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Short Story 2: Estudo de Sábado, Firme

Amamori Junna É Úmida — novelmania.com.br · All chapters

Short Story 2: Estudo de Sábado, Firme

“Ei, Kuzujirou.”

“O que foi, sua idiota?”

“...Posso te dar um soco no plexo solar?”

Enquanto eu perguntava com um sorriso, punho cerrado, Kuzujirou — também conhecido como Kuzumi Yōjirō — suspirou e deu de ombros de forma teatral.

“Acho que heroínas violentas não estão mais na moda hoje em dia, Haruka.”

“Tudo bem, você não é o protagonista. E violência contra um vilão lixo é perdoada em qualquer anime ou mangá.”

“Entendi. Os profundos insights de uma garota otaku são realmente educativos!”

Ele rebateu minha declaração absurda com um comentário sarcástico e perguntou:

“─Então? O que você não entendeu dessa vez?”

Era uma tarde de sábado no início de julho. Nas cabines de estudo da biblioteca aberta, eu estava estudando diligentemente para as provas com meu amigo de infância.

...Não é como se tivéssemos escolhido ficar sozinhos.

No começo, Kurimoto-kun e Jun-chan, dois dos meus amigos, estavam conosco, mas — quando voltamos depois do almoço, quase todos os lugares estavam ocupados, então tivemos que nos dividir em duplas. — Isso mesmo, fomos obrigados! Relutantemente!

“...Aqui.”

“Vamos ver, vamos ver...”

As cabines de estudo eram separadas por divisórias em formato de “U”, e ele e eu estávamos estudando em cabines adjacentes.

De tempos em tempos (quase sempre eu) eu perguntava algo que não entendia, mas...

“─Ah, qual é, isso é tão chato. Haruka, chega pra lá.”

Talvez a frequência estivesse alta demais. Ele começou a mover seus materiais de estudo para a minha mesa. Aparentemente, ele pretendia que dividíssemos uma cabine individual. Eu…

“Tá bom, tá bom.”

…Obedeci e abri espaço. Para ser sincera, eu também achava a distância meio incômoda, então foi o momento perfeito.

As cabines eram originalmente espaçosas, então mesmo com duas pessoas, conseguíamos estudar sem problemas. Só era um pouco difícil espalhar os cadernos e livros.

“...Haruka, você não está usando perfume demais? Está forte.”

“Ei, seu idiota, quer que eu enfie uma lapiseira no seu nariz? Quer?”

“Estou te dando um conselho. Uma otaku melancólica que acabou de debutar no ensino médio provavelmente ainda não está acostumada. Só uma gotinha no pulso e espalha.”

“Não é isso que estou perguntando. Me ensina, me ensina a estudar.”

“Ainda assim, Dolce & Gabbana Light Blue, hein... Você está se esforçando demais.”

“O fato de você conseguir identificar pelo cheiro é nojento. Muito nojento!”

Enquanto brigávamos, continuamos estudando ombro a ombro. Como estávamos tão próximos, era fácil dar cotoveladas nele toda vez que meu amigo de infância dizia alguma idiotice, o que era bastante útil.

“Ei─”

—Nós temos passado mais tempo juntos assim ultimamente, né?

Eu estava prestes a dizer, mas engoli as palavras.

Porque parecia que eu estava consciente disso. E não queria ser provocada por causa disso.

“...Ei?”

Ele perguntou, confuso, enquanto movia a caneta. Minha própria caneta havia parado sem que eu percebesse. Virei o rosto como se quisesse esconder minha expressão e disse:

“Não estou motivada. Qual é o sentido de aprender japonês clássico, matemática e física? Hoje em dia dá pra traduzir inglês só com um aplicativo. Estudar é só perda de tempo. Não tem significado.”

“Essa é a frase clássica de quem não consegue estudar!”

Ele parou a mão e aplaudiu meu resmungo.

Instintivamente tentei dar uma cotovelada nele — mas lembrei que já havia sido advertida três vezes nos últimos dez minutos pela bibliotecária e pelos alunos ao redor por estar ‘barulhenta demais’, e me contive.

Ele, que havia se defendido com o braço, relaxou a guarda.

Por um tempo, nós dois continuamos estudando seriamente e em silêncio.

“...Se você não está motivada…”

Ele murmurou de repente. Eu me endireitei, pois havia me inclinado na direção dele, e limpei com as costas da mão a baba que estava prestes a escorrer do canto da boca. Droga, eu estava quase dormindo...

“O-o quê?”

“Que tal isso? Se você me vencer na prova, eu faço uma coisa por você, o que quiser.”

“─Hã? O que é isso. Você está falando sério?”

“Sério, sério. Sério mesmo. Se sua pontuação total e sua colocação em todas as matérias forem melhores que as minhas... então, sabe? Eu faço o que você mandar.”

“O que eu mandar...”

Repeti as palavras dele e perguntei com cautela:

“A propósito, o que acontece se você vencer?”

“Nada.”

“─ Haaaaan? ”

“Porque não existe a menor chance — nem uma em um milhão, não, nem uma em um bilhão — de eu perder para você. É tão improvável quanto seu peito crescer.”

“Beleza, decidi. Se eu vencer, vou te fazer fazer um dogeza pelado.”

De repente, fiquei cheia de motivação.

Ele recuou.

“Quê─!?”

“H-Haruka... você... você quer me ver pelado assim tanto!?”

“Claro que não.”

Eu estava exasperada.

“Já te vi pelado um milhão de vezes.”

“………………………………Isso foi quando éramos crianças,” ele cuspiu, virando o rosto para o lado.

Pensei: Hã? Essa não é a reação que eu esperava.

Na verdade, isso...

“...Seus peitos,” ele acrescentou baixinho. Olhou para o meu peitoral enquanto eu estava confusa e disse:

“Ah, desculpa! Continua pequeno como sempre, né? — Aaaaiiiii!? ”

Dei um soco bem no plexo solar do meu amigo de infância, que estava rindo. A bibliotecária me advertiu para ‘ficar quieta’, mas não liguei. — Ah, ele realmente é um lixo.

Segurei a lapiseira novamente, e meu espírito de luta inflamou.

“Vou vencer com certeza! E quando eu vencer, vou te fazer fazer algo ainda mais humilhante que um dogeza pelado!”

“O que você vai me fazer fazer!?”

Para ele, que estava assustado, eu sorri de forma maliciosa.

“Quem sabe?”

“Não sei. Vai ser uma surpresa quando acontecer, tá? Fuhihi .”

Eu disse, mas mesmo enquanto falava, eu sabia.

Que não havia a menor chance de eu vencer.

Mas por isso mesmo eu penso.

E se.

E se, por alguma chance em um milhão, em um bilhão, isso acontecesse?

Eu, para ele─

Pensei.

“ …………Wh-Whoooooooooooooaaaaah~~~~ !”

[Almeranto: Meu Deus… ela não sabe ficar quieta mano kkkkkk.  O pior é que eles estão em uma biblioteca.]

“Ei!? Calma... o-o que foi!? Se acalma, Haruka!”

Bang, bang, bang, bang! Enquanto eu começava a bater a cabeça na mesa para destruir e esquecer o pensamento perverso que havia surgido na minha mente, ele entrou em pânico.

Eu balançava a cabeça para cima e para baixo, mas mentalmente balançava de um lado para o outro, negando.

Não, não, não, não.

Sério, de jeito nenhum!

PLAYLIST DAS MÚSICAS QUE SÂO MENCIONADAS NA OBRA.

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(Crédito para o @Thang por reunir)

Traduzido por Moonlight Valley

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