Interlúdio 3: O Sr. Insubstituível
Interlúdio 3: O Sr. Insubstituível
“………………Estou cansada.”
Assim que cheguei em casa, liguei o ar-condicionado e desabei no sofá.
Meu humor, depois de ficar exposta ao sol ofuscante o dia inteiro, estava como um sorvete de frutas caído no asfalto quente. Derreteu em água num instante e desapareceu.
Hoje era o dia seguinte ao torneio esportivo, o último dia do primeiro semestre.
As aulas foram só na parte da manhã. Depois de suportar a tediosa cerimônia de encerramento e cumprir a missão de trazer para casa minha mochila pesada, estufada com os livros e cadernos que eu tinha deixado na escola, as maravilhosas férias de verão me aguardavam. Os melhores dias, aqueles em que eu não precisaria ir à escola.
—E, no entanto, eu não estava nem um pouco feliz.
Porque eu não seria capaz de vê-lo.
Se eu fosse à escola, conseguiria vê-lo e conversar com ele pelo menos uma vez durante o almoço, mesmo que não estivesse chovendo. E se eu reunisse coragem para ir até a sala de outra turma, veria ainda mais. Mas e se não houvesse aula?
Ver-nos todos os dias seria impossível. Um sonho distante.
Ele e eu não moramos perto um do outro, ele tem as atividades do clube e eu tenho o meu trabalho. Por mais que eu queira vê-lo, não poderei encontrá-lo com a mesma frequência de antes.
—Por isso, tentei me desafiar a ficar longe dele.
Em vez dele, tentei passar o tempo com o pessoal da minha sala que eu tinha conhecido um pouco no torneio esportivo (um grupo de pessoas “radiantes”, centrado em uma garota alta e bonita. Ofuscantes).
Um passeio extravagante que também serviu como comemoração pelo torneio. Almoçamos em um restaurante de bufê de sobremesas que também servia massa e curry, fomos às compras… houve quem falasse em ir ao karaokê, mas menti dizendo que era ruim cantando, e saboreamos uma bebida de edição limitada em um café. Foi genuinamente divertido.
Então, eu pensei:
Ah — ele realmente é especial.
Comparando os tons que transbordavam quando eu estava com meus colegas de classe e o tom que ele criava para mim, senti isso com força. O comum e o especial. Completamente diferentes.
[JUN: “Eu decidi, Shigure!”]
Sentei-me no sofá e enviei uma mensagem para ele no LINE.
[JUN: “Sobre aquele favor…”]
PLAYLIST DAS MÚSICAS QUE SÂO MENCIONADAS NA OBRA.
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(Crédito para o @Thang por reunir)
Traduzido por Moonlight Valley
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