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Capítulo 44: "Para Ser um Bom Professor"

A Mãe Da Minha Aluna É Na Verdade Minha Ex-Namorada — novelmania.com.br · All chapters

Capítulo 44: "Para Ser um Bom Professor"

"Bem, só para garantir e confirmar... Houve algum tipo de contato daquela garota?"

Mudei o foco da conversa, trazendo à tona o ponto mais crucial. Por mais que eu estivesse de olho na Murakumo-san dentro do colégio, era impossível garantir uma proteção cem por cento perfeita a cada segundo.

Especialmente porque a mandante poderia muito bem tentar uma abordagem direta enviando mensagens no privado da Murakumo-san e isso era algo que eu só conseguiria descobrir se perguntasse diretamente a ela.

"Não... não teve nenhum contato... Nem recebi nenhuma mensagem..."

"Entendi. Como imaginei, ela deve estar agindo com cautela por enquanto."

Quem tem pressa para colher os frutos acaba metendo os pés pelas mãos e deixando rastros. O mais provável era que a outra parte ficasse na miúda por um tempo. E esse seria o momento ideal para a Murakumo-san se ambientar e se acostumar novamente com a rotina escolar.

"Se ela continuar quieta desse jeito, o senhor não acha que seria melhor simplesmente deixarmos isso para lá?"

"Até seria uma opção, mas... Do ponto de vista dela, ver a Murakumo-san voltar e ainda por cima ser paparicada por todo mundo na sala não deve ser nada agradável. Alguém que foi capaz de encurralá-la a ponto de fazê-la largar a escola não vai simplesmente desistir e recuar tão fácil assim."

Assim que expus a minha linha de raciocínio, Murakumo abaixou a cabeça e assentiu de leve. No fundo, ela devia ter uma noção exata do porquê a outra garota ficaria espumando de raiva com o cenário atual.

Para que a Murakumo-san pudesse desfrutar de sua vida escolar com verdadeira paz de espírito daqui para frente, a raiz desse bullying precisava ser arrancada de uma vez por todas.

"Então, isso significa que eu..."

"É... No colégio, eu preciso que você continue mantendo a sua distância da Murakumo-san, Kamijou-san..."

"......"

Tentei soltar um riso sem graça para quebrar o gelo, mas Kamijou-san me cravou um olhar tão afiado e imponente que quase dava para ouvir o efeito sonoro de um estalo no ar. Eu entendia perfeitamente o descontentamento dela, mas se não resolvêssemos essa situação por completo, ficaríamos andando em círculos!

Eu tinha uma vontade imensa de berrar isso para ela, mas sabia que a teimosa não daria o braço a torcer tão facilmente.

Eu me sentia péssimo por fazê-la assumir esse papel tão ingrato, mas a colaboração dela era simplesmente vital. O jeito seria compensá-la permitindo que ela mimasse a Murakumo-san à vontade aqui na casa dela para descarregar o estresse acumulado.

Só preciso rezar para que ela não resolva descontar a frustração fisicamente em mim...

"E como foram as aulas? Estão muito difíceis?" — perguntou a mãe de Murakumo, interrompendo o clima tenso.

"Sim... A matéria avançou bastante desde que eu parei de ir... então estou meio perdida..."

"Entendi. Se for esse o caso, não hesite em me perguntar o que não entender. Eu posso te emprestar os meus cadernos e te ajudo a estudar."

...Olhando aquela cena, era impossível não notar o quão prestativa e cuidadosa a Kamijou-san conseguia ser. Se esse lado zeloso dela não fosse restrito apenas às pessoas que ela adora, eu tinha certeza de que ela daria uma excelente professora no futuro... Uma pena.

De qualquer forma, sabendo disso, eu podia respirar aliviado e deixar os estudos da Murakumo-san sob a tutela dela.

"A Kamijou-san tem notas excelentes na escola, então não precisa ter vergonha de pedir ajuda, Murakumo-san. Ah, e se o problema for Matemática, você pode vir falar comigo também."

"Não tente tirar a Murakumo-san de mim. Eu vou ficar genuinamente irritada, ouviu?"

Como eu sou o professor de Matemática da turma, achei que seria uma boa ideia me colocar à disposição, mas Kamijou-san imediatamente puxou Murakumo para um abraço apertado e soltou um som que parecia o de um gato arrepiando a espinha para me afastar.

Essa menina consegue ser problemática por motivos completamente diferentes.

Bem, na verdade, eu já tinha uma vaga noção disso por conta do histórico dela com a Sana-chan.

"Mudando de assunto, professor... Notei que quando o senhor fala com a Murakumo-san, o seu pronome pessoal muda para 'boku' (eu/formal brando). O senhor está tentando se fazer de fofinho ou o quê?"

"Espera aí, por que você resolveu me atacar do nada? Eu só estou usando um tom mais brando para não assustar uma garota tão calma e gentil como a Murakumo-san! E para começo de conversa, quer mesmo que eu te explique a definição de 'se fazer de fofinho'?"

Diante daquela provocação gratuita que veio direto na jugular, respondi com um sorriso forçado que mal escondia a minha indignação. Hoje em dia, o que mais existe no mundo corporativo são profissionais que moldam a sua forma de falar dependendo do interlocutor, sabia?

Na verdade, saber alternar a postura é o básico para qualquer adulto funcional na sociedade.

"Murakumo-san, preste bem atenção. É assim que você percebe que certas pessoas têm pontos fracos e pisam em minas terrestres emocionais sem querer. Entendeu?"

"A-Ah, sim... entendi..."

Kamijou-san ergueu o dedo indicador enquanto dava a sua "palestra", e Murakumo assentiu repetidas vezes com toda a seriedade do mundo. Não, espera um pouco...

"Dá para parar de me usar como exemplo didático de comportamento?! E eu não fiquei irritado daquele jeito, tá?!"

"Ah, ficou sim, o seu rosto até travou de leve. E olha que o senhor quase nunca demonstra irritação."

"F-Foi impressão sua..."

"Murakumo-san, grave bem isso: quando as pessoas são péssimas em mentir, elas desviam o olhar com essa cara de sem graça bem assim. Aprendeu?"

"S-Sim..."

Como ela tinha acertado na mosca, acabei desviando os olhos e, no mesmo segundo, fui transformado em material de estudo novamente. Sério... essa garota não parece ficar muito mais radiante e cheia de vida quando está me importunando?

"Vocês dois parecem se dar muito bem."

A mãe de Murakumo, que assistia a tudo em silêncio até então, comentou com um sorriso divertido e acolhedor no rosto.

"Não, ela só está me fazendo de idiota mesmo", fiz questão de esclarecer a verdade nua e crua.

Achar que aquela nossa troca de farpas era sinal de uma boa amizade... A mãe da Murakumo-san definitivamente tinha um coração puro demais para enxergar maldade no mundo.

Dessa forma, após a Kamijou-san aproveitar o restante da tarde na casa dos Murakumo para esticar as asas e aliviar toda a sua frustração diária, nós nos despedimos e retornamos para as nossas respectivas casas por caminhos separados.

A partir daquele dia, passaríamos por um breve período de calmaria, vivendo dias comuns e sem grandes alterações na rotina.

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[Jeff: Pessoal, consegui a novel!!! Já comecei a traduzir alguns capítulos, passei 2 para os revisores, provavelmente eu começarei a postar nas próximas semanas! Junto com as artes coloridas e as dos capítulos.]