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Capítulo 47: "Um Olhar Atrevido"

A Mãe Da Minha Aluna É Na Verdade Minha Ex-Namorada — novelmania.com.br · All chapters

Capítulo 47: "Um Olhar Atrevido"

"Então, está quase na hora...~"

"Vamos fazer logo aquela parte que ela estava esperando?"

Após terminarem de tirar a maior parte das fotos, os rostos das seguidoras se distorceram em sorrisos repletos de pura maldade. Ignorando completamente os apelos desesperados de Rumi, a garota que não estava encarregada de imobilizá-la estendeu as mãos diretamente em direção às axilas da jovem.

"Cócegas, cócegas...~!"

"Ahahaha! P-Parem com isso, por favor...!"

[Jeff: Ossada… ]

"Não mesmo, nós não vamos parar! Isso é um castigo para a Rumi-chan, que andou se achando demais ultimamente."

"E-Eu... eu nunca... hihihi! Nunca me achei... ahahaha... de-demais...!"

Com uma fraqueza terrível contra cócegas, Rumi debatia-se e agitava os braços freneticamente enquanto tentava protestar. Contudo, as mãos da agressora não cederam em nada; pelo contrário, passaram a atacar com ainda mais intensidade as suas axilas e as laterais de seu abdômen. Observando a uma curta distância a cena de Rumi contorcendo-se inteira, Ayaka registrava tudo meticulosamente em formato de vídeo.

Aquele era o método de tortura psicológica e física que elas mais costumavam praticar antes de Rumi se isolar em casa.

"P-Por favor, já chega... me perdoem...!"

"Já dissemos que não. Ah~, se a gente tivesse mais uma pessoa aqui, daria para fazer cócegas nos pés dela também."

Rumi implorava em prantos para que cessassem a crueldade, mas as seguidoras faziam ouvidos moucos aos seus clamores.

"A Ayaka-chan já foi contra a ideia de trazer mais gente porque o risco de vazamento seria alto demais, esqueceu? Se colocarmos alguma garota de boca aberta no grupo, o risco vai acabar sobrando para nós."

"Bem, isso é verdade... Ah, tive uma ideia! Ei, que tal pedirmos para a Ayaka-chan comprar algumas amarras e fivelas de contenção para a próxima vez?!"

"Oh, essa é uma excelente ideia! Ayaka-chan, o que você acha?!"

Como se tivessem tido uma epifania genial, as comparsas viraram o rosto na direção de Ayaka, sem interromper por um único segundo as investidas que encurralavam Rumi.

(Quanta petulância... Essas garotas realmente não têm o menor pingo de classe... Mas, pensando bem, talvez seja mesmo uma boa ideia).

Apesar de sentir um profundo desdém interno pela falta de refinamento de suas aliadas, Ayaka manteve um sorriso dócil e sereno no rosto.

"Tudo bem, eu vou providenciar isso para vocês."

"Eba!"

"Fufu, com isso nós vamos poder maltratar — quer dizer, cuidar da Rumi-chan com ainda mais carinho!"

Por estarem revivendo aquele sentimento de crueldade após tanto tempo de jejum, a adrenalina delas parecia estar no ápice. Para completar, a vítima agora havia se tornado uma beldade estonteante; ver uma garota tão linda humilhada e contorcendo-se de agonia sob os seus próprios comandos trazia às seguidoras, mesmo sendo do mesmo sexo, um prazer distorcido e irresistível.

[Pipoc4h: Que doença essa galerinha ai, se o Caps pega não sai mais de lá]

Deixando-se levar pela empolgação, a agressora começou a deslizar as mãos das axilas em direção ao peito de Rumi.

Contudo.

"O que pensa que está fazendo?!"

No exato milésimo de segundo em que ela ia tocá-la, a voz ríspida e furiosa de Ayaka ecoou como um trovão pelo galpão.

"Ah... hã...?"

Pegas de surpresa por aquela reprimenda inesperada, as mãos da seguidora estancaram no ar. Ambas viraram o rosto abruptamente na direção de Ayaka. As feições da líder exibiam uma tonalidade nítida e inquestionável de ira, o que deixou as comparsas completamente atordoadas.

"Não ousem cometer uma vulgaridade dessas na minha presença."

"A-Ah, sim... me desculpe..."

Se isso é considerado uma vulgaridade, fazer cócegas à força também não seria...? — a dúvida ecoou na mente delas, mas, obviamente, nenhuma teve a audácia de verbalizar o pensamento.

Sem escolha a não ser tentar retomar o ritmo da situação, a agressora ia se reposicionar quando, de repente, notou algo.

Durante o breve instante em que as agressões haviam cessado, Rumi, embora estivesse ofegante e com vestígios de saliva nos lábios, mantinha os dentes firmemente cerrados, cravando um olhar fulminante contra ela.

No passado, a expressão de Rumi era sempre uma tela em branco pintada de puro desespero, limitando-se a chorar e gritar por socorro. No entanto, agora, mesmo estando encurralada em uma situação idêntica à de antes, as suas pupilas abrigavam uma força de vontade absurdamente inabalável.

Aquela postura — aquele olhar desafiador — pareceu uma tremenda insolência aos olhos da seguidora.

"O que foi? Que olhar atrevido é esse...?!"

Alimentada pela frustração de ter sido repreendida injustamente por Ayaka, a comparsa ergueu o braço com violência, preparando um golpe definitivo.

"O quê?! Espere, pare—!"

Percebendo a intenção agressiva da comparsa, Ayaka tentou berrar para impedi-la, a voz carregada de pânico.

"...!"

Temendo a dor iminente que estava prestes a atingi-la, Rumi fechou os olhos com força, encolhendo-se. A seguidora desceu o braço com toda a velocidade e impacto — até que, com um estalo seco, o seu pulso foi interceptado no ar por alguém.

"Hã...?"

Sem compreender como o seu golpe havia sido bloqueado, a agressora congelou, exibindo uma expressão completamente abobalhada.

Ao notar que o impacto esperado não havia chegado, Rumi abriu os olhos lentamente.

"P-Professor...?"

E pronunciou, com a voz embargada, o nome do homem que havia acabado de salvá-la.

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