Capítulo 109 – Mecha ígnea de Kitsuno, parte 1
Capítulo 109 – Mecha ígnea de Kitsuno, parte 1
As chamas azuis flutuavam na clareira entre as árvores, espalhadas ao redor do grupo. Aruni se aproximou de Mayumi; Kyoko retirou a tampa do cantil. O calor era fraco, mas Akemi sentia novas faíscas nos dedos.
Hiromi viu um vulto robusto atrás das folhas; o focinho cerúleo desapareceu e um ganido veio da direção contrária. — Está tentando enganar nossos sentidos.
— Mayumi… eu fico atrás de você?
— Entre mim e Kyoko. Preciso que as duas vejam o que eu não conseguir ver.
— Então fiquem fora da minha mira, por gentileza — acrescentou a baixinha de gota engatilhada.
Por outro lado, Akemi estava vidrado na chama diante da raiz. A sensação calorosa agradava suas faíscas e distanciava as vozes das garotas. Os pés avançavam entre as folhas sem decisão consciente. Ele ainda sentia Hiromi ao lado, embora a mão já estivesse próxima da luz azul que atiçava suas faíscas.
— Akemi!
Como se retornasse de um transe, o garoto recolheu o braço e notou Hiromi correndo em sua direção. A Miyazaki o agarrou e puxou no instante que a chama azul se abriu; um enorme corpo canídeo surgiu entre as labaredas, e com suas patas maciças, esmagou o chão onde os jovens estiveram.
Akemi recuperou-se junto da companheira e vislumbrou toda a beleza do Kitsuno.
A grande raposa de pelagem ardente azul mostrava-se altamente irritada. As orelhas longas e atentas terminavam em pontas escuras; abaixo delas, pupilas verticais destacavam-se na claridade do rosto enquanto o focinho afilado 1 exibia pequenas presas entre os lábios rosnantes. A única cauda, de volume além da largura dos quadris, se curvava e balançava acima do dorso.
Kyoko mirava os movimentos suaves do rabo. — Hm, as histórias diziam que você seria um pouco diferente.
A volumosa cauda se desdobrou em nove e armou em ataque.
— Ah, tá explicado.
Akemi se manteve atento à fera. — Miya… como é que se surge uma coisa dessas?! E por que ela tá tão irritada?!
Hiromi escutou os rosnados do Kitsuno e entrou em guarda. — Seres áuricos são territorialistas além da razão. Estamos relativamente próximos do espaço dele, então a raiva fica meio óbvia. Quanto à origem… acho melhor não pensarmos nisso enquanto aquilo tenta arrancar nossas cabeças.
Akemi soltou o ar e armou a guarda junto.
Na vanguarda de Aruni e Kyoko, Mayumi posicionou a katana. — Foco! Precisamos de apenas um pedaço do pelo! É pegar e fugir!
À frente de Akemi e Hiromi, a criatura fincou a ponta dos rabos no chão e saltou num impulso rápido para acima dos galhos. No ápice da subida, o corpo retraiu-se em giros vertiginosos.
Perante a velocidade e perigo iminente do adversário, a Miyazaki agiu para que empurrasse o garoto. — AKEMI! SE AFAST-! — Um feixe azul vertical rasgou o caminho entre ambos antes do contato. KRAAAM!!! Espalhando chamas, a força da queda lançou torrões contra os troncos onde o trio de garotas se abrigou.
Akemi caiu rolando e apoiou-se assim que recuperou o controle. Seus antebraços doeram com o impacto, mas as chamas provocaram uma reação diferente: a energia áurica penetrou seu núcleo, avivou a eletricidade e adensou faíscas azulinas sob o amarelado predominante. Uma sensação poderosa tomou seu corpo e lhe deu a crença de que, naquele estado, seria capaz de literalmente qualquer coisa.
Os novos detalhes atiçaram as dúvidas. O momento exigiu concentração máxima.
Akemi levantou-se depressa. — Miya! Tá tudo bem?
Entre a dissipação das fumaças, Hiromi limpou as cinzas da boca com o antebraço. Sua aura eterna a blindou do fogo cerúleo, mas a dor do impacto estalou suas costas.
O Kitsuno abaixou-se pronto para o ataque seguinte. A Miyazaki refez a guarda. “Se ele avançar em outro, posso não chegar a tempo.”
— Akemi! Consegue acompanhar ele?
Saltitos de aquecimento mostravam a confiança do rapaz. — Fichinha! Me sinto até mais leve! Acho que absorvi a energia dele!
Hiromi notou as faíscas bicolores e pensou no porque raios ele estava daquele jeito.
A raposa agiu antes de qualquer comentário e pulou para dentro de uma das pequenas chamas suspensas.
Atrás de Mayumi, o azul clareou a bifurcação de um tronco; a ruiva percebeu o calor. Uma cauda desferiu um ataque lateral. A espadachim inclinou a katana e aparou 2 o golpe. No mesmo instante, reações inesperadas fugiram do controle. O fogo tomou o metal até a empunhadura, e devido ao calor insuportável, a ruiva abandonou a arma pouco antes que as labaredas tocassem seus dedos. A katana incendiada caiu entre as folhas, torrando-as.
Outra cauda veio pelo lado contrário, Mayumi esquivou baixo; a extremidade passou sobre sua cabeça e arrancou a árvore atrás.
A espada estava próxima, mas a empunhadura inteiramente acesa impedia a recuperação.
— Eu seguro ele! — Aruni preencheu as pétalas da franja com a aura rosa. As faixas florais avançaram e envolveram as caudas mais próximas, mas o fogo apareceu dentro delas antes que o laço se fechasse. A garota temeu a progressão das chamas rumo ao seu rosto e paralisou-se. Qualquer reação sua seria inútil diante da velocidade das chamas.
A salvação veio de outro lado:
Tchak! Um tiro d’água atravessou a base das faixas e rompeu o avanço do fogo. As pétalas cortadas caíram acesas sobre as folhas, separadas das flores que Aruni mantinha na franja.
— O-obrigada!
Kyoko caçou o inimigo desaparecido e logo o encontrou. — Agradece depois, ele voltou! — O Kitsuno investiu contra a baixinha de mira apontada; o disparo foi evaporado na trajetória. Apesar do perigo real à garota, seu heroísmo anterior foi compensado.
Hiromi chegou pelo flanco e interrompeu o ataque com um golpe em chamas no nariz da raposa, espalhando nela labaredas alaranjadas pelo rosto.
O Kitsuno cambaleante balançou a cabeça e passou as patas repetidas vezes no focinho.
— Então você não gosta disso, é? — esbravejou a ígnea de punho incendiado.
A fera eriçou os pelos e incorporou as chamas recebidas. O redor do dorso tornou-se mais volumoso.
— Oh! — Arregalada, Hiromi recuou em saltitos nervosos e abanou as chamas da mão — ai, acho que ele gosta mesmo!
Poucos metros dela, Akemi não entendeu o que aconteceu. — Ele apagou seu fogo?
— Engoliu!
— Então não pode usar aquela sua forma completa!?
Hiromi devolveu um olhar incrédulo. — Quer que viremos comida daquela coisa?!
O Kitsuno arqueou o dorso em regurgitação; uma luz branca nasceu da ponta das caudas e percorreu das costas até a mandíbula aberta. Hiromi viu a concentração luminosa na garganta da raposa e firmou os pés.
Uma grande bola de fogo azul foi cuspida pela criatura e atravessou o espaço entre os dois num risco luminoso; a Miyazaki projetou um punho cerrado e liberou uma torrente alaranjado contra a esfera crescente.
Com o choque de energias arrastando-a para trás, Hiromi aumentou a torrente com a outra mão, seus cotovelos colaram nas costelas devido a força. De brusco, a esfera avançou meio metro, o azul superou as bordas alaranjadas, e os braços cederam um pouco diante da bola que atravessava a parede de chamas.
“Assim ela não vai conseguir”, Akemi percebeu o risco iminente e posicionou-se para corrida. Faíscas azuis dominaram suas pernas, e o impulso seguinte queimou o chão. Zziup! Ele atravessou o espaço antes que a aproximação fosse percebida, agarrou Hiromi pela cintura e a levou para o lado; as palmas ígneas perderam o alinhamento, a torrente se desfez, e a esfera passou direto pelo rastro de elétrico deixado. No limite da clareira, árvores foram engolidas pelo clarão explosivo que lançou galhos por todos os lados.
Os jovens caíram juntos na grama e rolaram um em cima do outro. Akemi conteve a queda e terminou apoiado em cima da Miyazaki, sem toque.
A garota ficou intrigada. — Normalmente você não deveria ser tão rápido?!
— Eu… — O rapaz se viu tão surpreso quanto. — Deve ser a energia dele. Depois que absorvi aquele fogo, minhas pernas ficaram… Hãn ! Será que isso tem ligação com aura eterna?! — Seus olhos brilharam.
A expressão da Miyazaki mudou. Acima das costas do garoto, o Kitsuno descia de um salto com as patas dianteiras à frente. — Depois a gente conversa! — Ela jogou o rapaz para fora da trajetória e levantou-se agachada com uma perna esticada em postura defensiva, suas mãos ergueram-se com as palmas em chamas no momento da queda do imenso canídeo.
As patas atingiram as mãos e derrubou as costas da jovem contra o solo de folhas; um teste de resistência foi iniciado.
Hiromi sustentou as patas com as mãos em chamas e desviou a cabeça de três mordidas sucessivas; em cada bote, os dentes se fecharam mais perto de seu rosto.
No quarto ataque, o Kitsuno conteve o focinho acima dela e abriu a boca por inteiro. A esfera azul nasceu no fundo da garganta e iluminou o rosto da garota presa sob as patas. — Ehr, galera! Uma ajudinha seria muito bem vinda aqui!
Tcchhaak! Uma grossa linha d’água atingiu a pupila do predador. O focinho saiu da direção de Hiromi e disparou a esfera explosiva contra o chão ao lado. A raposa sacudiu a cabeça entre vapores, saiu de cima da Miyazaki e caminhou rosnando à origem do tiro.
Kyoko se aproximava devagar com a palma aberta adiante; uma grande flor branca ocupava a lateral de sua cabeça, onde do centro das pétalas, uma corrente contínua de água descia pelo braço e abastecia a concentração líquida em sua mão estendida. — Aruni, retiro todas as reclamações precoces que fiz sobre essa flor.
— Tinha certeza de que iria ajudar! O porta objetos do meu caderninho nunca decepciona! — comemorou Aruni entre as árvores.
Quando a raposa abaixou para investida, Kyoko disparou novamente: o primeiro jato acertou o outro olho, o segundo atingiu a pata com eficiência. A flor repunha toda a água dos disparos em um fluxo inesgotável à palma da atiradora. O líquido esverdeado era impróprio para consumo, mas abundante o suficiente para a sequência de tiros.
Durante os disparos subsequentes que atordoavam o Kitsuno, Akemi analisava a situação junto de Hiromi. — Acho melhor protegermos a Kyoko enquanto ela dá aqueles disparos malucos.
— Só um de nós já basta na linha de frente. Foque em ajudar elas ali! — Hiromi apontou para além das árvores e partiu rumo à batalha principal.
Mayumi e Aruni permaneciam próximas à katana derrubada. As chamas resistentes à passagem dos segundos dominavam a empunhadura. A ruiva levou a mão perto do cabo e recuou com o calor. A falta de paciência a irritava enquanto Aruni tentava diminuir a ansiedade causada.
Akemi viu a reação da espadachim e conferiu o azul entre as próprias faíscas. A energia áurica recebida do Kitsuno ainda fortalecia suas pernas, mas a espada continuava refém de uma porção do mesmo poder.
Ele foi até a espada, agachou-se sobre um joelho e, focado, deixou a mão acima do aço. — Com licença.
A proximidade vibrou as descargas.
— O que está fazendo? — indagou Mayumi.
— Vou tentar tirar isso daí.
Na zona de combate, Hiromi desviava e contra-atacava as investidas vertiginosas com as mãos e pés em chamas; Kyoko atirava em pontos de desequilíbrio.
Akemi finalmente tocou a lâmina. A chama aderiu à palma e a energia percorreu seu braço em arrancos; uma pontada subiu do pulso até o ombro e apertou os dentes do garoto.
O núcleo atraía o fogo mais depressa do que o corpo assimilava, as faíscas azulinas estouravam sobre a pele intacta. Cada porção absorvida provocava outro espasmo doloroso.
Mayumi e Aruni acompanharam o processo levemente boquiabertas. Sob a absorção irregular, o azul diminuía sobre o cabo, e entre uma contração e outra, a energia se distribuía pelo jovem.
Incerto sobre o próprio limite, Akemi reconheceu o sucesso parcial com um conforto receoso.
Quando a última chama deixou a guarda da katana, ele puxou o braço drasticamente eletrificado e trêmulo.
A ruiva aproximou-se. — Seu braço…
— Entrou tudo de uma vez! Eu achei que… Ahg ! — Uma contração interrompeu a resposta e aumentou o desespero.
— Posso melhorar a dor relaxando seus músculos — Aruni revestiu seus dedos em aura rosa; Mayumi a puxou para trás.
— Fica longe!
Aruni afastou as mãos por reflexo quando a descarga cerúlea disparou dos dedos elétricos e explodiu um galho no alto.
Akemi afastou o braço, aflito com as faíscas que escapavam. — Desculpa! Estão saindo sozinhas, essa pressão não me deixa controlar!
Surpreendida pelo quase choque, Aruni soltou o fôlego devagar e estendeu as mãos a uma distância segura. — Eu… eu vou tentar daqui! Respira um pouquinho comigo. Se você aliviar a dor, pode retomar o controle da energia.
O braço elétrico ficou envolto pelo brilho rosado; as faíscas aumentaram as vibrações em resistência aos efeitos.
— Aruni… eu não sei se isso vai dar certo!
— Confie em mim. Tenta soltar a mão, você tá apertando muito.
Akemi afrouxou os dedos com dificuldade. Aruni acompanhou a mudança e concentrou o brilho rosa sobre os músculos contraídos; a Aura das Flores penetrou a pele, e aos poucos, o antebraço rígido se recuperou. Os ombros baixaram e a eletricidade antes dispersa em estalos recolheu-se em descargas menores.
— Ufa!
— Assim tá melhor? — Aruni cessou o brilho rosa de ambas as mãos.
Impressionado com o controle da eletricidade, Akemi abriu e fechou a palma. Os dedos responderam sem outra contração, embora um formigamento persistisse até o pulso. — Bem melhor.
Aruni assentiu com um sorriso pequeno, cautelosa diante das faíscas restantes.
Akemi levantou-se confiante e observou a luta contra a raposa. — Elas precisam da nossa ajuda. Lembrem-se de tomar cuidado com aquele fogo azul! — Ele retomou o caminho até a zona de combate; suas pernas envoltas por eletricidade agiram depressa.
Mayumi passou o dedo na lateral da katana sacada, um gesto longe do sentimento de alívio.
Mesmo em consequências diferentes, Hiromi e Akemi suportavam as chamas do Kitsuno enquanto Kyoko interferia de longe.
Embora intacto, o aço deixou sua portadora na mão no primeiro bloqueio.
Aruni percebeu o incômodo da ruiva perante a desvantagem. — Está tudo bem com a sua espada?
— O material é revestido por metais anti-áuricos, porém minhas mãos continuam expostas. De nada adianta a lâmina resistir se eu não conseguir segurá-la — Mayumi baixou a voz — nesse ritmo, vão ter que me salvar de novo…
Aruni olhou o fio de corte limpo e depois a mão da companheira. Mayumi acompanhava a luta distante; a cada clarão próximo de Akemi e Hiromi seguido pelos disparos de Kyoko, seus dedos apertavam a empunhadura pela vontade de combate.
— E as suas habilidades áuricas? Você acha que poderiam ajudar? — perguntou Aruni, cuidadosa.
— Meu sangue pode revestir a lâmina. Talvez assim eu consiga inibir as chamas antes que cheguem às minhas mãos.
— Então… o que você precisa?
Mayumi conferiu a mão livre. — De um corte bem profundo. O desafio está em continuar lutando. Além de o ferimento abrir com os movimentos, a dor pode me desconcentrar. Na minha família, respeitar o próprio limite é lei, e eu não quero que nenhum de vocês perca tempo de novo por causa das minhas restrições.
Aruni abaixou a cabeça e entrelaçou os dedos. — Sabe, Mayumi… Você é uma pessoa honrosa e de princípios muito belos. Mas nunca pensou que isso pode te deixar egoísta sem perceber?
— … Egoísta?
— A-ah, n-não foi isso que quis dizer! É que você disse que te ajudar é perda de tempo, mas tenho certeza de que não pensamos assim!
A lâmina refletiu os olhos da ruiva e a prendeu em pensamentos jamais questionados.
Aruni notou a reflexão da companheira e auxiliou no raciocínio. — Se um de nós estivesse ferido, você me ajudaria, não ajudaria? Então… — ela tocou gentilmente no braço da espadachim — deixa a gente fazer o mesmo… por você .
Após segundos de conciliação mental, Mayumi levantou a cabeça. — Talvez eu realmente precise aprender a ser ajudada.
Aruni sorriu, aliviada. — Acho que consigo cuidar da sua dor.
Mayumi voltou-se para ela. — Do corte?
— Uhum. Eu consigo tirar em base noventa por cento da dor e acelerar a cicatrização.
Mayumi olhou para a própria espada. — O problema é que não será um corte pequeno. Eu precisaria passar a lâmina por quase todo o braço… Nunca fiz isso antes.
— Só preciso estar perto e concentrada no ferimento enquanto ele cicatriza. O resto você não precisa se preocupar.
— Consegue me seguir durante a batalha?
— Vou fazer de tudo! Quanto mais perto ficarmos uma da outra, mais protegidas estaremos também!
— Certo… — sem que prolongasse mais a decisão, a ruiva posicionou o fio de corte abaixo da palma. Um sorriso curto revelou confiança. — Creio que se continuarmos juntas, iremos bem mais longe do que esperávamos. Pode contar comigo.
Aruni imediatamente aproximou as mãos do braço estendido e envolveu-o com a Aura das Flores. — Última pergunta! Não tem problema em rasgar a manga do uniforme? O tecido é extremamente resistente à aura.
— Ele cederá ao primeiro contato do fio de corte manchado pelo sangue da minha palma. Será um corte limpo, então conseguirei recosturá-lo facilmente com algumas técnicas que aprendi em vilas onde também só se via árvores ao redor.
— Sendo assim… quando quiser! — prontificou-se.
Concentrada, Mayumi puxou a lâmina de uma vez. O sangue extremamente reluzente jorrou sob o brilho rosa e banhou todo o aço. A dor não teve força, e a pele recompôs parte da fenda.
Convencida do resultado, a espadachim brandiu a katana. — Então, não se afaste.
Aruni riu. — Nem você!
Com a estratégia finalmente alinhada, os cinco avançaram contra o Kitsuno.
Cada um carregava consigo uma confiança recém-conquistada, todavia, entre chamas azuis e habilidades que escapavam do esperado, ninguém sabia até onde aquela luta ainda os levaria.
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- fino, estreito ↩
- bloqueou ↩