — disse Koenji, rindo alto ao ouvir uma proposta que parecia lhe agradar. — Muito bem! Então vamos seguir adiante com nosso acordo nesses termos. Que tal?
— Espere. Ainda não terminei.
Koenji havia demonstrado disposição para aceitar o que parecia ser uma proposta absurda, mas, sem perder um segundo, Horikita deixou claro que ainda não havia terminado.
— Ainda não apresentei todas as minhas condições. Você está nos obrigando a lidar com um exibido arrogante como você, então, se este exame terminar sem que consiga o primeiro lugar, isso será um problema para todos nós — disse Horikita.
— O que quer dizer? — perguntou Koenji.
— Quero dizer que, se você não conseguir o primeiro lugar, terá que prometer que cooperará com a turma daqui para a frente, seja nos próximos exames especiais ou em qualquer outra situação. E também deverá prometer que apresentará bons resultados — disse Horikita.
Naquele instante, consegui ouvir a respiração de Keisei enquanto ele permanecia ali, encarando os dois.
Aquilo não era nada menos que uma condição brilhante.
Na improvável hipótese de Koenji realmente conquistar o primeiro lugar, seria ótimo. E, mesmo que ele não conseguisse, a condição imposta por Horikita significava que Koenji teria de contribuir nos exames especiais futuros.
A Classe D não tinha absolutamente nada a perder com aquele acordo. Agora, a única questão era saber se Koenji aceitaria a condição adicional...
— Parece que está me dando uma ordem bastante incisiva, Horikita-girl — disse Koenji.
— Se concordar com as condições que acabei de apresentar, então aceitarei sua proposta — disse Horikita.
— Nesse caso, eu diria que estas negociações foram bastante proveitosas, Horikita-girl. Temos um acordo. E não se esqueça das minhas condições — disse Koenji.
Mesmo depois de Horikita acrescentar suas próprias exigências, Koenji não recusou o acordo.
— Você está falando sério quando diz que pretende conquistar o primeiro lugar sozinho? — perguntou Horikita.
— Absolutamente. Nada é impossível para mim — respondeu Koenji.
Horikita havia exigido algo absurdo, mas não conseguiu esconder o espanto diante da confiança demonstrada por Koenji.
— Pois bem, acredito que nossa conversa tenha terminado. Vou me retirar — disse Koenji.
Satisfeito com a conclusão bem-sucedida de suas negociações com Horikita, ele deixou a sala. Ninguém conseguiu dizer uma única palavra a ele. Tudo o que pudemos fazer foi observá-lo ir embora.
— Não faço a menor ideia de quanto ele realmente pretende levar isso a sério... — disse Keisei.
— É, difícil dizer — respondi.
— Mas esta é uma oportunidade única. Conseguimos fazer com que ele próprio se comprometesse com alguma coisa — disse Keisei.
Eu não tinha certeza se acreditava que Koenji estava sendo sincero em sua promessa, mas não havia dúvida de que aquilo era um acontecimento sem precedentes.
Para continuar vivendo livremente naquela escola, agindo de acordo com os próprios caprichos, Koenji precisaria de certo grau de apoio. Se continuasse simplesmente fazendo o que bem entendesse, inevitavelmente despencaria na lista dos alunos que mereciam ser protegidos pela turma.
Mesmo que ele não tivesse se manifestado naquela ocasião, em algum momento precisaria tomar alguma medida para se proteger. No entanto, se Horikita, a líder da Classe D, reconhecesse aquele acordo, então a situação seria diferente.
— Mesmo na improvável hipótese de ele conseguir chegar às primeiras colocações, seria ainda melhor se conseguíssemos ficar acima dele. Isso seria fantástico — disse Horikita, voltando-se para mim. — Se conseguíssemos o primeiro lugar e Koenji-kun ficasse em segundo ou terceiro... Se realizássemos isso, os benefícios para nossa turma seriam enormes. Poderíamos recuperar tudo o que perdemos com os contratempos que sofremos até agora.
Fazendo alguns cálculos simples, poderíamos conquistar entre 400 e 500 Pontos de Classe. Se conseguíssemos isso, nosso total chegaria a algo em torno de 700 ou 800 pontos, o que nos faria subir diretamente para a Classe B.
E, além disso, como bônus, Koenji seria obrigado a apresentar resultados satisfatórios nos exames futuros.
Hm.
— Mesmo assim, ainda me sinto um pouco apreensivo. Quando se trata do Koenji, parece impossível compreender completamente o que se passa na cabeça dele — respondi.
Fosse em relação à capacidade acadêmica ou física, se a questão era saber se ele vinha demonstrando todo o seu potencial, então a resposta provavelmente era não. Ainda assim, não havia dúvida de que ele possuía um talento extraordinário.
— Você tem razão. Mas conseguir o primeiro lugar com tanta facilidade é outra história — disse Horikita.
A competição seria acirrada. Os representantes das outras turmas — Sakayanagi, Ichinose e Ryuen — também estavam mirando seriamente o primeiro lugar.
E, é claro, não eram apenas eles.
Pelo que eu sabia até aquele momento, havia alguns grupos promissores entre os alunos do primeiro ano, como os de Housen e Amasawa. Também havia alunos formidáveis do terceiro ano, como Nagumo, Kiriyama e Kiryuuin.
E, embora eu ainda não tivesse dito isso em voz alta, eu também pretendia disputar o topo.
Quem estaria ocupando o primeiro lugar dali a duas semanas? E quem deixaria a escola?
Nosso longo verão estava prestes a começar.
*
— JÁ ESTAMOS na segunda metade de julho. Tem feito bastante calor ultimamente, não acha? — murmurou Tsukishiro enquanto observava, do alto, os grandes ônibus chegando à escola, um após o outro.
— Sim, certamente — respondeu uma aluna do primeiro ano, sem demonstrar a menor emoção.
Tsukishiro continuou falando sem sequer se virar para olhar para a aluna.
— Por favor, não perca mais tempo analisando a situação. Não há nada a ganhar adiando ainda mais as coisas.
— Está... me dizendo para expulsar Ayanokoji Kiyotaka agora? — perguntou a aluna.
— Isso é mais do que você consegue fazer? — perguntou Tsukishiro.
— Já concluí que ele será um adversário fácil. Bem... na verdade, eu já sabia disso desde o início — respondeu a aluna.
— Vou ajudá-la tanto quanto me for possível. Dito isso, não posso oferecer mais apoio do que já estou oferecendo — disse Tsukishiro.
Ao ouvir aquilo, a aluna percebeu que Tsukishiro estava pressionando agressivamente para que o plano fosse colocado em prática.
— Está dizendo que também foi forçado a agir de maneira imprudente? — perguntou a aluna.
— Sim. Tive de superar obstáculos praticamente impossíveis para conseguir reunir o orçamento necessário para este exame especial. E, mais importante ainda, precisei obrigar o restante da administração da escola a ceder quando se opôs às regras rigorosas do exame — disse Tsukishiro.
— Então será difícil para o senhor continuar em seu cargo como diretor interino? — perguntou a aluna.
— Bastante. As acusações de fraude contra o diretor Sakayanagi estão prestes a ser esclarecidas, e é óbvio que serei destituído das minhas funções. É justamente por isso que preparei uma enorme queima de fogos para o grande final. Espero que use todos os meios necessários para retirar Ayanokoji Kiyotaka desta escola. Está claro? — disse Tsukishiro.
— Sim. Não hesitarei mais.
— Fico feliz em ouvir isso. Nesse caso, por favor... seja tão violenta quanto desejar durante este exame especial. Pode agir sem se conter. Depois que tudo estiver resolvido, você voltará à sua antiga vida. Vamos ambos retornar aos lugares aos quais pertencemos, hm? — disse Tsukishiro.
A mão esquerda da garota — sua mão dominante — se fechou com força, os músculos se tensionando naturalmente. Ao perceber aquilo pelo canto do olho, Tsukishiro abriu um sorriso sereno e satisfeito.
— Espero grandes coisas de você... Nanase Tsubasa-san.
📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag
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