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Capítulo 194: Passado imaginário, parte 3

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Capítulo 194: Passado imaginário, parte 3

No dia seguinte após aquela rápida conversa, a dupla formada pelo homem de alta estatura e a criança de cabelos loiros, seguia em um veículo pilotado pelo maior de idade, em direção a um país pequeno perto daquela região. No meio da viagem, Khayal decidiu perguntar para o homem:

— Como assim, o Charlie é responsável por matar meu povo e família?

Enquanto pilotava, o companheiro de equipe do Charlie fumava um charuto de marca cara, baforando a fumaça através da janela daquele veículo. Escutando a dúvida do pequeno, o piloto respondeu, tendo um rápido diálogo com ele:

— Sim, ele é o responsável! Ele quem fez o país do norte, ter dúvidas com relação ao seu país, o do sul!

— Mas, o que ocasionou isso, não foi a doença do sangue roxo?

— Sim, mas essa doença não é infecciosa, e nem mesmo é uma doença de verdade. Na realidade, isso não passa de uma espécie de veneno criado pelo Charlie e sua habilidade especial. Esse item foi colocado na água que vocês bebiam e lavavam suas coisas, fazendo a infecção surgir na sua nação

Escutando aquilo, a criança ficou com um misto de curiosidade e raiva, indagando para aquele homem adulto:

— Você sabia disso, não é? E provavelmente você participou, se essa afirmação for verdade! Então, para quê me ajudar agora, depois da merda feita?

Mais um trago foi dado naquele cigarro, com sequência da fumaça ser jogada para fora pela janela daquele veículo. Então, depois de fazer isso, Sterk deu sua explicação para o garoto:

— Eu tive que participar, por ordens do meu pai! O Charlie foi adotado por ele, mas ainda tem certa desconfiança. Mas, se serve de consolo, meu poder não serve para combates. Ele é puramente um poder de cura!

Escutando aquilo, e ficando mais irritado, o loiro indagou:

— ENTÃO, PORQUÊ VOCÊ NÃO ME CURA?!

Finalmente, apagando o cigarro no cinzeiro do carro, o fumante foi lentamente mexendo na carteirinha que carregava consigo, respondendo o garoto:

— Meu poder só cura ferimentos, e o dos outros! Doenças, envenenamentos e coisas do tipo, não podem ser curados! E em troca disso, eu ainda entrego parte do meu tempo de vida.

Escutando aquilo, o loirinho apenas se calou, emburrando-se no canto do carro, enquanto fala:

— Tá, e para onde estamos indo, afinal de contas?

Passando por uma estrada abandonada, sem muita verificação com relação aos estrangeiros que passam por ali, o criminoso respondeu:

— Simples, existem duas coisas nesse país! Alguém com o poder de curar qualquer doença, e hospitais futuristas. Vou tentar te levar para o melhor deles, ver se te curam. Mas senão der, iremos atrás do cara que cura tudo, não teremos muito tempo, o Charlie já deve saber do nosso sumiço, e deve estar vindo para cá

Com aquilo acordado e explicado, o garoto loiro concordou com a cabeça, esperando até chegarem no hospital de renome. Quando a dupla finalmente chegou em um deles, um dos médicos começou a fazer o atendimento, e quando finalmente o homem terminou de analisar aquela criança, o doutor gritou:

— É A DOENÇA DO SANGUE ROXO, SUMA DAQUI, PIRRALHO!

Sterk, escutando aquilo, rapidamente deu um forte e pesado soco na cara do médico, destruindo a mandíbula do homem com um único golpe. Arrastando o garoto pelo braço, ele afirmou:

— Próximo!

No segundo melhor hospital da região, a mesma cena se repetiu, e mais um doutor perdeu a mandíbula de forma brutal. Irritado, o criminoso afirmou:

— Se o próximo tiver a mesma reação, eu vou matar ele!

Ao chegarem no último, e melhor hospital daquele lugar, o médico novamente analisou a criança. Encarando bem o jovem, o doutor falou:

— Bem, eu conheço esse caso! Mas, não sei como tratar. Se me permite dizer, eu até mesmo tenho medo de tratar ela!

Sterk se preparou para dar um poderoso soco naquele doutor também. Mas, antes de fazer isso, o profissional da saúde se virou na direção da dupla, entregando um cartão enquanto fala:

— Mas, o lendário curandeiro pode ajudar vocês! Ele só atende a noite, infelizmente. Mas, pela quantia certa de dinheiro, acredito que ele possa atender vocês.

Com aquilo resolvido, os dois comemoraram, felizes com o resultado da missão deles estando dando certo.

Horas mais tarde, Charlie chegou até aquele país, acompanhado dos seus subordinados, enquanto fala:

— O miserável do Sterk, provavelmente veio com aquela criança até aqui! Ele sempre foi um idiota emocional

O membro da família real estava andando com passos fortes, quebrando o chão apenas ao pisar, indicando sua raiva com o seu antigo subordinado e irmão de criação. Durante a caminhada, o futuro rei pisou a na cabeça de um morador de rua, o matando basicamente instantaneamente. E assim, ele terminou sua fala:

— Destruam tudo isso aqui! Ele deve estar tentando achar uma cura para a infecção nesse lugar! Mas, senão tiver país, nada esse miserável vai poder fazer!

Akkedis, escutando aquilo, logo encostou sua mão esquerda no cadáver daquele mendigo, o transformando em um dragão de Komodo, afirmando enquanto sorri:

— Com todo o prazer, chefe!!

Logo, o caos começou a se espalhar por aquele local, com diversas explosões e lagartos gigantes se espalhando, destruindo e matando todas as pessoas. Para a sorte da dupla, ambos já estavam perto do endereço do curandeiro, estando a apenas dois quarteirões do mesmo. Reconhecendo o perigo, Sterk olhou para o garoto, dizendo:

— Vá correndo até aquele curandeiro, o dinheiro já está na sua mão mesmo. Eu vou ficar aqui, e tentar impedir que te atrapalhem

Ouvindo aquilo, o garoto concordou, correndo na direção da cabana daquele homem responsável por curar doenças. Sterk, se vendo sozinho, logo colocou fogo na ponta de um cigarro, começando a fumar tranquilamente. Durante as tragadas, ele apenas pensava como sua vida era cheia de estresses, e a vontade de apenas viver tranquilamente. Olhando para cima, ele manteve sua reflexão, mas antes de qualquer possibilidade de dar seguimento ao seu plano, um pó de cor branca começou a se espalhar no ar, fazendo o mesmo se assustar e afirmar:

— Merda, isso é?!

Assim que ele terminou de falar isso, uma figura apareceu no seu lado, afirmando para o homem responsável pela criança:

— É o meu ‘Glucose destruction’

Aquele que falava era o futuro rei Charlie, já estando ao lado daquele traído, a poucos metros de distância do mesmo.

Focando no Khayal, a criança finalmente conseguiu chegar à cabana do curandeiro, e com o simples pagamento, a infecção foi totalmente retirada do seu corpo. Na hora de ir embora, o homem da cabana falou, gerando um diálogo:

— Em meio a essa destruição, onde você vai, criança?

— Qualquer lugar longe daqui! E longe daqueles idiotas

O homem reparou a angústia da criança, e para tentar a fazer retornar para aquele que a salvou, ele apenas entregou uns trocados a mesma, afirmando:

— Esse é o troco, estou fazendo uma promoção especial! Devolva pro dono, e depois suma daqui, o mais rápido possível!

O loiro apenas concordou com a cabeça, começando a caminhar agilmente na direção do adulto. Durante a corrida, alguns dragões de Komodo e biscoitos gigantes o acharam, o lembrando do dia em que sofreu os ataques em seu país. O jovem Khayal, conseguiu rapidamente se desviar dos golpes, mas um dos lagartos gigantes logo conseguiu acertar o rapaz, cortando as costas do mesmo com ferimentos graves. Um dos biscoitos, notando o ferimento no garoto, aproveita os segundos de baixo rendimento da corrida do mesmo, para esperar a lateral esquerda do corpo da criança, fazendo a mesma cair no chão e vomitar sangue. O galego estava aparentemente perdido, mas ao olhar para a sua frente, ele reparou em uma tampa de bueiro:

“Vai ter que servir…”

Pensou a criança, agarrando sorrateiramente a tampa e a jogando na direção das criaturas. Aqueles seres acabaram por se distrair momentaneamente com aquele disco, dando tempo para a o futuro militar Burajiano se enfiar dentro do esgoto, fugindo pelo subterrâneo em direção ao Sterk.

Por outro lado, Sterk estava encarando o Charlie, sacando rapidamente uma arma do seu bolso e dizendo:

— Fique bem aí, seu sociopata de merda! São balas de Birta que estão aqui dentro, então qualquer tiro pode te matar!

Ouvindo aquilo, o líder daqueles criminosos ficou encarando o traidor, enquanto prédios ao fundo eram destruídos e transformados em poeira. Porém, após alguns segundos de seriedade, o rei loiro começou a rir, enquanto fala:

— Nossa, nossa! Nunca imaginei isso, o covarde Sterk ameaçando sua família!

Irritado, o grande Sterk engatilhou sua arma, enquanto falava:

— Você não é minha família! É apenas um sanguessuga psicopata, que foi adotado pelo meu pai!

Ouvindo aquilo, o futuro rei foi se aproximando do seu irmão de criação, dando passos suaves e tranquilos, enquanto fala:

— Realmente, não sou sua família de sangue! Mas, seu pai me adotou, justamente por eu saber como seguir os negócios da família! E ver você apontar essa arma na minha direção, me faz sentir um misto de sentimentos

O homem foi se aproximando cada vez mais do seu irmão de criação, coisa que o estava assustando e o fazendo dar alguns passos para trás. Enquanto isso, Charlie continuou o seu monólogo:

— Sabe, eu fiz isso para o meu pai biológico, na infância! Entretanto, ao contrário de você, eu nunca fui um covarde que dizia que matar é errado, e que julgava quem matava! Para mim, matar sempre foi algo digno de honrarias!

Finalmente, o adotado chegou próximo do cano da arma do seu irmão, encostando o centro de sua testa na saída da bala. Um sorriso surgiu em seu rosto, com o mesmo afirmando:

— É até por isso, que vou facilitar o trabalho para você! Puxe o gatilho agora, e a bala vai me matar instantaneamente. Não terei tempo, nem mesmo para sentir dor!

Sterk ficou com receio ao ver aquilo, não conseguindo puxar o gatinho de sua arma. O irmão adotivo percebeu aquilo, e notando o medo do seu membro familiar, afirmou:

— É… é como eu pensei!

O membro da família real sacou uma pistola com balas de Birta, apontou para o peito do Sterk e atirou, dando um, dois, três, quatro, cinco e seis tiros no peito dele. As balas simplesmente arrombaram o corpo daquele traidor, atravessando totalmente seu corpo e o transformando em uma peneira. Com aquele antigo aliado caindo ao solo, o adotado falou:

— Você é fraco, igual ao meu pai!

Sterk caiu no solo, agonizando e vomitando seu sangue no chão. Mesmo sendo cruel, Charlie estava disposto a dar o tiro de misericórdia, mas antes disso, o homem sentiu uma presença através de sua habilidade, alguém limpando completamente o terreno da destruição. A responsável por aquilo era Krafitg, e ao perceber o perigo que a moça representava, o com sangue real e seus lacaios, apenas abandonaram aquele lugar.

Khayal, acabou encontrando o Sterk, o vendo todo ferido e perguntando:

— Que aconteceu aqui, Sterk?!

O homem baleado, vomitando sangue, olhou para aquela criança, notando lá ferimentos dela e falando:

— Não se importe comigo, moleque! Se importe com você! Você está machucado… me deixe cuidar disso!

A criança tentou fazer qualquer coisa para impedir o adulto de se mover, mas falhando miseravelmente em fazer isso, o rapaz acabou sendo encostado pela mão daquele adulto. O homem caído, começou a curar as feridas do jovem, afirmando para ele:

— Olha, eu te conheço há pouco tempo, isso é verdade… e, eu também sou culpado por todo o sofrimento que você passou na vida… mas, me escute bem! Quero que você se cure, aproveite esse meu último ato de vida… e após isso, vá atrás de dar razão para a sua vida!

Terminando de curar aquela criança, os olhos daquele adulto foram se tornando opacos, com ele terminando de dizer suas últimas palavras:

— Não termine… igual a mim!