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Capítulo 56: "As Garotinhas São Fortes"

A Mãe Da Minha Aluna É Na Verdade Minha Ex-Namorada — novelmania.com.br · All chapters

Capítulo 56: "As Garotinhas São Fortes"

"Não pode...?"

Diante do meu silêncio prolongado, Sana-chan fixou as suas pupilas marejadas em mim, lançando aquele legítimo olhar pidão de baixo para cima.

Essa menina sabe exatamente como pedir as coisas…

Para ser perfeitamente honesto, eu me encontrava em um beco sem saída consideravelmente perigoso.

Mesmo no cenário atual, eu já batia cartão na residência delas a cada final de semana, desfrutando de banquetes de graça. Embora eu tivesse começado a insistir em repassar uma quantia para ajudar nos custos da feira com a Misuzu-chan, a única pessoa ali dentro que realmente clamava pela minha presença diária era a Sana-chan; duvido muito que a Misuzu-chan ou a Kamijou-san estivessem achando a ideia o ápice do acolhimento.

Especialmente no caso da Kamijou-san: quanto mais tempo eu passasse enfiado naquela casa, menos tempo de qualidade ela teria com a sua amada irmãzinha. As chances de o ódio dela por mim escalar para níveis estratosféricos eram altíssimas.

Na verdade, eu sentia que ela estava prestes a explodir de vez a qualquer momento.

"Uuu..."

Enquanto eu continuava quebrando a cabeça tentando computar os prós e contras sob o bombardeio daquele olhar pidão, pequenas lágrimas começaram a se acumular nos cantos dos olhos da Sana-chan.

Essa garota... eu tenho a nítida impressão de que ela já mapeou perfeitamente qual gatilho acionar para me fazer ceder.

[Jeff: Eu tenho certeza disso!]

A minha vontade real era simplesmente balançar a cabeça e dizer "sim", mas invadir a soberania do lar da família Kamijou com tanta intensidade cruzava uma linha perigosa. O tempo de descanso e privacidade da Kamijou-san e da Misuzu-chan seria reduzido de forma drástica. Por conta disso, forcei o melhor sorriso que pude para tentar esquivar do convite de forma sutil.

Contudo — "Por mim... não vejo nenhum problema..." — Um fogo de cobertura completamente inesperado surgiu para apoiar o pleito da Sana-chan.

"Hã...?"

Instintivamente, desviei os olhos em direção à dona da voz — a Misuzu-chan. Suas bochechas ainda ostentavam uma coloração avermelhada, e ela cutucava os próprios dedos indicadores um contra o outro, visivelmente sem jeito.

[Jeff: 👉👈]

"Considerando que o senhor vive à base de produtos instantâneos... e mantém uma rotina alimentar completamente desregulada no dia a dia, acho que fazer as refeições conosco seria uma excelente escolha em prol da sua saúde, não acha...?"

Pelo visto, a motivação por trás do apoio da Misuzu-chan vinha de uma preocupação genuína com o meu bem-estar físico. Pensar que ela guardava esse nível de zelo por um ex-namorado com quem terminou há mais de dez anos... Que mulher incrivelmente bondosa…

[Pipoc4h: Ela só queria seu bem-estar físico sim… vai nessa]

Bem, o fato de a Sana-chan desejar aquilo com todas as forças com certeza era uma engrenagem de peso nessa equação, mas ainda assim.

"Pode ficar despreocupado, eu farei questão de cobrar o valor equivalente à sua parte nas despesas da casa."

"Ah, sim, claro, quanto a isso eu faço questão de pagar... Mas tem certeza de que está tudo bem mesmo...?"

Diante daquela postura tão receptiva e inesperada vinda dela, não contive o questionamento. Misuzu-chan apenas esboçou um riso conformado.

"O senhor já janta na nossa casa a cada final de semana. A essa altura do campeonato, faz alguma diferença?"

Ao contrário de mim, que continuava cheio de melindres, ela parecia já ter superado e normalizado a situação há muito tempo.

E, sendo racional, a lógica dela fazia sentido. Embora estivéssemos falando de duas vezes por semana, se eu já partilhava da mesa delas com frequência, estender isso para uma rotina diária seria, sob certa ótica, apenas uma questão de aumentar a frequência dos encontros.

No entanto... havia um grande porém.

Atingir esse patamar de convivência era o equivalente prático a viver em um regime de semi-coabitação. E considerando que a Misuzu-chan era a responsável legal de uma das minhas alunas no colégio, aquela pulga atrás da orelha sobre a moralidade da situação recusava-se a ir embora.

"Irmãozão... você não gosta da comida da mamãe...?"

Notando que eu ainda exibia um semblante vacilante e indeciso, Sana-chan resolveu detonar mais uma bomba de efeito moral direto na minha cara.

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