.mesmo sendo vilão, ele era um pai.
.mesmo sendo vilão, ele era um pai.
Dio não era um homem de se tirar férias, mas se tinha algo que ele gostava mais do que ganhar dinheiro em seus pequenos trabalhos era passar um tempo com seu filho. Mesmo muitos dizendo que ele era o mal encarnado, ele tinha um coração naquela muralha que tinha no seu peito, ele realmente gostava de seu trabalho, afinal de contas era o que ele mais sabia fazer que era coisas malvadas. Mas depois de tanta tirania ele resolveu se dar um tempo, se sentando sobre o velho sofá da sala de estar
Como era seu primeiro dia de férias ele decidiu começar a tricotar enquanto usava um óculos para enxergar onde iria passar as linhas com o fio de tricô, Brando poderia facilmente usar seu stand para fazer aquilo em segundos, mas decidiu guardar seu poder e fazer aquilo como se fosse um velho aposentado. Ele às vezes dava uma tremida, mesmo sendo um ser todo poderoso e perfeito em sua visão ele às vezes vacilava, a porta de casa foi aberta e ele dirigiu o olhar até ela.
Era Giorno que estava surpreso, afinal seu pai quase nunca ficava em casa e quando ficava era porque algo havia acontecido. Ou ele iria tomar alguma bronca porque esqueceu algo, mas ao invés disso o homem deu um pequeno sorriso e por mais que fosse um ato bondoso, era um pouco assustador ver Dio sorrindo mesmo ele sendo seu pai. Brando era um homem frio e tinha um jeito exótico de demonstrar amor que ninguém decifrava, mas então Giovanna decidiu se sentar no outro sofá.
— Não sabia que você tricotava. — ele quebrou o gelo enquanto se sentava com um copo de água mineral, colocando o pé sobre seu joelho.
Dio deu um leve riso encarando o que estava fazendo com suas mãos, com todo cuidado do mundo como se fosse um doutor fazendo uma cirurgia. Seus movimentos eram precisos e como sempre perfeitos.
— Não existe algo que eu não saiba fazer, GioGio . — diz ele terminando sua obra prima, deixando ela de lado e olhando para seu filho.
— Por que você tá aqui pai? — parecia uma pergunta insensível, mas Giorno tinha certo problema com seu tom de voz.
Dio dá um sorriso, enquanto olha para o garoto, que estava no mínimo curioso.
— Entrei de férias.
— Você tem emprego? — sua voz saiu irônica, Dio ficaria bravo, mas era seu filho que estava lhe perguntando isso, então era entendível.
Giorno era seu preferido de fato, e, ele gostava de o mimar, mas mesmo assim ele fazia por merecer. Seu filho era muito melhor que ele em muitas questões, questões essas que seria socializar e ser bom com os outros enquanto Dio era apenas bonzinho com ele. Por que ele merecia bondade.
E merecia o melhor que a vida poderia oferecer, por que mesmo mimado, Giovanna era um bom garoto.
— De onde você acha que sai as coisas?
Giorno apenas suspira, enquanto coloca suas costas contra a parede. Ainda observando o homem que se mantinha sentado.
— Sei lá. Nunca me perguntei, tinha medo da sua resposta.
Dio apenas revira os olhos. — Filho, eu sou um vilão pra muita gente, mas pra você eu quero que eu seja apenas um pai.
Giorno apenas se senta ao lado do homem.
— Tudo bem, eu não tenho medo de você pai. Pode ter certeza que eu vou te apoiar de qualquer forma. — Dio dá um sorriso e ele assenti dando um também. — Só por favor não mata muita gente.
Ele dá um sorriso um pouco bobo.
— Se você pede eu faço, não tem nada que eu não faça.
— Que bom porque eu ia te contar algo.
— O que? — ele pergunta, com medo da resposta.
— Mista e eu estamos noivos, você pode me ajudar com a festa e fazer um vestido bonito? — ele pergunta.
Dio Brando explode de alegria, mas seu jeito o proibia de fazer algazarra.
— Lógico, fica pronto num minuto.
Ele não iria usar o stand porque estava de férias, mas abriria uma exceção para seu querido filho e agora talvez tivesse mais algumas férias merecidas, para ser presente e descansar ao lado da única coisa que importa e ama.
Seu filho, Giorno Giovanna seria novamente mimado.