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Capítulo 84 – Encapuzados: Membro surpresa.

Chiheisen — illusia.com.br · All chapters

Capítulo 84 – Encapuzados: Membro surpresa.

Se eu pudesse ficar cara a cara com Deus, perguntaria o motivo de nos tirar metade do nosso tempo, transformando-o em sono profundo.

O tempo que perdemos enquanto estamos em um vasto mundo escuro é cruel e sufocante.

Não podemos simplesmente ignorar o fato de que precisamos desconectar nossa mente do mundo e afundar em um sono revigorante, mas também ignoramos que, ao desconectar nossa mente para um sono necessário, estamos perdendo algo muito precioso em toda a história: o tempo.

A noite passou voando como um suspiro. Mal consegui digerir a conversa que tive com Okawara ontem à noite, já que a primeira coisa que veio à mente foi o pedido dele.

Mas será que devo realmente trazer Itsuki para esse mundo?

Se for colocar na balança, do ponto de vista de alguém não próximo a ela, pensaria que o sacrifício comparado ao ganho seria menor, então logo valeria a pena.

Entretanto, como sou alguém próximo a ela, tenho total direito de negar esse tipo de escolha, não por conta de simpatia ou ética, mas pelos sentimentos desenvolvidos por ela, como se fosse minha irmã querida.

Tenho plena consciência de que isso pode ser uma fraqueza minha, tanto que estou passando por isso agora; posso enfrentar momentos decisivos assim como este.

Quero protegê-la disso, a qualquer custo.

Dito isso, preciso fazer com que Emi venha sem precisar envolver Itsuki.

Vou sair agora para o dormitório e pedir ajuda a Fuutaro; talvez ele me ajude.

Depois de alguns minutos, me arrumei e fui até o dormitório.

São apenas 06:32 da manhã neste momento.

Obviamente, Fuutaro deve estar dormindo agora, em pleno domingo, mas não custa tentar.

Cheguei ao dormitório masculino, mas lembrei do porteiro e do segurança. Será que, se me virem agora, vai dar problema?

Me surpreenderia se não, já que pelo horário que estou chegando, deixaria claro que descumpri uma regra.

O que faço…

— Pode usar meus poderes de manipulação — disse a voz na minha cabeça.

Seria ideal neste momento, mas não quero depender de você.

Preciso fazer isso do meu jeito.

— Então tudo bem. Mas já aviso que, caso mude de ideia e peça minha ajuda, não irei te ajudar.

Por mim, tudo bem.

Analisando minhas possibilidades, tenho certeza absoluta de que não há como concluir meu objetivo aqui; seria o sensato a pensar. Mas não é esse o caso.

Existe uma maneira de passar por isso sem me prejudicar.

O poder da espera furtiva.

Só preciso aguardar em silêncio e anonimato até alguns meninos saírem do dormitório; assim, os guardas não vão achar estranho se eu entrar.

O problema está no quando: quando os meninos vão começar a sair do dormitório?

São quase 07h; duvido que algum doido vá sair agora.

Não, espera, até que um menino vestido com roupas leves, com uma garrafa de água, saiu junto com outros dois no mesmo estilo; parece que vão caminhar ou se exercitar.

Que sorte.

Como estou escondido na parte de trás do dormitório, não estou vendo o segurança nem o porteiro.

Mas como o elevador e a escada ficam na parte central, eles devem me ver assim que eu tentar usar.

E, pela minha sorte, os meninos saíram pelos fundos, onde estou.

Existem duas possibilidades que podem acontecer. A primeira é:

Se eu chamar os meninos e pedir para que sejam minha isca, posso entrar pela entrada principal enquanto o porteiro e o segurança estão conversando nos fundos com esses meninos.

A outra possibilidade é se os meninos me enganarem, contando para os seguranças sobre mim.

O que eu escolher será bastante decisivo.

Quando os meninos se aproximaram de onde eu estava, o tempo pareceu desacelerar bem na minha frente, uma sensação de que eu precisava agir rápido.

Acabei me rendendo ao impulso e saí do arbusto, chamando os meninos.

O trio se assustou, virando rapidamente para o lado onde eu estava.

— Q-quê???

O do meio, de cabelo loiro e olhos cinzentos, se assustou tanto que gritou.

— Calma… d-desculpe assustar vocês.

— Que droga, o que você está fazendo? No arbusto numa hora dessas?

O menino da lateral esquerda estava com uma cara de quem suspeitava muito de mim.

Não o julgo; também desconfiaria se visse o mesmo.

— É que… eu acabei dormindo fora do meu quarto hoje. Tem como vocês me ajudarem? Por favor?

— Você o quê? Dormiu fora do quarto? Mas onde você dormiu, então, cara?

Ainda me sentindo pressionado, não saí do arbusto.

O trio não se aproximou de mim; parecia que estavam bem cautelosos.

O menino loiro, ainda com cara assustada, estava a um passo atrás de seus colegas.

Enquanto os dois de cabelo preto estavam com expressões sérias.

— Eu acabei dormindo na mata mesmo, hehe… eu gosto da natureza, sabe?

Usar a natureza a meu favor nesse momento é bem melhor do que falar a verdade; eles não podem saber que dormi no prédio dos professores.

— Não me importo nem um pouco com isso. Só não intrometa a gente, beleza?

Coçou a nuca enquanto inclinava levemente o queixo; esse menino da esquerda não me parece simpático.

— Está tudo bem, é sério! Eu só quero que vocês chamem…

— Nem vem! Vamos embora daqui. Melhor nem se envolver com essa laia de lunáticos.

— Ei… espera… por favor…

Os três saíram andando sem me dar satisfação. Com isso, foi embora minha rara chance também.

Desse modo, fico sem alternativas para entrar no dormitório.

Caso não consiga entrar, não vai restar escolha a não ser entrar em contato direto com Emi.

Minha última possibilidade agora é tentar entrar normalmente e torcer para que eles não liguem os pontos.

Tomei coragem, inspirei profundamente antes de sair do arbusto.

Porém, antes que eu saísse, ouvi vozes vindo do corredor que antecede a porta dos fundos.

Enrijeci meu corpo entre as folhas duras do arbusto, tentando não fazer barulho.

Com a distância diminuindo e o som das vozes aumentando, pude entender um pouco do que diziam.

— …Confesso que vai ser estranho se isso acontecer.

— Com certeza. Mas para ela vai ser um choque.

Essas vozes são familiares…

Quando finalmente os donos das vozes apareceram no meu campo de visão, pude ver dois meninos vestidos quase do mesmo jeito que os últimos três que passaram aqui, com roupas leves de caminhada, carregando garrafas d’água.

Ao ver seus rostos, percebi que hoje a sorte está realmente ao meu lado.

Ou é apenas uma coincidência impressionante.

Com um pico de excitação e alegria no corpo, saí de maneira assustadora do arbusto, causando um susto digno de Halloween.

— São vocês!! — gritei.

Com uma pequena folha presa no meu rosto.

Fuutaro e Sasori, bem na minha frente, se assustaram com minha aparição repentina, dando quase pulos para trás.

Por sorte, não gritaram.

— Y-yuki?? O que você está fazendo aqui? E com essa… roupa??

Pela expressão de Fuutaro ao perguntar isso, dá para ver que não é normal usar a roupa da escola em dia de domingo.

Mas não tive escolha; como dormi fora, não pude trocar de roupa. E, pensando bem, estou usando a roupa da escola desde sexta…

— Por que ficou feliz em nos ver?

Já Sasori, seu jeito frio de falar está normal como sempre; estava até com saudades disso.

— Gente, é muita coisa para explicar… mas devo dizer isso depois. Agora preciso que me ajudem com uma coisa. Aliás, onde estão indo tão cedo assim?

Fuutaro puxou a gola da camisa para explicar.

— Domingo é o dia da caminhada matinal. Alguns alunos fazem esse exercício cedo e outros mais tarde, e essa roupa é ideal para isso.

— Agora entendi.

Isso explica por que os meninos de antes estavam assim.

Sasori, com um olhar estrito, se aproximou de mim.

Ergueu a mão até minha cabeça, retirando uma folha presa no meu cabelo.

— Mas fala aí, o que você precisa? — indagou Sasori.

— Preciso que vocês deem um recado para Emi Satoru. Conseguem?

Ambos expressaram surpresa para mim.

— Recado? Mas por que você não pode?

Fuutaro deu um leve soco no ombro de Sasori após essa pergunta.

— Esqueceu, seu burro? Ele está proibido de ir à loja dela e encontrá-la, depois do que ocorreu naquele dia, né? Yuki?

— Sim, exatamente, Fuutaro. Por conta disso, não posso passar esse recado para ela. Vocês fazem isso para mim?

— Bem, podemos aproveitar para caminhar até o mercado central. Vai ser um bom caminho.

Sasori, dessa vez, falou de forma bem amigável, olhando para o chão.

Fuutaro ajeitou os óculos para enxergar melhor, dando um sorriso aberto.

— Combinado, então! E que recado vamos dar?

Por pura sorte, ou coincidência calculada, consegui executar meu objetivo sem precisar entrar no dormitório.

E assim vou cumprir o acordo com Okawara sem precisar envolver Itsuki também.

Então podemos dizer que tive sorte ao meu lado.

— Mas cuidado. Muita sorte traz azar como consequência — disse a voz misteriosa na minha cabeça.

Eu tenho pleno conhecimento disso, voz estranha.

Contei para meus amigos o que eles devem dizer para Emi.

Não demorou muito e eles partiram para o mercado central.

Segui com eles até a praça central; depois nos separamos.

O que devo fazer agora é voltar para o quarto da Ayumi e torcer para que Itsuki não tenha acordado ainda.

Assim que cheguei no quarto, Itsuki ainda estava dormindo.

Entrei em silêncio e deitei novamente ao seu lado.

O brilho do sol é tão forte que, mesmo com a cortina, não é suficiente para inibi-lo.

O laranja âmbar e o sentimento quente ao encostar em nossa pele me aqueciam ao refletir no meu rosto.

Infelizmente, seu brilho me impedia de enxergar o rosto de Itsuki, em sono profundo e tranquilo.

Igualando-se a um anjo mesmo nesse estado sonolento.

Uma mecha caindo sobre seu olho poderia ser suficiente para despertá-la, então, com cautela, a removi, colocando-a de lado.

Mas foi tarde demais; lentamente, ela abriu o olho esquerdo, que conectou aos meus.

— Hmm… Yuki?

Pensei que ela iria se assustar ao ver alguém a encarando enquanto dormia.

Mas foi o oposto; ela apenas ficou me olhando, com as bochechas coradas.

— Desculpe te acordar, Itsuki. Eu só estava arrumando seu cabelo.

— Ah… t-tudo bem… eu já estava quase… acordando mesmo.

Lentamente, levantou-se, ficando sentada bem na minha frente. Seu cabelo solto e bagunçado não a incomodava; na realidade, ela apenas mantinha o olhar fixo para baixo.

— O que foi, Itsuki? Está bem?

Não a culparia se estivesse incomodada pelo fato de eu estar tocando em seu cabelo enquanto dormia.

— Estou… não é nada.

Ela desviou o olhar para suas coxas cobertas, claramente pensou em algo, mas não quis me contar.

Aproximei-me um pouco mais para ver se sua testa estava quente; poderia haver uma chance de ela estar com febre.

Mas, ao chegar perto, ela rapidamente se levantou.

— E-eu vou me arrumar para a reunião.

— C-certo…

Foi um comportamento esperado, então não achei estranho.

Depois de um tempo, ela voltou completamente diferente, com o cabelo amarrado estilo samurai, coque para cima.

O estilo da roupa que vestia me lembrava Sasori, com calça e blusa preta.

— Estou arrumada… o que achou?

Mas o jeito dela de conversar continuava o mesmo; talvez essa mudança no estilo seja por conta do nervosismo da reunião que vamos ter.

— Achei bem diferente do normal. O preto não é novidade, já que o uniforme da escola tem preto. Mas o cabelo está bem diferente.

Enquanto eu falava, passava a mão em seu cabelo perfumado.

Não sei se foi o incômodo, mas ela se afastou rapidamente de mim.

— V-vamos esperar até o horário, né? E-eu vou me sentar perto da janela.

A cada reação dela, sinto que isso é por conta do que aconteceu antes, dela ter acordado e me visto observando-a.

Poderia perguntar sobre isso agora, mas vou esperar um pouco; se permanecer, eu pergunto.

Ficamos aguardando um pouco; sentei-me um pouco longe dela no sofá enquanto ela aproveitava a vista pela janela.

Assim que deu a hora programada, saímos do quarto com todo cuidado para eu não ser visto.

Pensando na pontualidade das irmãs Yagame, não é exagero pensar que elas já estão no quarto de Okawara, ou talvez na porta dele.

Para não nos encontrarmos assim, pedi para Itsuki ir na frente primeiro, que eu iria depois de cinco minutos.

Não tenho muita fama de chegar na hora certa; manteria essa fama por enquanto.

Os cinco minutos se passaram e então eu fui; quando ia bater na porta de Okawara, ele havia previsto e abriu antes de meu punho ter um encontro com a madeira da porta.

— Como sempre, abrindo antes de mim, hein?

Zombei um pouco, mas Okawara não reagiu, ficou apenas me encarando.

— Certo… vou entrar então.

Como pensei, assim que vi na sala, as irmãs Yagame já estavam lá.

— Agora só falta Emi chegar — disse Okawara, sentando-se na poltrona solo de cor preta.

— Oi, Yuki! Dormiu bem essa noite?

Gentil como sempre, Katsu veio até mim para me cumprimentar, trazendo um grande sorriso no rosto.

E, de costume, Aikyo veio junto segurando a mão dela.

— Eu dormi bem, sim, e você, Katsu?

Ela corou as bochechas, olhando de canto para o chão.

— Que bom, Yuki. Eu dormi um pouco bem, sim… mas teria sido melhor se fosse com…

— Rhu-rhum.

Aikyo fez um som estranho na garganta enquanto puxava a mão da irmã.

— Ham? Não entendi, Katsu. Seria melhor se dormisse com o quê?

Assim que fiz a pergunta, Itsuki, que estava sentada no sofá, veio até mim com um leve desespero.

Ela segurou forte meu braço por algum motivo.

Não, tenho certeza do motivo: o medo de me perder para elas.

— Ou, ou, parem com essa brincadeira de criança aqui no meu quarto! Sentem logo no sofá se não quiserem sair à força daqui.

Ao meio dessa ameaça de Okawara, Itsuki ficou encarando Katsu, que fazia o mesmo com ela; trocaram olhares suspeitos e intensos, como se estivessem brigando apenas com a visão.

Para intervir, aproveitei que ela me segurava e me dirigi para o sofá.

— O que foi? O que está havendo? — murmurei para Itsuki.

Ela não falou nada, mas apertou meu braço.

Um som de batida ecoou pelo quarto vindo da porta da entrada.

— Deve ser Emi — disse Aikyo.

Okawara foi verificar.

Ao abrir a porta, a figura feminina surgiu ao lado de Okawara, enquanto murmurava algo em seu ouvido.

— Emi! — disse em voz alta Aikyo.

— Olá, meninas. Parece que descobriram sobre Okawara e eu.

— Sim! E queremos resolver essa questão nesta reunião. Mas como sabia que estávamos todos aqui?

Okawara fechou a porta, mas dessa vez não a trancou.

Por que será? O motivo foi o que Emi murmurou para ele, ou é porque ele está rápido para intervir nessa conversa agora?

— Vamos falar disso lá na sala, por favor. Vamos indo.

Okawara fez gesto de empurrão para nós.

Depois que todos se sentaram, Aikyo voltou à sua pergunta anterior.

— Emi, como sabia dessa reunião? Okawara te avisou?

— Não. Eu entendo sua preocupação por eu estar aqui, já que as câmeras captaram todos nós vindo para este quarto, mas pode ficar tranquila. E sobre sua pergunta, os amigos do Yuki me deram um recado para estar aqui.

Elas não sabem sobre o acordo que fiz com Okawara, então devo dar uma desculpa que não revele essas informações.

— Entendi. Muito bem, Yuki, novamente fazendo algo imprudente!

Aikyo franziu as sobrancelhas, estreitando os olhos com um olhar afiado para mim.

— Está tudo bem! Não se preocupem com esses detalhes por enquanto. Vamos focar no que é importante agora.

Okawara engrossou a voz, que já era grossa, para falar isso, colocando alguns papéis sobre a mesa no centro.

— Antes de começarmos, falta mais uma pessoa para esta reunião — disse Okawara.

As irmãs ficaram surpresas, principalmente Aikyo.

— Ham? Mais uma pessoa? Como assim?

— Bem. Eu e Okawara recrutamos uma pessoa no ano passado para nossa equipe. Ela sabe sobre vocês e nossos objetivos.

Aikyo se levantou do sofá com certa urgência.

Katsu se espantou; com isso, agarrou o braço de Aikyo para dar certo controle.

— Espera. Até ontem não sabíamos sobre a cooperação entre você e Okawara, e agora tem mais uma cooperação em segredo? Nós não somos confiáveis para saber disso?

— Calma, irmã…

Emi, que estava sentada na poltrona onde Okawara estava antes, se levantou com calma, talvez pela idade avançada.

Foi até Aikyo, que estava em pé na sua frente.

Tocou seus ombros com um toque deliberadamente suave, dizendo: — Eu confio em vocês. Muito mesmo!

— Mas então por que escondem essas coisas da gente?

— Por apenas um motivo: para proteger a identidade de cada uma.

Aikyo, que a encarava, desviou o olhar para o chão.

— Proteger nossa identidade?

Essa linha de pensamento é boa; se na equipe há várias pessoas trabalhando, mas que não se conhecem e usam apenas a intermediação do chefe, caso aconteça algo com a equipe, as pessoas estão protegidas, já que ninguém sabe a identidade de ninguém.

— Entendi. Mas então por que logo agora vai mudar essa estratégia? Já que essa pessoa vai vir para a reunião — indagou Aikyo.

— É porque será necessário, já que desta vez vamos priorizar os benefícios que essa pessoa conseguiu para nós.

Os olhos de Aikyo arregalaram com essa frase.

— Benefícios…? Que tipo seriam esses?

— Assim que baterem os olhos nela, vocês vão saber.

Emi soltou o ombro de Aikyo, voltando para seu lugar.

Não seria louco pensar que ela só segurou os ombros de Aikyo para manter a postura, já que está velha, mas não foi isso. Eu acho.

— E quando essa pessoa vai chegar?

Inquieta, Aikyo se sentou no sofá segurando o braço de Katsu.

— Ela vai chegar agora; pedi para ela esperar um pouco antes de entrar no prédio.

Um barulho de porta abrindo se fez ouvir vindo da entrada.

— Ah, ela deve ter chegado — disse Emi.

— Oi, pessoal!

A pessoa chegou na sala com um sorriso no rosto.

Eu só não esperava que fosse ela.

Nem as irmãs imaginaram isso, pela cara de surpresa delas.

— Ah… Entendi os benefícios — murmurou Aikyo.

— Vocês já sabem quem é ela. Mas para quem não sabe, essa é a nova presidente do conselho estudantil desde ontem à noite, quando foi escolhida para a posição.

Enquanto Emi fazia a cerimônia, eu me perguntava: a entrada dela para a disputa pela presidência foi sua própria escolha para ajudar o grupo, ou foi só depois da disputa que ela entrou para a equipe?

— Vocês já me conhecem, mas mesmo assim, meu nome é Rita Perona. Prazer em trabalhar com vocês a partir de hoje!

Vai ser interessante ver de perto do que ela é capaz.

Arco:Investigação