Capítulo 405 – Morte do primogênito
Capítulo 405 – Morte do primogênito
O grupo vilanesco de mantinha no restaurante, comendo alguns pratos típicos do país com bastante calma. A refeição durou alguns minutos, e após a realização da mesma, o ser de corpo feminino chamou o garçom, dizendo para o mesmo:
— Me traga uma porção de Gulab Jamun, por favor! Sempre quis provar esse doce!
O homem responsável por anotar os pedidos, logo acenou em concordância, fechando o bloco e caminhando até o balcão. Após a retirada do garçom, Apolo, sem muita paciência, se virou para a “Maria”, questionando a mesma:
— Você está bem relaxada, mas, ao menos, tem alguma ideia de como encontrar os nossos alvos?!
A mulher riu daquilo, pondo o cotovelo apoiado na mesa e então apoiando o queixo na palma da sua mão, respondendo o colega:
— Se acalme, Apolo! Eu tenho tudo sob-controle… agora, que tal pedir um docinho também, para ver se aliviado a sua TPM, hein?
Após aquilo ser dito, os doces pedidos pela moça chegaram na mesma, com ela se focando em comer eles ao invés de conversar. O ciborgue, que apenas assistia os outros comendo com os braços cruzados, observou com certa impaciência para a mulher, dizendo para a mesma em um tom metálico:
— E aí… como vamos achar eles agora, hein?
Maria, terminando de comer o último dos bolinhos de leite, pegou um guardanapo de cima da mesma, limpando sua boca e respondendo após engolir o alimento doce:
— Bem, vamos começar agora! Mas, aviso que o caos vai ser generalizado, então… sabe, fica opcional pagar a conta, ou não!
A figura feminina se levantou da mesa, começando a andar para fora do restaurante com bastante tranquilidade. Apolo, ficando curioso com aquilo, também levantou de sua cadeira, caminhando atrás da mulher e dizendo:
— Essa eu quero ver!
O ser mecânico mais velho, revelando sua curiosidade, se levantou da cadeira e seguiu aqueles dois.
— É, também quero saber o poder desse corpo!
O único a ficar para trás, foi o Stuart, que retirou a sua carteira de dentro de seu bolso, pegando algumas notas e colocando em cima da mesa. Emburrado, o homem se levantou, dizendo:
— Tsc, ao menos sejam educados, seus brutamontes!
O grupo se dirigiu até o lado de fora, com todos pulando para o telhado daquele restaurante. Maria, escutando a fala do Stuart, acabou por dar algumas risadas, dizendo:
— Calma, você pagou a conta? Que molenga, cara! Isso aí ainda pode custar sua vida, sabia?
Stuart se empurrou ao escutar aquilo, olhando com a mais pura desaprovação para a sua aliada. A mulher, percebendo aquilo, apenas coçou a sua garganta, começando a dizer:
— Pois bem… vamos começar a festa!!
Movendo ambas as suas mãos, a moça começou a gesticular vários números em algarismos romanos, recitando palavras estranhas enquanto o faz:
— Como castigo, por atrapalhar o caminho prometido até Deus… eu invoco aqui…
Enquanto tudo aquilo era dito, um tremor avassalador tomou conta de toda a cidade, fazendo prédios e casas racharam a medida em que ele se mantinha ativo. Em questão de cinco segundos, alguns dos prédios foram derrubados, e do solo abaixo deles, um número de cento e cinquenta gafanhotos surgiram, devorando o solo como se fosse um pedaço de bolo. Os insetos eram gigantes, chegavam aos cem metros de altura em pé, com uma carapaça que reluzia igual ao aço. Chikito, observando aquela cena, questionou:
— Que poder é este?!
Aki, ouvindo aquilo, deu um sorriso largo em seu rosto, se virando para o seu colega e começando a dizer:
— Ora, bobinho! Esse poder pertence a mendiga, do qual estou usando o corpo agora!
Enquanto aquilo era dito, um dos insetos gigantes devorou um prédio de trinta andares ao longe no horizonte, derrubando a estrutura com absoluta facilidade. O ser feminino, ignorando aquilo, continuou ditando:
— O poder dela, envolve a capacidade de conjurar “as 10 pragas do Egito”, pragas lançadas por um Deus antigo, aos opressores do seu povo, há milhares de anos! Infelizmente, a coitadinha não sabia nem como desativar suas habilidades, sendo afetada por elas e condenada a viver na miséria!!
O ser vilanesco fingiu se emocionar, atuando como se retirasse uma lágrima do seu olho. Os aliados dele ficaram enojados com aquilo, percebendo rapidamente a irônica clara na voz do ladrão de corpos. Aki, se recompondo, logo conclui sua explicação:
— Porém, quando eu tomei o corpo morto dela, eu logo entendi como ativar e desativar! Além de que, comigo, eu posso moldar como as pragas vão surgir, e a área de efeito delas!
Após tudo ser explicado, o subordinado do Nellu se senta no telhado, assistindo seus insetos gigantes voarem e se enterrarem por toda a cidade, destruindo tudo no seu caminho como se fosse cotidiano.
— Agora… podemos só esperar!
Enquanto todo o caos acontecia, o grupo do Kura começou a trocar olhares entre si, olhando nos arredores com bastante atenção.
— Que terremoto foi esse?!
Questionou a Sami, confusa com os tremores de poucos instantes atrás. Li Chun, ainda confusa, pontuou:
— Não faço ideia, mas acho que algo terrível está para acontecer!!
Seeng e Ledya também ficaram olhando em volta, com a albina dizendo:
— Um terremoto, logo agora?!
Antes do Padmariano tentar dizer alguma coisa, o chão abaixo do pé de todos simplesmente se rompeu, despencando para dentro da boca de um daqueles gafanhotos gigantes. O Kura, percebendo o inseto enorme, logo gritou com o susto:
— COMO ESSA PORRA É TÃO GRANDE?!
Antes de qualquer resposta ser fornecida para o manipulador de raios, aquele ser gigantesco fechou a sua mandíbula, engolindo todos ali como se fossem apenas um pequeno aperitivo. O gafanhoto colossal então colocou todas as suas pernas no chão, olhando em volta como quem procurasse por mais alguma coisa para comer. Em meio a sua busca, a criatura acabou por ser imediatamente congelada, com o estômago da mesma sendo explodido e o grupo escapando dali.
— Eu poderia ter feito isso, e com mais facilidade!
O Kura disse aquilo, saindo do meio do gelo e observando a Ledya, a responsável por ter congelado o enorme inseto. A albina, de rosto fechado, respondeu com grosseria:
— E quem te perguntou isso, seu retardado?!
Ao longe, Maria conseguiu sentir um dos seus gafanhotos ser destruído, abrindo um sorriso em seu rosto e se virando na direção de onde ele teria morrido, comentando:
— Com quase toda certeza, eles estão ali!!
Em um único instante, a subordinada do Nellu pulou de onde estava até a região de onde seria a casa do Seeng, chegando lá em menos de um milissegundo. A figura feminina, uma vez posta de frente com aquele grupo de inimigos, apenas abriu um sorriso contente em sua face, comentando em um tom de voz mais baixo:
— Oh, um Jackpot de primeira!
Gabriel Sariel, observando a silhueta feminina na sua frente, logo percebeu as vestes ligadas ao grupo do Nellu, chegando à rápida conclusão de que ela seria uma de suas subordinadas. Antes de qualquer tipo de aviso sobre a mulher, a mesma moveu ambos os dedos, mirando no Kura e no Seeng com uma frieza absoluta, disparando dois vultos negros na direção deles. Sem a dupla de receptáculos sequer conseguir reagir, os vultos negros acertaram seus corpos, os atravessando.
“A morte do primogênito!”
Afirmou a Maria em sua mente, enquanto os dois eram empurrados sutilmente para trás. Ledya, que se encontrava levemente escondida atrás daquele grupo, e o Arold, que se encontrava próximo do seu irmão, assistiram aquela cena com bastante receio, com ambos gritando:
— KURA!!
— TIO SEENG!!