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Capítulo 5: O ex-casal retorna à cidade natal 2 (O fim do pôr do sol)

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Capítulo 5: O ex-casal retorna à cidade natal 2 (O fim do pôr do sol)

"Mi..."

Agarrei a ponta da esteira, mas simplesmente não consegui falar.

Na minha frente estava Mizuto Irido, segurando a outra metade da esteira e esperando minhas instruções. Estávamos montando um local de descanso temporário na margem pedregosa do rio.

[Paiva: Nota rápida pq vai aparecer dnv, optamos por esteira aqui referindo a esteira de palha]

E Mizu— meu meio-irmão mais novo —franziu a testa, surpreso,

"O quê?"

"Não... erm... Mizuto—kun. Vamos colocar aqui?"

"...? Ah, okay."

Estendemos a toalha sobre o chão cheio de pedras e fomos procurar algumas rochas adequadas para segurar as pontas.

Eu... eu não conseguia chamá-lo assim...

Ontem à noite foi tão fácil. No fim das contas, não consegui chamá-lo pelo nome depois que o tempo passou!

Por quê? Será que foi porque eu estava um pouco agitada ontem à noite? Achei que tinha entendido um pouco do passado dele e que tínhamos nos aproximado como família.

E por que você está tão relutante em me chamar pelo nome!?

Enquanto eu tremia de raiva irracional, ouvi uma voz vindo da direção da água corrente.

"Entra, Chikuma. O rio é calmo, não dá medo."

"S-sim..."

"Cuidado com as pedras no fundo do rio~"

"Eu sei..."

Madoka-san e Chikuma-kun colocaram os pés na água para ver a velocidade da correnteza.

Estávamos no rio perto dos Tanesato.

O som da água correndo, a brisa suave e o leve farfalhar das folhas eram agradáveis. O sol estava forte, mas não parecia quente demais, provavelmente por estarmos perto da água. Era um refúgio de verão confortável.

Dizem que sempre que os Tanesato faziam um passeio em família, eles faziam um churrasco à beira do rio. Que família divertida. Bem, já que têm um lugar desses por perto, não é estranho fazer um churrasco.

Chegamos antes dos adultos e, como o tio Mineaki pediu, arrastei Mizuto para fora, que de outra forma, nunca sairia do escritório o dia inteiro.

Tudo correu bem quando o arrastei para fora, e tudo correu bem no caminho até aqui.

Mas no meio do caminho, percebi uma coisa. Decidi chamá-lo pelo nome ontem à noite, mas simplesmente não consegui.

"Certo."

Mizuto colocou as coisas sobre a esteira estendida (toalhas e um kit de primeiros socorros), tirou rapidamente as sandálias e sentou-se ao meu lado, de pernas cruzadas.

Então, tirou um livro de bolso dos seus pertences e o apoiou sobre o short de banho.

"...Você é o mesmo não importa onde vá."

"Fico honrado em receber um elogio seu."

Eu invejava a forma como ele seguia no próprio ritmo, ignorando completamente os outros.

[Kura: Uou, ele sempre tem um livro com ele.|Paiva: Apenas um leitor ávido | Ayko: Ele se daria bem com o Yuuta Asamura… leiam Gimai Seikatsu para mais informações! kkkkkkk, mas sério, se dariam bem demais]

...Será que eu devia ter trazido um livro também?

"Yume-chan, você passou protetor solar e repelente?"

Madoka-san, que estava observando Chikuma-kun o tempo todo, voltou para a margem.

"Ah, estou prestes a passar."

"Ok~. Você deve fazer direito, já que tem uma pele bonita. Eu também vou passar..."

Madoka-san se ajoelhou sobre a toalha, ainda com as sandálias, e tirou um protetor solar da bagagem.

Então se sentou em um canto e abriu o zíper da sua rash guard estilo parka.

Revelando um biquíni preto de aparência adulta.

Um tecido simples, sem estampas, cobria seu peito bem destacado. A cintura abaixo era firme, formando uma silhueta marcante entre peito, cintura e quadris.

A aparência madura de Madoka-san fazia o biquíni preto parecer ainda mais atraente.

Ela apertou o protetor solar, olhou para mim e, com um "Nihi", sorriu.

"E então? Estou confiante no meu corpo."

"Sim... é bonito."

"Hã? Só isso? Normalmente homens e mulheres ficam empolgados olhando para o meu peito..."

"Ahh~... na verdade, eu tenho uma amiga que é maior..."

"Eh!? Sério!? Ela é maior que G!? Espera, H!? Me apresenta ela! Quero apertar!!"

"Recuso. Mesmo sendo outra mulher, isso é assédio."

"Ehhh~! Que mesquinha~!"

[Kura: Olha aí a resposta Paiva, que você tanto procurou…|Paiva: Não estava procurando, apenas querendo informar os leitores…]

Dei uma risadinha ao ver Madoka-san fazendo bico. Fiquei me perguntando por que tanto Akatsuki-san quanto Madoka-san gostavam de apertar o peito das outras pessoas. Os de Madoka-san já eram grandes o suficiente — aliás, ela disse que eram maiores que G, então isso quer dizer que eram F, né... não é à toa que ela escolheu um biquíni preto.

Olhei de lado para Mizuto.

Ele continuava olhando para o livro — ou pelo menos parecia.

...Ele olhou? Ou não? Será que ele não tinha interesse no traje de banho da Madoka-san desde o começo, ou desviou o olhar depois de dar uma espiada...?

Lembrei da conversa que tive com Akatsuki-san no LINE ontem à noite.

Aproveitei a oportunidade durante a conversa para perguntar,

"Você sabe qual foi o primeiro amor do Kawanami-kun?"

Eu queria saber o primeiro amor de um garoto comum — no geral. Sim, no geral.

Akatsuki-san respondeu sem hesitar.

"Eu."

"Ahh~, sim sim."

"Espera aí. É brincadeira! Não fala como se estivesse tirando sarro de mim!!"

"Então quem foi?"

"Ouvi dizer que era uma professora de pré-escola."

"Só por curiosidade, quem foi o seu primeiro amor, Akatsuki-san?"

"Sem comentários."

Parece mesmo coisa do Kawanami-kun...

Akatsuki-san foi surpreendentemente descuidada ao achar que conseguiria me enganar — ela geralmente se entregava sempre que o assunto envolvia o Kawanami-kun. Que estranho.

Imagino que tenha sido uma mulher mais velha mesmo.

Bom, para crianças, a maioria das pessoas é mais velha, então é normal. Para o Mizuto, ele só tinha a Madoka-san, que é parente dele... já que a mãe dele...

Ugh, fiquei confusa.

Afinal, fui a única que confessou meu verdadeiro amor. Claro que eu me sentiria em desvantagem, não?

Mas e daí!? Não importa~~~~~~quem foi o primeiro amor do Mizuto!

[Kura: Ah, importa sim , e eu já sei a resposta…|Paiva: Apenas uma pessoa poderia ser o primeiro amor dele | Ayko: Eu falo? Vocês falam? Nós falamos? Eles falam?]

"Yume-chan, aqui. Um pouco de protetor solar."

"Ah, sim."

Pssh! Madoka-san borrifou repelente nas próprias pernas e me entregou o protetor solar.

Peguei, tirei as sandálias e subi na toalha.

Procurei um lugar para sentar.

Mizuto e Madoka-san já estavam sentados na toalha, que não era tão grande.

Não havia espaço para escolher—

—Então, sem opção, sentei ao lado de Mizuto.

Assim como Madoka-san, eu também estava usando uma rash guard por cima do maiô.

Do jeito que estava, só conseguia passar o creme nas pernas, então abri o zíper da rash guard naturalmente.

Por baixo, estava o maiô branco floral que comprei com o Mizuto da última vez.

A parte de cima era um biquíni, e a de baixo era uma saia. Esse era o máximo que eu conseguia mostrar.

Apertei o creme de forma casual e observei a reação do Mizuto.

Ele ainda estava concentrado no livro em suas mãos.

...Ele parecia agir como se não se importasse, mas demonstrou bastante interesse quando comprei esse maiô. Como ele percebe qualquer olhar, talvez só tenha desviado imediatamente.

Ou talvez ele não tenha mais interesse porque já viu quando eu comprei...?

Ahh, céus—! Eu não entendo ele!!

"Uau~!"

Ao nosso lado, Madoka-san soltou um gritinho estranho.

"Você é tão magrinha, Yume-chan... o que é essa cintura? Tem certeza de que tem órgãos aí dentro?"

"T-tem sim... é só que eu não tenho muita carne."

"Não, não, eu tenho é inveja! Já disseram que eu sou magra também, mas quando você é tão magra assim, seus peitos também parecem maiores."

Eu imediatamente cobri o peito com os braços.

"Eu não vou apertar, não vou apertar."

Madoka-san deu uma risadinha.

"Seu maiô também é fofo. Foi você que escolheu?"

"É... mais ou menos..."

"Mais ou menos?... hmm~?"

Madoka-san fez um sorriso sugestivo e imediatamente aproximou a boca do meu ouvido.

"(Seu namorado escolheu isso?)"

"(Eh... não...)"

"(Hmm~. Ou seja, vocês ainda não estão nesse tipo de relação?)"

"(Não, ainda não, mas...)"

Ou melhor, nós...

Instintivamente, olhei de lado para Mizuto.

"Eh?"

[Kura: Se entregou kkkk|Paiva: “Ainda não” ja passaram dessa fase agora são ex que se amam ainda… | Ayko: Falou da Akatsuki e se entregou igual a ela sobre o Kawanamikkk]

Os olhos de Madoka-san se arregalaram imediatamente, e rapidamente cobriu a boca.

Ela olhou na direção de Mizuto.

Ah...! Ah não!

"(Ehh ehh ehh, sério!? É isso mesmo!?)"

"(N-não, não, não, não! Não é nada disso!)"

"(Esse desespero parece suspeito~)"

"(Não é mesmo...! Já chega, me poupa...!)"

"(Vou considerar que é isso então~)"

Os olhos de Madoka-san brilharam, e seus lábios formaram um sorriso de quem entendeu tudo.

I-isso tá mesmo bem assim...? Mas não acho que ela vá contar pra mamãe...

"(Eh? Mas ontem eu ouvi da Yuni que o Mizuto-kun tem uma garota próxima dele... huh? O Mizuto-kun é popular...?)"

Pelo jeito, Madoka-san não tinha esse tipo de pensamento sobre o Mizuto. Bem, mesmo que tivesse, não tinha nada a ver comigo.

...Falando nisso, mãe, você não está compartilhando informação demais da nossa vida?

"Yume-chan, você já foi à praia esse ano?"

Enquanto eu passava o protetor com cuidado, Madoka-san mudou de assunto de repente.

"Não... embora uma amiga tenha sugerido isso."

"Eh~? Então por que você não foi~?"

"...Essa amiga disse que a gente ia ser paquerada lá, então era melhor não."

"Ohhh~, que boa amiga. Ela está te protegendo direitinho. Mesmo quando você sai pra se divertir, fica difícil aproveitar quando tem gente chata envolvida~"

Madoka-san disse isso como se fosse algo óbvio. Ela parecia alguém que trabalharia em uma livraria ou biblioteca, mas até ela era paquerada...

Bom, também era esperado, já que ela tinha um corpo bonito e estava usando um biquíni preto.

"Então esse maiô é pra brincar no rio, né? Que desperdício."

"Mas não é meio constrangedor usar maiô em um lugar público...?"

"Não posso dizer que não entendo esse pensamento, mas não me importo. Acho que, já que você comprou um maiô bonito, devia mostrar."

"...Não posso dizer que não entendo."

"Você também, Yume-chan. Tem um corpo bonito e é fofa. Pelo menos mostre pras suas amigas! Tira uma foto, uma foto!"

"Eh, ehhh~...?"

É verdade que eu só mostrei esse maiô para o Mizuto, mas tirar uma foto mesmo...

Enquanto eu ainda hesitava, Madoka-san mexeu nas minhas coisas sem pedir — "Achei" — e pegou meu celular. I-isso já é demais...

"Aqui. Tira uma selfie—não, espera..."

E antes que eu pudesse recusar, Madoka-san sorriu como uma criança travessa,

"Mi~zu~to-kun. Desculpa incomodar! Pode tirar uma foto pra gente~!"

Ela entregou meu celular para o Mizuto, que estava lendo.

"...Eh!?"

Minha reação veio atrasada.

U-uma foto!? O quê!? Por quê!?

Mizuto levantou o olhar devagar, viu meu celular estendido e o sorriso radiante da Madoka-san.

Não, tá tudo bem. Aquele Mizuto não interromperia a leitura só pra fazer isso com a gente—

"...Tá bom."

Eh!?

Mizuto fechou o livro e pegou meu celular das mãos da Madoka-san.

Ele nem me respondia quando eu falava com ele...! Então por que com a Madoka-san...!?

"Obrigada! Ah, a senha—"

Ah, é. Meu celular tem senha. Se eu não disser pra ele—

"...Hmph."

Mizuto bufou e digitou quatro números sem hesitar.

A tela acendeu imediatamente.

"C-como você sabe a minha senha!?"

"Bom, quem sabe? Acho que você é simplesmente fácil demais de entender."

É verdade que ele conhecia esse número, mas eu nunca pensei que ele digitaria isso tão rápido...

"...Nihihi. Nada mal, nada mal. Vocês dois, levantem-se~"

Madoka-san deu uma risada estranha e nos incentivou a levantar.

E Mizuto, de frente para mim, levantou imediatamente o celular diante dos olhos.

"Isso, isso. Yume-chan, olha para a câmera. Quanto à pose... você pode fazer um V, mas coloca as mãos atrás das costas!"

Eh? Até a pose é especificada?

Não tive tempo de questionar, então obedientemente olhei para a lente do meu celular e coloquei as mãos atrás das costas.

...Os olhos de Mizuto estavam fixos na tela.

Ele está olhando para mim de maiô, através da lente.

Senti um olhar vivo através da lente preta inorgânica e senti cócegas por todo o corpo.

Q-que sensação é essa? Que vergonha...

"...É o oposto daquela vez."

Mizuto murmurou.

Daquela vez? Se é o oposto, então deve ser quando eu tirei uma foto do Mizuto—

Ah, ele está falando do encontro no aquário.

[Paiva: Cap 8 volume 1, “punição pelo incidente das roupas íntimas”]

Lembrei da foto minha com o tutor bonito de óculos que eu e Kawanami-kun fizemos juntos, ainda guardada no meu celular.

E-eu estava parecendo assim também...?

"Oh, ótima expressão! Hora do clique!"

Click! E, com o som do obturador, eu me sobressaltei instintivamente.

O-o que foi isso!? Eu nem estava preparada!

Mizuto abaixou o celular e ficou olhando para a tela por um tempo.

"E aí, e aí!? Deixa eu ver, deixa eu ver!"

Com Madoka-san insistindo, Mizuto não teve escolha a não ser mostrar o celular.

"Ohhh, isso aqui realmente é..."

Eu também espiei a tela e vi uma garota de maiô, com as mãos atrás das costas, o corpo inclinado para frente, olhando para cima com um leve rubor nas bochechas.

...Isso parecia...

"Nihihi," Madoka-san soltou uma risadinha estranha e disse,

"Agora você tem uma bela ‘foto escandalosa’, Yume-chan!"

Ahh. Ahhh ~~!

O ângulo, a expressão, a pose—tudo claramente passava a sensação de “meu namorado tirou essa foto minha”...!

"Não, não, não! Não essa foto! Por que eu tenho que dar a entender isso!?"

"Você não acha divertido?"

"Isso é divertido!?"

Não tem lógica nenhuma! É por isso que eu não suporto gente animada demais!

"Tá, tá. Só finaliza com ‘pedi pro onii-chan tirar essa foto pra mim~’. Seus amigos vão perguntar quem tirou essa foto sua, e você vai sentir uma sensação enorme de superioridade, Yume-chan. Não é win-win...? Eh? Aliás, quem é o mais velho aqui mesmo?"

"Eu sou a irmã mais velha." "Eu sou o irmão mais velho."

Mizuto e eu respondemos imediatamente, e Madoka-san caiu na risada ao ouvir isso.

O que eu faço com essa foto... não estou nem um pouco interessada em me sentir superior.

"Não pensa tanto nisso, é tipo postar no Instagram, sabe? É importante compartilhar suas memórias com os amigos~?"

Madoka-san disse isso e me devolveu o celular.

Compartilhar memórias com amigos, né?

Agora que ela falou, não parecia algo errado de fazer.

Mas ainda assim, eu não queria postar no grupo da minha turma... não queria começar rumores estranhos. Se fosse postar, deveria ser em algum lugar onde não fosse tão fácil espalhar...

Depois de pensar um pouco, decidi enviar a foto no grupo com Akatsuki-san e Higashira-san.

"Yume: Estou brincando no rio como uma criança de novo."

A mensagem foi lida em menos de um minuto.

E, depois de esperar por uma resposta,

"Akatsuki: Que coincidência~! Eu estou na piscina agora~!"

Eh, piscina? Com todo mundo? Eu fui excluída...?

Quando comecei a ficar preocupada, Akatsuki-san enviou uma foto.

Era Akatsuki-san em um maiô amarelo.

Era um maiô fofo com babados na parte de cima... mas claramente feitos para destacar o tamanho do peito...

Ela estava segurando um sorvete na mão esquerda e fazendo um sinal de paz com a direita. Parecia estar aproveitando o verão.

Será que ela foi sozinha para a piscina porque não queria que eu fosse paquerada—fiquei um pouco triste, e então percebi.

O enquadramento da câmera estava alto demais.

Pela altura da Akatsuki-san, não era estranho ela estar olhando para cima. Mas mesmo assim, não estava alto demais? Parecia haver uma diferença de pelo menos 30 cm entre ela e quem tirou a foto.

E além disso—havia uma sombra preta na beira da piscina, ao fundo.

Eu conhecia muito bem aquele penteado propositalmente bagunçado.

Uma verdadeira—foto escandalosa autêntica.

Assim que baixei a foto rapidamente,

"Akatsuki: Esta mensagem foi apagada."

"Akatsuki: Desculpa, ignora isso."

Tarde demais.

"Yume: Desculpa, eu baixei."

"Akatsuki: Eh."

"Yume: Não se preocupe. Não vou contar pra ninguém da turma."

"Akatsuki: Não, espera um pouco."

"Yume: Desculpa incomodar. Nem liga pra mim e aproveita a piscina!"

"Akatsuki: Sério, espera. Não é nada disso."

Não é nada disso~?

Se você vai pra piscina com um garoto, se isso não é um encontro, então como chama isso~?

"...Do que você está rindo? Que nojo."

"Fufufu. Olha isso."

Quis compartilhar o último desenvolvimento dos nossos amigos em comum com Mizuto, então mostrei a tela pra ele.

Pelo jeito, Mizuto percebeu imediatamente o detalhe escondido na foto.

"...Hmph."

"O quê? Só isso?"

"O que está acontecendo entre aqueles dois não tem nada a ver comigo, certo?"

"Mostra mais interesse. Ele é seu amigo, não é?"

"Isso é o que ele diz."

[Paiva: Coitado do kawanami kkkkk]

Ahh... sem perceber, consegui conversar normalmente com ele. Ainda assim, continua sendo surpreendentemente difícil encontrar uma oportunidade pra chamá-lo pelo nome...

Mas naquele momento, eu esqueci de algo muito importante.

No grupo onde eu e Akatsuki-san mandamos as fotos, havia mais uma participante.

Uma notificação apareceu no topo da tela.

E eu, por instinto, toquei nela — bem ao lado do Mizuto.

A tela do LINE apareceu.

A foto foi exibida.

Higashira-san estava usando um maiô escolar.

"..."

"..."

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[Kura: Bem… apertado?|Paiva: Provavelmente é do ano anterior, visto que ta 3-B ali e eles tão no primeiro do médio agora, mas confesso que preferia ver a foto da Yume…]

Estávamos olhando para a mesma tela, e ficamos em silêncio.

Só para recapitular.

O colégio em que estudávamos não tinha piscina, muito menos aula de natação.

Ou seja — não existia uniforme de natação escolar.

Sem dúvida, o maiô que a Higashira-san estava usando na foto era o que ela usava no ensino fundamental.

E estava apertado.

A Higashira-san tinha um corpo bem desenvolvido, e como estava usando um maiô antigo, era óbvio que ficaria justo. A parte de baixo estava tão apertada que marcava o corpo, e o peito parecia quase não caber.

E não sei se era por vergonha ou por causa do aperto, mas Higashira-san estava corada, com os olhos marejados, tentando tirar uma selfie com o braço estendido—

"Akatsuki: Higashira-san, que foto é essa com essa vibe meio erótica?"

Hm... não importava como eu olhasse, essa era a única intenção que eu conseguia imaginar.

"Izanami: Não é um concurso de fotos escandalosas?"

"Akatsuki: Não lembro da gente ter feito esse tipo de concurso. E que tipo de foto escandalosa é essa? O que você está tentando insinuar?"

"Izanami: Eu queria tirar a foto na estante, mas não consegui ajustar o ângulo, então tive que tirar sozinha. Como vocês são tão boas nisso?"

Desculpa, Higashira-san... a gente teve ajuda de meninos pra tirar as fotos...

Desviei o olhar do celular, vi Mizuto soltar um suspiro curto com a mão cobrindo o rosto, e perguntei timidamente.

"...Devo contar pra ela?"

"...Deve."

Só me restou cerrar os dentes e digitar uma mensagem.

"Yume: Desculpa, Higashira-san."

"Yume: O Mizuto viu."

"Izanami: Esta mensagem foi apagada."

A imagem da Higashira-san surtando parecia surgir na minha cabeça.

Me desculpa mesmo.

A carne na grelha fazia um som delicioso ao chiar.

Esse som vinha de todos os lados, e logo a margem do rio foi preenchida com um aroma irresistível.

"Podem começar a comer as que já estão prontas~!"

Natsume-san colocou espetinhos de carne na grelha um após o outro. Ouvi dizer que ela tinha quase 70 anos, mas parecia ter mais energia do que eu.

Achei que o churrasco seria algo mais simples, mas os adultos da família Tanesato trouxeram seis conjuntos completos de churrasqueira em seus veículos.

De onde eles tiraram tudo isso... será que tinham um depósito ou algo assim?

"Dizem que a vovó Natsume tem um amigo que administra um camping, então tudo isso foi alugado por um preço bem barato."

Madoka-san me contou enquanto comia carne.

"Como esperado de uma ex-nobre rica~ Eu também quero me casar com alguém rico~"

"Madoka~, o Mikado-kun vai chorar se ouvir isso!"

"Brincadeira~! Nihihi!"

Mikado-kun?

Inclinei a cabeça, confusa.

"Ah"

Madoka-san olhou para outro lado e disse,

"Chikuma~, sua boca tá toda suja~"

"Fueh?"

Ao lado dela, Chikuma-kun estava com a boca toda lambuzada de molho.

"Que sujeira. Ai ai~. Deixa eu ver... lenço, lenço..."

"Ah, eu tenho um."

Peguei um lenço do bolso da minha rash guard, me ajoelhei na frente de Chikuma-kun e limpei sua boca. Os olhos dele se arregalaram, mas ele não resistiu.

Isso, isso, bom garoto, bom garoto.

Se fosse o Mizuto, ele teria afastado o lenço e limpado com o braço ou algo assim.

"Pronto, limpo."

"...U... ah..."

Madoka-san viu Chikuma-kun todo sem jeito e abriu um sorriso estranho.

"Chikuma~, você não vai agradecer à Yume onee-chan~?"

"Mu... muito obrigado..."

"Sim. De nada."

"Woah...!"

Sorri ao responder, e o rosto de Chikuma-kun ficou vermelho enquanto ele, por algum motivo, se escondia atrás da Madoka-san.

[Paiva: TALARICO | Ayko: Acho que é algo pessoal pro Paiva…]

...Ele está se escondendo de mim mesmo, né?

Seria ótimo se eu tivesse um irmãozinho fofo completamente oposto ao Mizuto...

"Nihihi, você devia perceber isso~ Yume-chan~"

"Xeque-mate?"

Não lembro da gente estar falando de shogi.

"Ahhh, pobre Chikuma. Bom, isso também é uma experiência."

Madoka-san disse algo meio vago e virou o rosto para outro lado.

[Kura: Bom, o Mizuto está na frente, afinal.|Paiva: Azar do TALARICO | Ayko: KKKKKKKKKKKKK]

"Yume-chan, que tal você fazer companhia ao Mizuto?"

Olhei na direção que Madoka-san estava olhando e vi Mizuto sentado na esteira.

"De novo isso do nada... por que eu?"

"Quando eu tento falar com ele, ele sempre me ignora como se fosse nada~"

Eu não esperava que ela falasse de rejeição tão abertamente...

Mizuto continuava olhando para o livro, sem demonstrar qualquer intenção de participar do churrasco. A família Tanesato também não parecia tentar puxá-lo para se juntar.

Parecia ser algo comum para eles.

Todo mundo parecia já ter entendido que ele era esse tipo de pessoa.

"Hm~, parece que não tenho escolha então."

De repente, Madoka-san correu até a churrasqueira e começou a juntar carne e vegetais em um prato de papel.

Então ela não é só uma bêbada, mas também uma comilona? E é tão magra... talvez seja daquele tipo lendário de pessoa em que tudo o que come vai direto para o peito.

"Aqui."

Enquanto eu ainda pensava nisso, Madoka-san me entregou um prato cheio de carne e vegetais.

"Eh?... Não, eu já tenho o meu..."

Tentei levantar o prato que ainda tinha comida.

"Não, não. Esse é para o Mizuto-kun."

"Eh?"

"Você pode levar pra ele?"

"Nihihi."

Mais uma vez, Madoka-san soltou aquela risada estranha.

[Kura: Risada do Muttley?|Paiva: Agora entendi o pq do gif do cachorro safado quando tu falou da risada | Ayko: Kura referencias]

...Ela está mesmo entendendo tudo errado sobre mim, né?

Mizuto e eu claramente não temos esse tipo de relação — pelo contrário, estamos numa relação de ódio mútuo.

[Kura: Hmmm, sei, ódio né.|Paiva: Ja citei no volume anterior mas como diria Uchiha Madara, onde existe amor, também haverá ódio]

"Tá, tá, vai logo~ Senão vai esfriar."

"...Entendi."

Mas se eu insistisse demais, só pareceria ainda mais suspeito.

Peguei o prato em silêncio e fui até a toalha onde Mizuto estava sentado.

Já era fim de tarde. O céu começava a se tingir com o pôr do sol. As sombras da floresta próxima ao rio se alongavam com a luz lateral, envolvendo a área ao redor da toalha.

No meio disso, caminhei até Mizuto, que ainda estava lendo o livro de bolso,

"Mi..."

Tentei chamá-lo, mas hesitei de novo.

É constrangedor... e, por algum motivo, isso me deixava desconfortável.

Madoka-san não teria hesitado nisso...

E então, tive uma ideia.

Limpei a garganta, tentei soar animada — e chamei Mizuto imitando Madoka-san.

"Mi~zu~to-kun~!"

"Que nojo."

A resposta veio sem nem olhar.

Ele provavelmente percebeu quem estava chegando pelos passos.

Claro, eu não gostei nada disso.

Tirei as sandálias e sentei ao lado de Mizuto.

"Aqui. Pra você."

Entreguei o prato, e só então ele deu uma olhada rápida. Mesmo assim, não parecia ter intenção nenhuma de largar o livro.

"Você não vai comer?"

"Vou comer, mas..."

Vi que o lado esquerdo do livro dele já tinha poucas páginas restantes e entendi.

Ele estava no clímax da leitura. Claro que queria terminar antes de comer.

Nesse caso...

"Nihi."

"...?"

A expressão do Mizuto ficou ainda mais desconfiada. Droga, a risada da Madoka-san pegou em mim.

Usei os hashis para pegar um pedaço de carne do prato do Mizuto.

"Abre a boca."

"Hã?"

"Ahh~"

As risadas dos adultos podiam ser ouvidas ao longe.

Mizuto olhou de lado na direção.

"Tá tudo bem. O céu tá tão escuro que eles não conseguem ver."

"Não, esse não é o problema..."

"Então qual é o problema?"

"Bem..."

"Ehh!"

"Mgh!"

E, no momento em que ele abriu a boca, enfiei o pedaço de carne.

Mizuto mastigou a carne que foi enfiada, engoliu e me lançou um olhar de protesto,

"Oi! Isso é perigoso—"

"Ahh, olha só. Sua boca tá toda suja~"

"Mgh mgh mgh!!"

E antes que ele terminasse, limpei a boca dele com o lenço que eu já tinha preparado.

Depois de limpar a boca do Mizuto, dei uma risadinha.

"Você pode ficar tão fofo quanto o Chikuma-kun se ficar de boca fechada."

"...Não dá pra você ir procurar o Chikuma?"

"Tá tudo bem? Tá com ciúmes porque sua irmã mais velha tá sendo roubada?"

"Que nojo."

Kukuku, não consegui segurar uma risada.

Até esse cara irritante podia virar um irmãozinho fofo se eu tratasse ele de outro jeito.

[Kura: A sério? Eu me preparando para ir para a academia, e me vem uma pancada quentinha dessas…?| Paiva: O interessante aqui é o “se EU tratasse ele de outro jeito” | Ayko: Não tava preparado pra essa cena kkkk]

Talvez ele já tivesse terminado de ler, ou talvez só não quisesse que eu continuasse alimentando ele, mas Mizuto fechou o livro, o deixou de lado e tomou o prato e os hashis da minha mão.

De lado, observei meu ex e atual meio-irmão mais novo enquanto ele pegava carne e legumes,

"...Ei, Mi—"

Ugh.

Sério, por que eu não consigo chamar ele pelo nome!

Mizuto continuou comendo enquanto olhava pra mim,

"Parece que você ficou me chamando de ‘Mi’ o dia inteiro. Esse é um apelido novo."

"V-você percebeu!?"

"Claro. Eu já estava preparado pra te ouvir me chamar pelo nome também."

...Então, assim como eu preciso me preparar pra chamar alguém pelo nome, a outra pessoa também precisa se preparar pra ser chamada assim?

"...Então por que você não me chama pelo meu nome?"

"Por quê?"

"Você não acha injusto eu ficar chamando o seu nome?"

"O que isso tem a ver comigo? Foi você que começou."

"Sério? Se eu te chamar de Mizuto e você me chamar de Yume-san, todo mundo vai achar que eu sou a irmã mais velha, sabia?"

"...Tch, isso é baixo."

Mizuto estalou a língua, derrotado, e fez um bico contrariado.

"...Yu—"

"Yu?"

"..."

"Esse sim é um apelido novo."

[Paiva: Aqui fiquei imaginando eles “mikkun, yucchan” que nem o outro ex casal | Ayko: hehehehe dividimos o mesmo pensamento]

"Cala a boca!"

Mizuto gritou e mordeu uma batata.

Ele estava com vergonha... ou lamentando?

Será que ele estava lamentando ter perdido o nome ‘Ayai’?

—Bom dia, Ayai.

—Você leu aquele livro, Ayai?

—Eu gosto de você, Ayai.

—Ayai...

Aquele chamado suave ecoava repetidamente nos meus ouvidos.

Os vestígios daquele primeiro amor nunca poderiam ser recuperados.

Eu precisava admitir que havia coisas que ainda faziam meu coração doer... mas é justamente por isso que eu não devia me prender ao nosso passado.

E, mais do que isso, não devia me agarrar aos arrependimentos.

Ele e eu agora éramos ambos “Irido” — apenas meio-irmãos.

Nosso antigo relacionamento era apenas uma nota de rodapé agora.

Isso era tudo o que nos ligava.

"A gente se acostumou, né?"

"Com essa coisa de irmãos?"

"Sim... a gente não precisa mais ficar se escondendo como antes."

"...É mesmo? Bom, pelo menos eu fui bem cuidadoso hoje."

"Eh?"

Mizuto olhou para o rio corrente e murmurou secamente.

"Não é apropriado, como irmão, ficar olhando pra um biquíni daquele jeito."

...Ahh, ahh...

Então é isso.

Hmm~?

"P-por que você tinha que falar isso?"

"Porque você é problemática... agora ficou aliviada depois de ouvir o motivo de eu não ter olhado pro biquíni?"

"...Idiota."

Desviei o olhar às pressas quando vi Mizuto dar um sorriso provocador.

Se eu dissesse que fiquei aliviada, não estaríamos agindo como irmãos.

"Bom, de qualquer forma, vamos continuar assim por enquanto. Vai dar muito problema se descobrirem aqui."

"É... verdade."

Olhei discretamente para o lado e vi que o prato do Mizuto já estava vazio.

E os olhos dele estavam fixos no prato vazio.

"...Ainda não ficou satisfeito? Quer que eu vá pegar mais?"

"É... acho que sim."

Mizuto hesitou e olhou de relance para o meu prato,

"Você também deveria comer mais."

"Eh? Eu já tô quase—"

"Se emagrecer mais, vai virar só pele e osso. Vai lá comer mais."

O tom seco dele me fez perceber que ele não queria ir sozinho.

Aproveitando a oportunidade, dei um sorriso malicioso.

"Eu vou... se você me chamar de Yume."

"...Grr..."

Mizuto desviou o olhar, com o rosto meio contorcido.

Finalmente, ele se levantou contra a vontade, olhou para mim — ainda sentada — e estendeu a mão com uma expressão séria.

"Vamos, Yume."

"...Ehe?"

Sem querer, soltei um som estranho.

Um arrepio percorreu minha espinha, e uma vontade estranha de fugir tomou conta do meu corpo.

Mizuto olhou para mim de cima, soltou um "Hmph" e bufou.

"Você perdeu."

"...Eh."

"Então vamos, irmãzinha."

"Q-que... ah..."

E-esse cara~~~...!!

Então o que foi aquilo? Você só ficou com vergonha de me chamar pelo nome até eu te forçar. Isso não é praticamente perder!?

"...Tá bom, onii-chan~!"

[Paiva: Interessante eles terem relembrado do jogo sendo que no cap 2 ela tentou ganhar um beijo dele e eles nem lembraram do jogo]

"Pfft."

Esse meu irmão mais velho excêntrico fingiu não ouvir.

Puxei a mão do Mizuto e me levantei.

Provavelmente eu não chamaria mais ele de “Irido-kun”.

E ele provavelmente não me chamaria mais de “Ayai”.

Estávamos livres dos vestígios das nossas memórias.

Nos libertamos do passado, dos sentimentos feios, e aceitamos nossos novos “eus”...

...Ou pelo menos, era o que parecia.

Sim, era o que parecia.

Um pensamento surgiu na minha mente enquanto caminhávamos em direção aos nossos parentes.

Por que, simplesmente por quê — eu queria segurar essa mão novamente?

"As estradas do interior são perigosas à noite. Tomem cuidado na volta~"

Quando o churrasco terminou, o sol já estava quase se pondo atrás das montanhas.

Olhei para as montanhas tingidas pelo pôr do sol, junto das sombras escuras das torres de aço, enquanto nos dispersávamos. Mizuto e eu seguimos pela estrada sem tráfego.

Não havia mais ninguém por perto.

Alguns carros partiram, mas não havia mais lugar depois que os idosos, o cansado Chikuma-kun e a Madoka-san embarcaram.

Então, como éramos os mais jovens e ainda tínhamos energia, fomos andando de volta.

Mizuto caminhava na minha frente, guiando o caminho.

Havia uns três passos de distância entre nós.

Por algum motivo, não caminhávamos lado a lado — mantínhamos distância enquanto andávamos sobre o asfalto tingido pelo pôr do sol.

"Aqui realmente não tem nada, né?"

Olhei ao redor e falei com Mizuto.

Havia algumas casas espalhadas, mas fora isso, só campos, plantações de arroz e torres de transmissão com cabos elétricos. Estruturas de aço nas montanhas pareceriam artificiais, mas, de alguma forma, se misturavam com a paisagem.

Mizuto respondeu sem olhar para trás.

"Eu nunca achei esse lugar inconveniente. Vamos ficar só cinco dias mesmo. Com alguns livros, já basta até a gente voltar."

"...Ei, você—"

Quis engolir aquelas palavras, mas precisava perguntar aquilo, então criei coragem e me aproximei um passo.

"—Você odeia seus parentes?"

Agora estávamos a dois passos de distância.

Mesmo assim, Mizuto não olhou para trás.

"Não, não é que eu odeie."

O tom dele era plano.

"Pra ser honesto—eles não importam."

"Isso foi meio cruel."

"Eu simplesmente não conheço eles direito. Meus parentes são todos Tanesato, e eu nem sei direito como devo chamar meu tio-avô e os outros. Além disso, não consigo ligar os nomes aos rostos."

"...E a Madoka-san? A idade de vocês é próxima. Ela disse que cuidou de você desde pequeno."

"..."

Por algum motivo, Mizuto demorou um pouco antes de responder.

"...Eu lembro dela cuidando de mim. Minha impressão é... acho que a primeira vez que vim aqui foi no jardim de infância. Pensando bem, naquela época ela ainda estava no fundamental..."

Para uma criança tão nova, todo mundo mais velho parecia enorme.

Provavelmente ele a via como uma irmã mais velha confiável, mas, olhando agora, percebe que ela também era só uma criança...

Nesse caso—talvez, para Mizuto, Madoka-san fosse uma figura meio maternal.

E para alguém que perdeu a mãe desde cedo, Madoka-san podia ser a única pessoa que lembrava um pouco essa presença…

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"...Sabe."

Engoli em seco.

Por algum motivo, minha garganta estava seca.

"Isso é só uma conversa à toa, mas—"

Foi preciso um pouco de coragem.

Hesitei, pensando se realmente devia perguntar.

Mas afastei minhas dúvidas.

E dei mais um passo à frente.

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"—Como foi o seu primeiro amor?"

Só mais um passo.

Se eu me inclinasse, conseguiria alcançá-lo.

Mesmo assim, Mizuto não se virou.

"Fuu."

Ele soltou uma risadinha nostálgica.

"Alguém com o riso fácil."

Nihihi.

Aquela risada característica ecoou nos meus ouvidos.

"...Entendo."

Você ainda se lembra, Yume Irido?

Você ainda se lembra daquela garota sem graça, comum até demais? Aquela pessoa tímida e desajeitada?

A palavra “sorriso” nunca combinaria com o meu eu do passado.

Entendi.

Claro—ele também já gostou da Madoka-san.

Um passo, dois passos — ele aumentou a distância entre nós.

O pôr do sol já estava pela metade.

Além daquele crepúsculo passageiro, a noite logo chegaria.

Notas dos Tradutores / Revisores:

-Kurayami: Tentei evitar comentários nessa parte final da obra pelo clima que me levou. Foi um capítulo absurdamente bom. A forma como ele esquenta as nossas emoções com o Mizuto e a Yume, e depois esfria com base nos pensamentos da Yume, já que a perspectiva do capítulo é dela, é realmente indescritível para meu vocabulário e conhecimento atual. Obrigado pelo cape!

-Paiva: Virou esquizofrênico kura? ta se agradecendo ae kkkk que cap daora e esse final… vou evitar spoiler aqui mas fiquem ansiosos pro cap 7(o cap 6 se não me engano vai ser sobre a akatsuki e o kawanami) onde vocês irão entender essa fala do mizuto… Agora sobre o cap, foi um cap bem interessante principalmente por essa viagem toda estar sendo na perspectiva da Yume e gostaria de avisa-los que irei continuar chamando o talarico de talarico até o final do volume, não vou com a cara desse mlk desde que vi o anime

-Ayko: Eu disse que o problema do Paiva com o Chikuma era pessoal kkkk, mas sobre este capítulo, gostei muito do desenvolvimento que o Mizuto tem recebido (não só nesse cap, mas também no Vol como um todo) E isso sendo importante não só para ele, mas também para a Yume, que ao meu ver também está se tornando mais consciente sobre o Mizuto como individuo, muito muito bom!