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Short Story: Com a Chuva

Amamori Junna É Úmida — novelmania.com.br · All chapters

Short Story: Com a Chuva

Se você me perguntasse se eu gosto da chuva, eu diria que não.

Quero dizer, você se molha, é um transtorno proteger meus instrumentos da umidade e minha cabeça dói, provavelmente por causa da pressão atmosférica… embora o fato de haver menos pessoas circulando seja algo positivo para mim, já que detesto multidões.

Eu não gosto muito da chuva. Na verdade, eu a odeio. Meu sobrenome tem o ideograma de “chuva” nele, mas eu a odeio.

...Mas houve um tempo em que eu gostava.

Junho do meu primeiro ano do ensino fundamental médio. Desde o momento em que o nome da primeira banda que formei foi decidido como o outro nome para hortênsia, YOHILA — até junho do meu segundo ano, quando me tornei a única que restou dos quatro membros, por cerca de um ano.

Eu gostava da chuva.

Acho que naturalmente passei a gostar porque a chuva era um símbolo que nos representava, a YOHILA, e era também o conceito da nossa música. O ritmo tocado por bilhões de gotas de chuva, o peso do ar úmido, o cenário que parece menos saturado e mais calmo do que em um dia ensolarado, o menu exclusivo para dias chuvosos no café onde todas costumávamos ir.

Notei as coisas boas que não tinha sido capaz de perceber antes e passei a gostar da chuva — e, ao mesmo tempo em que a YOHILA murchou, eu regredi. De gostar para não gostar. De não gostar para odiar.

E, no entanto, ainda estou presa ao fantasma do tempo em que gostava dela, ainda me agarrando aos sentimentos que se tornaram úmidos e pesados, incapaz de abandoná-los; e mesmo agora que murchei e me tornei apenas um fragmento solitário, ainda estou escrevendo sobre a chuva incessante.

E essa eu—

“E quanto a você, Junna?”

—Houve alguém que me encontrou.

Ele olha para mim e pergunta.

“...Você gosta da chuva?”

Uma voz suave. Um sorriso gentil. Um olhar fresco e, ao mesmo tempo, caloroso.

Conhecê-lo foi o que mudou meu mundo novamente. A chuva torrencial não vai parar, mas mesmo assim. Porque a voz dele, a expressão dele, o calor dele, o perfume dele, o tom dele, estão ali junto com a chuva.

“Sim”, respondo claramente.

“—Eu amo.”

PLAYLIST DAS MÚSICAS QUE SÂO MENCIONADAS NA OBRA. (O autor tem um ótimo gosto)

Spotify

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(Crédito para o @Thang por reunir)

Traduzido por Moonlight Valley

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