LNCrawler

Vol 03 – Cap. 01.3

Marcha Mortal À Rapsódia Do Mundo Paralelo — tsundoku.com.br · All chapters

Vol 03 – Cap. 01.3

Como havíamos mudado para um acampamento diferente, chegamos bem antes do pôr do sol.

— Então não vamos dormir em alguma aldeia hoje.

— Eu acho que já te disse antes, não disse?

Arisa suspirou e eu dei de ombros.

Na época em que viajavam com o traficante de escravos Nidoren, eles sempre se certificavam de acampar na praça de uma vila ou aldeia, mesmo que os moradores os evitassem. Acampar sem a proteção de postes de barreira era um comportamento precipitado de moradores de rua e ladrões.

— Não se preocupe, comprei um pó repelente de monstros para usar no acampamento.

— Você vai falir em pouco tempo se usar um produto químico tão caro todos os dias.

Arisa balançou a cabeça em descrença.

Aparentemente, o pó repelente foi feito para emergências quando não se tinha escolha a não ser acampar no meio do nada.

Mesmo assim, custou apenas uma moeda de prata e dura por uma noite. Se uma única moeda de prata fosse suficiente para garantir que meu grupo não precisasse temer por sua própria segurança, valeria a pena o preço.

Mas como eu não tinha contado a elas sobre a grande fortuna no meu Armazenamento, as preocupei. Da próxima vez que eu tivesse uma chance, direi para Arisa e as meninas mais velhas que eu poderia gastar algumas centenas de moedas de ouro sem problemas.

— Tudo bem, como ainda é um pouco cedo, vamos caçar.

Assim que terminamos de montar o acampamento, fiz uma proposta a todos.

O motivo, é claro, era para que Tama pudesse se vingar. Eu queria substituir sua decepção por uma lembrança feliz o mais rápido possível.

— Vou fazer o meu melhor, senhor!

— Eu também. Desta vez, vou pegar algo enorme.

— Mestre, eu irei também.

— Mrrrr. Arco.

Mia queria participar também, mas ela não poderia participar sem um arco. Sua magia usual demorava um tempo para ser ativada, então não era adequada para perseguir uma presa.

— Bem, por que você e eu não praticamos magia, então?

— Uhum.

Mia estava de mau humor, mas Arisa veio para o resgate.

Entreguei um pedaço de papel para Mia com a versão final do novo feitiço, agora com uma explicação adicional em élfico.

— Vou descascar legumes para o jantar de hoje à noite com a Sra. Nana.

— Farei o que puder, declaro.

— Ótimo.

Depois que Liza deu instruções para Lulu e Nana, as meninas do povo besta e eu deixamos o acampamento.

Naturalmente, caminhadas com manto comprido são sempre ruins. Troquei para uma camisa de manga comprida e calças. Pochi e Tama também vestiram camisas e calças. No lugar da armadura, dei a elas casacos pesados para proteção extra.

Nós quatro marchamos para o sopé. No meu mapa, vi um rebanho de cervos vermelhos à frente.

— Ah! Um coelho, senhor!

— Espere um momento, Pochi, — Liza falou.

Pochi avistou um coelho de orelhas curtas e saiu correndo atrás dele.

Eu pedi a Liza com antecedência para proteger Pochi, então ela correu atrás dela depois de um breve olhar em minha direção.

— Você não vai perseguir o coelho?

— Tama quer uma presa maior do que essa, — Tama disse rigidamente. Eu esperava que ela fosse capaz de derrubar o cervo rapidamente e retornar ao seu estado de sempre.

Fingindo procurar uma presa, guiei Tama gentilmente na direção do rebanho.

— Encontrei algo.

— Ah, cervos.

Do nome “cervo vermelho”, eu esperava cores vivas, mas apenas o pelo em seus peitos era vermelho. O resto era da mesma cor de um cervo normal.

Tama e eu nos aproximamos do grupo a favor do vento.

Infelizmente, eles sentiram nossa presença e fugiram.

A garota besta deu início à perseguição imediatamente, mas ela não conseguiu acompanhar o cervo que fugia. Eu a peguei antes que ela pudesse ir longe demais atrás deles.

— Eles fugiram…

— Está tudo bem, ainda tem muitas presas.

O rebanho provavelmente estaria em alerta agora, mas poderíamos esperar um pouco e tentar novamente.

Encontramos um local onde poderíamos observar os cervos vermelhos de perto e planejamos uma estratégia juntos. Teria sido mais fácil se Tama tivesse uma habilidade que permitisse que ela se aproximasse deles, mas teríamos que encontrar outro jeito.

Decidimos que eu assumiria o papel de batedor e os levaria em direção a Tama, que atiraria pedras para derrubar um deles.

Já que levantar nossas vozes descuidadamente alertaria o cervo, Tama e eu planejamos sinais com as mãos. Decidimos apenas atacar , esperar e fugir , para que ela pudesse se lembrar deles com mais facilidade.

Deixando Tama onde ela estava, circulei ao redor deles a uma distância maior do que antes. Ao longo do caminho, peguei algumas pedras para jogar.

Gesticulando para Tama esperar , pulei na frente do rebanho e os levei em sua direção.

Uma vez que eles estavam dentro de seu alcance, dei o sinal de atacar para a garota ansiosa. Os cervos vermelhos a notaram e começaram a se espalhar, então joguei as pedras que havia coletado antes para fazê-los voltarem para onde queríamos.

Meus projéteis dispararam pelo ar em alta velocidade, abrindo grandes buracos no chão na frente do rebanho. Enquanto os cervos entravam em pânico, Tama começou a atirar pedras.

A primeira pedra atingiu as costas de um animal, mas a segunda atingiu um cervo diferente na cabeça. Por causa da distância, ela estava tendo dificuldade para acertar direito.

O resto do rebanho se afastou o mais rápido que pôde, deixando o companheiro caído para trás.

O cervo ferido lutou para se levantar e correr, mas Tama já estava lá e rapidamente desferiu o golpe final com sua espada curta.

— Preeeesa grande!

— Parabéns, Tama.

Tama sorriu e ergueu o cervo vermelho morto em triunfo.

Desviando meu olhar do olhar de reprovação do cervo morto, eu acariciei a cabeça de Tama com entusiasmo e a elogiei.

Penduramos a carcaça em uma árvore próxima para deixar o sangue sair. (Eu puxei uma corda do Armazenamento para esse propósito enquanto Tama não estava olhando.)

Desde que deixamos a Bolsa Depósito no acampamento, Tama e eu procuramos por uma vara resistente para nos ajudar a carregar o cervo. Como nenhum dos galhos caídos ao redor era do tamanho certo, acabamos derrubando uma árvore um tanto fina e cortando um galho com uma adaga para fazer uma estaca.

Em seguida, amarramos os pés na estaca e carregamos juntos de volta para o acampamento. Eu poderia ter carregado nos ombros sozinho, mas decidi não fazer isso, já que não queria pegar pulgas.

Depois que a brincadeira quase acabou, Tama e eu o levantamos e o carregamos de volta para o acampamento.

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