Epílogo: Ela é uma Bagunça
Epílogo: Ela é uma Bagunça
“ ...Fuhihi. ”
Eu estava me afogando nessa música.
Desde aquele dia, todos os dias, sem parar, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, repetidamente, eu colocava para tocar sem parar, esquecendo até de respirar. Minha respiração estava entrecortada. Meu peito doía. Estava quente. Era como se eu estivesse sendo queimada viva por dentro.
“ ...Hihi... Hihihihihi... ”
O que transbordava não era um estertor de morte, mas riso. Emoções que haviam ultrapassado um limite, tanto positivas quanto negativas, simplesmente eram convertidas em riso e expelidas. Era esse tipo de reação.
“É incrível, tão incrível... tão tão bom... hihi .”
A qualidade do som era péssima, mas eu aguentava.
Porque não era a versão oficial.
Era o áudio que eu gravei e roubei secretamente durante a sessão de gravação.
As novas músicas da YOHILA, “Sofrimento & Amor” e “Juventude & Cianeto” — ambas eram incríveis, músicas de nível divino — mas a que mais bagunçava minha cabeça era “Sofrimento & Amor”.
A música que ela criou pensando na possibilidade de perdê-lo (para mim). Pensando — ou seja, era uma música que transbordou, letras escritas, a partir da imaginação dela. Algo criado puramente pela imaginação.
Nesse caso—
“Jun-chan Jun-chan JUN-sama Jun-chan JUN-sama JUN-sama JUN-sama Jun-chan JUN-sama JUN-sama JUN-sama Jun-chan JUN-sama JUN-sama JUN-sama JUN-sama JUN-sama JUN-sama JUN-sama”
Eu pensava. Não conseguia evitar pensar.
—E se não fosse só imaginação, mas ela realmente o perdesse? Que tipo de música incrível ela criaria então?
[Del: Brincadeira perigosa essa aí.]
“... Fuhi .”
Trancada no meu quarto, rindo e ouvindo a música dela como uma louca, meu rosto devia estar mais distorcido que qualquer efeito de distorção.
“Fuhihihihihihihi...”
—Tap, tap. De repente, alguém bateu no meu ombro por trás.
Instintivamente me virei, ainda com os fones de ouvido, o rosto ainda distorcido.
“ Fuhi? ”
Meu amigo de infância estava parado ali, com uma expressão de puro desgaste no rosto.
“ Higyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!? ”
Caí da cadeira e tombei para o lado. O impacto fez os fones saírem, e o silêncio voltou, mas meu coração estava tudo menos calmo.
“Y-Y-Y-Y-Yo-kun!? Por que—”
“Yo-kun?”
Eu estava tão confusa que voltei a usar o apelido antigo. Me corrigi.
“Kuzujirou! O que você está fazendo aqui!? Este é o meu quarto, sabia!?”
“Fui dar um oi para a sua mãe, e ela disse: ‘Nossa, Yōjirō-kun! Faz tempo. Entra, entra... a Haruka está no quarto. Não vou atrapalhar, fiquem à vontade’.”
[Del: “Fui dar um oi para a sua mãe.” mah rapaiz.]
“Essa mãe desgraçada!”
“Esse é um jeito bem feio de falar. Você está na fase rebelde?”
Kuzujirou riu. Ignorando meu estado de pânico, ele se sentou descaradamente na beira da minha cama e disse, com uma expressão séria:
“...Eu estava preocupado, então vim ver como você estava. Você não foi à escola no dia da chamada, né? E parece que tem ficado trancada ultimamente. Fiquei pensando se aconteceu alguma coisa.”
“...Não é nada,” respondi, virando o rosto.
“Não é da sua conta.”
“É sim,” ele disse com firmeza. O tom de voz dele parecia diferente do que eu conhecia tão bem, então olhei para meu amigo de infância. Ele me encarava.
Mas assim que nossos olhares se encontraram, seu rosto sério se transformou em um sorriso, como se tivesse sido uma ilusão.
“Se tem a ver com meu melhor amigo, Shigure... né?”
“...!? V-Você—”
“Haru-chan.”
Talvez como retribuição. Ele me chamou pelo apelido antigo.
Com um sorriso frívolo no rosto e em um tom leve.
“Quer sair em um encontro qualquer dia?”
“………………………………Hã?”
Não consegui acreditar no que ouvi.
Depois, na sanidade do meu amigo de infância.
E finalmente—
“O q-q-q-q-que você está falando!?”
—Na minha própria cabeça, por ter pensado “Que felicidade” no momento em que ele me convidou para sair.
[Del: L-o-c-a, a Yamada coringando pra caramba no quarto dela KKKKKKKKKKK, bem, pelo visto temos indícios de desenvolvimento da outra dupla~.]
PLAYLIST DAS MÚSICAS QUE SÂO MENCIONADAS NA OBRA.
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(Crédito para o @Thang por reunir)
Traduzido por Moonlight Valley
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