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Prólogo

Ainda Que Eu Seja Uma Vilã Inepta. — novelmania.com.br · All chapters

Prólogo

E ra noite do Festival de Tanabata . Dentro de um pagode escondido no pátio interior, as damas da corte bem-vestidas deixavam escapar suspiros de admiração por trás de seus leques.

— Olhem o bordado esplêndido da Dama Reirin! Vêem como o luar reflete os fios brilhantes de suas estrelas? Ora, é quase como um céu noturno de verdade!

— De fato! Até mesmo a Tecelã teria inveja de sua habilidade.

As moças estavam cativadas por um pedaço de seda delicadamente bordado e pela nobre dama que o havia pendurado sobre o parapeito. Seus suaves tons de cabelo negro estavam presos num penteado magnífico, e seus grandes olhos arredondados traziam um sorriso tão vibrante quanto uma flor em desabrochar. Junto com sua pele porcelana, possuía uma beleza frágil. Essa garota de quinze anos chamava-se Reirin.

Ao lado de Reirin, outras quatro damas de nascimento nobre exibiam seus bordados para todos verem. Na noite do Festival de Tanabata — o único dia do ano em que o Vaqueiro e a Tecelã se reencontravam — aquelas moças deveriam oferecer seus trabalhos manuais ao céu estrelado na esperança de aprimorar suas habilidades com a costura. Essa tradição também servia como uma competição de bordado, mas era fácil ver que o trabalho de Reirin superava em muito o das demais.

As mulheres continuaram sussurrando entre si.

— Sua habilidade com a agulha está à altura da Tecelã, e com um pincel na mão, ela consegue tecer os versos mais elegantes. Se bem me lembro, a dança que apresentou no Festival das Lanternas chegou a comover uma das damas da corte até as lágrimas. Ela é verdadeiramente uma garota de muitos talentos.

— E tem a beleza para combinar! Como se isso não bastasse, acreditam na compaixão que ela tem? Ouvi de uma de suas damas da corte que ela não pisaria num inseto sob seu calcanhar! Oh, o que eu não daria para servir sob suas ordens!

— Shh! Não tão alto. Você não gostaria que sua senhora ouvisse. Embora sendo uma vassala do magnânimo clã Ran, duvido que você seria repreendida com demasiada severidade.

— Tem razão. Nossa senhora é nossa mestre. Se desobedecermos às leis do Pátio das Donzelas, os Olhos de Águia nos mandarão executar. É melhor vigiarmos o que dizemos.

O Pátio das Donzelas era exatamente o local onde aquelas cinco damas de nascimento nobre e suas atendentes estavam reunidas.

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Há quase cem anos, uma sangrenta disputa pelo poder que irrompeu durante o reinado do Imperador Kousou viu a reorganização do inchado pátio interior, e as consortes passaram a ser selecionadas de apenas cinco clãs.

O clã Ran, que governava as terras ao leste.

O clã Kin, que governava as terras ao oeste.

O clã Gen, que governava as terras ao norte.

O clã Shu, que governava as terras ao sul.

E o clã Kou, os governantes do território central.

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Os cinco aristocratas enviados de cada clã seriam divididos em uma imperatriz e quatro consortes. Passavam seus dias em seus respectivos palácios, dispostos em um pentágono ao redor do pátio interior, cuidando para manter a ordem estabelecida durante todo o tempo.

Mas, é claro, esses cinco clãs estavam perpetuamente em competição uns com os outros; não teria graça nenhuma se uma família monopolizasse toda a glória. Além disso, o fato de o imperador — que até então possuía milhares de concubinas — ser forçado a encontrar um herdeiro entre apenas cinco mulheres levantava preocupações sobre a longevidade da dinastia. Dadas as vastas terras que o Reino de Ei ostentava, o país precisava de uma mão firme para guiá-lo.

Assim, os cinco clãs trabalharam juntos para construir um claustro partindo de cada palácio, convergindo para o "Pátio das Donzelas" erguido em seu centro. Era tido como um local de estudo para moças solteiras, onde receberiam treinamento em etiqueta das consortes do imperador, as melhores mulheres de sua época. Essas estudantes — chamadas de "Donzelas" iniciantes — criariam laços tão próximos com suas professoras quanto com suas próprias mães. Além da garantia de uma vida estável no Pátio das Donzelas, cada garota recebia um aposento dentro do palácio de sua respectiva consorte.

Na prática, porém, as únicas garotas permitidas a entrar no Pátio das Donzelas eram aquelas com laços com um dos cinco clãs. Em outras palavras, era um programa de treinamento para as sucessoras das consortes sob a fachada de uma escola de etiqueta. As consortes colocavam suas habilidades à prova para ver quem conseguia educar melhor sua Donzela, com o objetivo de transformar sua pupila na próxima imperatriz e trazer prestígio para seu clã.

O atual imperador, Genyou, já passava dos quarenta anos. O Pátio das Donzelas havia sido aberto a uma nova geração, e Reirin e as outras quatro garotas haviam sido reunidas para preencher suas fileiras. Até que o príncipe herdeiro, Gyoumei, ascendesse ao trono, essas garotas passariam todas as horas do dia no Pátio das Donzelas, competindo para determinar quem possuía o maior valor como mulher.

No entanto, quando se tratava desta geração específica do Pátio das Donzelas, era seguro dizer que a vencedora havia sido decidida muito antes do dia da nomeação chegar. Qualquer um podia ver que Reirin era a escolha óbvia para se tornar a próxima imperatriz.

Reirin era sobrinha da atual imperatriz, Kou Kenshuu, e também prima do Príncipe Gyoumei. Dizem que nomes e naturezas frequentemente concordam, e Reirin — seu nome significando "o tilintar das joias" — ostentava uma graciosidade e traços tão refinados quanto uma gema. Some-se a isso o fato de ser erudita, talentosa e bondosa, e não era de admirar que todos os que a conheciam não pudessem deixar de adorá-la.

Após perder a mãe quase no mesmo momento em que nasceu, seu pai, irmãos e o resto do clã Kou tiveram grande pena da bela jovem e a amaram incondicionalmente. Tomado pela afeição que ela lhe mostrara desde jovem, Gyoumei parecia já tê-la escolhido como sua imperatriz.

Reirin tinha apenas uma falha: possuía uma constituição frágil e frequentemente era acometida por febres. No entanto, na presente Era Genyou, a delicadeza e a graça eram valorizadas acima de tudo. Sua pele branca como neve e sua figura esbelta e frágil eram aclamadas como o auge da beleza, e sua virtude inabalável diante de sua saúde debilitada inspirava ainda mais compaixão daqueles ao seu redor. Mesmo dentro do Pátio das Donzelas, onde era costume menosprezar as Donzelas dos outros clãs, Reirin era amplamente amada e respeitada.

— Perceberam a forma sutil como Sua Alteza colocou a mão em seu ombro enquanto ela se inclinava sobre o parapeito? Oh, como combinam perfeitamente em sua beleza! Não é de admirar que a chamem de "borboleta" do príncipe.

— De fato. Vejam como seus vassalos parecem orgulhosos? Apesar de toda sua compostura, até mesmo sua chefe das damas da corte não consegue deixar de esboçar um sorriso. Sinceramente, se todo mundo já sabe o resultado, não vejo o porquê não deveríamos fechar o Pátio das Donzelas...

— Shh! O capitão dos Olhos de Águia vai ouvir!

O príncipe só tinha permissão para pisar no Pátio das Donzelas para a observância de cada festival sazonal. Assim como o Vaqueiro aguardava ansiosamente seu reencontro com a Tecelã, o belíssimo Gyoumei tinha se alegrado em descer à corte e aproveitar cada oportunidade para se conectar com Reirin. As damas da corte observavam o par em um fascínio arrebatador, mas com um olhar para trás, apressaram-se a compor suas expressões.

Num canto escuro da sala, longe de onde todos se haviam reunido em torno da sacada com vista para o jardim para contemplar o céu noturno, sentava-se um homem vestido de preto dos pés à cabeça. Esse cavalheiro, cujo rosto não mostrava um só indício de expressão na presença de todas aquelas mulheres deslumbrantes, era o capitão dos Olhos de Águia — os funcionários responsáveis por manter a disciplina no pátio interior. Seu nome era Shin-u. Exceto pelo olhar calculista em seus olhos, ele havia sido abençoado com traços bastante belos.

Homens eram proibidos de entrar no palácio interior; tradicionalmente, as fileiras dos Olhos de Águia eram compostas por eunucos. No entanto, havia uma boa explicação para o fato de um homem — e um tão atraente, além disso — servir como capitão da ordem: ele era descendente do imperador.

Enquanto isso, sua mãe fora qualquer coisa menos uma filha de um dos cinco clãs; como escrava estrangeira, ela nunca tivera a chance de se tornar consorte. Cem anos atrás, ela poderia ter recebido a posição de concubina inferior, mas não havia lugar para ela na encarnação moderna do pátio interior. Em vez disso, fora dispensada com uma recompensa, e seu filho, Shin-u, fora acolhido por um oficial militar sem filhos e criado como vassalo. Apesar de demonstrar grande habilidade na arte da guerra, sua linhagem complicada acabou por condená-lo ao pátio interior. Na remota possibilidade de ele se deitar com uma das mulheres, seria imediatamente aparente se a criança fosse de Shin-u. Embora o cabelo negro do homem fosse comum, seus olhos azuis eram uma visão incrivelmente rara entre o povo de Ei.

Seu papel era resolver quaisquer disputas violentas que surgissem dentro do pátio interior e eliminar quaisquer mulheres que se mostrassem vulneráveis à tentação. Várias damas da corte já haviam feito avanços em sua direção, atraídas por sua boa aparência, e sido aprisionadas por seu atrevimento. Desde então, as moças passaram a temer Shin-u como um carrasco implacável.

Felizmente, o capitão sanguinário dos Olhos de Águia não se ofendera com seus comentários irreverentes. Sua única responsabilidade era reprimir transgressões graves ou escândalos, e ele tinha pouco interesse em fofocas ociosas. Assim que as moças se lembraram disso, um alívio as envolveu, e elas voltaram imediatamente às suas conversas imprudentes.

— Todos sabemos que a Dama Reirin é a favorita da imperatriz, e Sua Alteza se importa com ela profundamente da mesma maneira. O trono é tão bom quanto o dela. Minha Donzela até disse que desistiu da posição de imperatriz e voltou seus olhos para se tornar a Nobre Consorte.

Ordenados do mais alto ao mais baixo, os escalões das quatro consortes eram a Nobre, a Pura, a Virtuosa e a Digna.

— O mesmo vale para a minha. Ela odiaria assumir o título de Digna pela segunda geração consecutiva. Mas, pensando bem... — Ela fez uma pausa e lançou um olhar significativo em direção ao parapeito. — Ela tem sorte de estar no mesmo grupo que Shu Keigetsu. Não há dúvida sobre quem será a Consorte Digna.

Os olhos das damas da corte traziam um brilho inconfundível de desdém. O alvo de seu olhar era a garota ao lado de Reirin, uma Donzela chamada Keigetsu.

Seu penteado estava torto, e talvez na tentativa de compensar seus traços sardentos e sinistros, ela se vestira com roupas chamativas. Seu bordado deixava a desejar. Nunca de seus lábios caía um belo verso de poesia, e ela se calava sempre que Gyoumei fazia questão de falar com ela; então, no instante em que ele desviava o olhar, ela lançava um olhar lastimável em sua direção e um olhar malévolo para Reirin.

Era um fato bem conhecido que Keigetsu suspirava por Gyoumei com sua boa aparência, seu charme viril e seu domínio da caneta e da espada, assim como era de conhecimento comum entre as damas da corte que ela sentia profunda inveja de Reirin.

— Agora ali está uma garota que não conhece seu lugar. Sua estrutura desajeitada é a única coisa "grandiosa" nela, e sempre há um sorriso de desdém em seus olhos — a própria imagem do "rato de esgoto" da corte! E pensar que sua guardiã é a mais prestigiada das quatro consortes, a Nobre Consorte Shu! O mundo funciona de maneiras misteriosas.

— Ouvi dizer que a Consorte Shu escolheu a Dama Keigetsu como sua Donzela por pena. Ela não pôde virar as costas para a mais miserável de suas parentes. A profundidade da incompetência da Dama Keigetsu fala da profundidade da compaixão da Consorte Shu.

Embora parecesse que estava falando em defesa de Keigetsu, na realidade, suas palavras não carregavam nada além do mais profundo desprezo. E não era de admirar — a Donzela tinha reputação de bajular seus superiores enquanto era dura com aqueles abaixo dela. Como essas moças tinham conhecimento das queixas das próprias damas da corte de Keigetsu, não havia ninguém mais desprezível aos seus olhos. O apelido que lhe deram era a "rato de esgoto" da corte. Era bem diferente de Reirin, que era exaltada como a "borboleta" do príncipe por seu lugar em suas boas graças.

De seus assentos cobertos de tecido sobre uma seção elevada do chão, a imperatriz e as quatro consortes observavam as Donzelas iniciantes. Até elas não se davam ao trabalho de esconder seus suspiros e sorrisos de escárnio pelo comportamento grosseiro de Keigetsu. Desconfortável, sua guardiã tentou redirecionar a conversa.

— Meu Deus, estão vendo aquilo? Cometas. Até uma estrela cadente! Que auspicioso — disse a Nobre Consorte Shu. E, de fato, um olhar na direção apontada por seu leque revelou um desfile de estrelas deixando seus rastros pelo céu noturno.

Há algum tempo, as previsões indicavam que este verão marcaria o primeiro avistamento de um cometa em centenas de anos, e o pagode do Pátio das Donzelas fora construído a tempo de vê-lo acontecer. A excitação borbulhava entre a multidão. Todos estavam encantados que o advento dos cometas não só coincidira perfeitamente com a noite do Festival de Tanabata, mas que até chegara com uma estrela cadente para se fazer um pedido.

— Oh, temos que fazer um pedido antes que ela desapareça! Embora, dado o quão lentamente ela está passando, devemos ter bastante tempo.

— A grande e lenta é um cometa, boba! É à estrela que está passando rápido ali que se deve fazer o pedido. Ah, não! Lá se foi. Parece que perdi minha chance.

— Não tenha tanta certeza! Lá vem outra! E mais outra!

— Uau, são muitas...

A chuva de meteoros se intensificou até parecer quase uma chuva de luz. Os espectadores devoravam a visão, com a respiração roubada pelo espetáculo milagroso.

E então...

Justo quando um único cometa no enxame de meteoros brilhou tão intensamente que quase apagou o céu de branco, veio um som abafado.

— Suma, mulher amaldiçoada!

— Eeeek!

Aquele grito maldoso e o grito agudo que se seguiu trouxeram as damas da corte de volta à realidade. Olharam na direção das vozes, apenas para encontrar Reirin perigosamente perto de cair do parapeito.

— Reirin!

— Dama Reirin, pegue minha mão!

— Olhos de Águia! Ajude-a!

Gyoumei e as damas da corte giraram sobre os calcanhares, lançando-se sobre o parapeito como uma multidão possessa. Ai, seus esforços foram em vão, e a mão de Reirin escorregou pela grade enquanto ela se chocava contra o telhado abaixo.

— Reirin!

Felizmente, a longa cauda da saia de seu ruqun se prendeu ao parapeito como uma corda de salvação, interrompendo sua queda.

Vendo isso, Gyoumei começou a dar ordens, chamas de raiva queimando em seus olhos calmos e castanhos-claros.

— Capitão, resgate Reirin imediatamente! Os Olhos de Águia restantes devem prender aquela mulher — Shu Keigetsu!

O alvo de seu olhar era nada menos que a figura inconsciente e flácida de Shu Keigetsu, com os braços estendidos de ter empurrado Reirin sobre o parapeito.

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Despertada por uma gota d'água batendo em sua bochecha, a garota deixou os olhos se abrirem lentamente.

— Ugh...

Sentia uma sede incomum. Esfregando a garganta, sentou-se ereta e franziu o cenho, perplexa com os tufos úmidos de cabelo grudados em seu rosto.

Que sensação horrível...

Embora não fosse estranha ao desconforto físico, aquela sensação específica de definhar na sujeira era nova para ela. Passando os dedos pelos cabelos desgrenhados, forçou a vista contra a luz tênue do aposento.

— Hm...?

Sua mão parou de se mover. O que via diante de si não era a visão familiar de sua cama e das cortinas de bambu, mas uma fileira de barras de ferro brutas.

— Hein?

Enquanto reprimia a sensação de pavor que se insinuava, seus olhos percorreram o aposento. Havia uma parede de pedra à sua direita. Uma parede de pedra à sua esquerda. Uma parede de pedra atrás de si. Estendida sobre o chão estava a esteira de palha surrada sobre a qual estava deitada. O teto de pedra não deixava passar sequer um fio de luar, mas de tempos em tempos caía uma gota de alguma substância que conseguira infiltrar-se.

— Isso é... a masmorra?

O murmúrio atordoado de sua voz soou errado em seus ouvidos. Era ligeiramente grave demais para ser a sua própria.

Ela olhou para as próprias mãos. Sua forma diferia vagamente de como ela as recordava, e não tinha lembrança alguma da roupa volumosa e pesada que vestia. Estava escuro demais para distinguir a cor, mas quando deslizou os dedos sobre o tecido, seus fios bem costurados pareciam duros ao toque. Era quase certamente um trabalho em ouro.

Era uma vestimenta excessivamente extravagante.

Antes que essa informação pudesse levá-la a uma epifania, a luz inundou sua cela.

— Vejo que está acordada.

Era a voz de quem segurava o castiçal. Uma mulher, aparentemente.

Apertando os olhos contra a luz forte, a garota observou aquela mulher se aproximar, seus sapatos arrastando-se pelo chão. Ao reconhecer a dona da vela como alguém que conhecia, agarrou as barras de sua cela e inclinou-se em sua direção, aliviada.

— Oh, Tousetsu...

No entanto, a mulher a interrompeu numa voz tão fria quanto o gelo.

— Como ousa dirigir-se a mim com tamanha familiaridade.

Os olhos da garota se arregalaram. Com as mãos ainda agarradas às barras de ferro, ela se imobilizou, e Tousetsu — a chefe das damas da corte de Reirin — encarou-a de cima, estreitando seus olhos amendoados num olhar penetrante.

— Porque empurrou a Dama Reirin do Sétimo Pagode, ela continua a sofrer até estas horas da manhã. Você feriu a flor de nosso Pátio das Donzelas, e por isso pagará com sua vida, Dama Shu Keigetsu.

— Como?

Ela não conseguia acreditar no que ouvia. Com o olhar amargo de sua própria dama da corte voltado contra si, Reirin ficou boquiaberta de choque.

Traduzido por Moonlight Valley

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