LNCrawler

Capítulo 420 – Livre

Strong Soul — illusia.com.br · All chapters

Capítulo 420 – Livre

O Kura escutou a fala daquele oponente, erguendo uma de suas sobrancelhas em sinal de curiosidade, antes de finalmente dar sua resposta para aquele inimigo:

— Uma pergunta? Tá, pode fazer essa sua pergunta aí!

Ao receber a resposta positiva por parte do garoto, o mercenário doce logo falou ao mesmo:

— Você viu a cicatriz nas minhas costas, e mesmo com essa sua personalidade podre, decidiu não zombar dela! Por quê?

Ouvindo aquilo, o manipulador de raios pensou por alguns instantes, batucando em sua mente qual seria sua justificativa. Assim, após alguns momentos refletindo, ele afirma:

— Bem… eu também sou cheio de cicatrizes! Você não zombou das minhas, não vejo motivos para zombar das suas!

O homem doce ficou calado por alguns instantes, deixando um pequeno sorriso escapar no canto de seus lábios, algo que deixava transparecer sua satisfação com aquela resposta.

— Então, até mesmo um pirralho como você, possui algum senso de honra, não é mesmo?

O filho mais velho do Kyo disse aquilo, estalando seus dedos dos punhos de forma a demonstrar sua vontade de lutar. O homem de estatura enorme, armou sua guarda e base de combate, ativando sua ascensão novamente, enquanto continua a falar:

— Vamos dar um fim a isso, garoto! Sem mais rodeios ou pessoas nos atrapalhando!

Kura, sorrindo com aquilo, armou sua guarda em resposta para o seu oponente, dizendo a ele com um tom de voz extremamente confiante:

— É, vamos! Quero ir logo para casa!

O garoto deu um sorriso extremamente confiante no seu rosto, se movendo levemente para frente, indo apenas alguns centímetros, enquanto continua a falar:

— E eu vou te bater, até você querer cumprir essa sua promessa!!

A tensão no ar dentro daquela dimensão ficou ainda maior, quase que palpável para ambos os combatentes. Após alguns segundos dos dois se encarando, o homem-brigadeiro tomou a dianteira, usando as capacidades extras de sua ascensão para transformar o solo abaixo deles em um doce creme de forma imediata, prendendo os pés do Kura naquele lugar. Na sequência disso, o homem usou sua velocidade de movimento e do seu controle sobre o doce, para se mover com uma absoluta velocidade na direção do seu inimigo, encurtando a distância de forma surpreendente. O irmão mais velho do Arold, por sua vez, usou de sua manipulação elétrica para descarregar um raio absurdamente poderoso contra o chão, cristalizando todo aquele doce de forma imediata, conseguindo deixar o mercenário doce preso a poucos centímetros de distância do Kura. Brigadier tentou desferir um soco direto contra a face do homem-raio, entretanto, o receptáculo de Buraji conseguiu pendular seu corpo para a esquerda, esquivando o soco com bastante maestria, e aproveitando do timing para acertar um contra-ataque contra a boca do estômago daquele gigante. Sequencialmente, o Houer descarregou um raio poderoso contra o corpo do mercenário, ao mesmo tempo em que quebrou o vidro doce nos seus pés, se libertando e conseguindo abrir a distância entre si e aquele cara.

“Nossa, essa foi perto! Mas não vai se repetir!”

Enquanto se afasta, o Kura rapidamente gerou uma poderosa corrente elétrica com trilhões de volts no centro de ambas as suas mãos, formando um raio bola e logo o disparando na direção daquele inimigo. O mercenário doce, ainda se recuperando do soco e do choque sofrido, acabou por balançar sua cabeça algumas vezes para o lado, conseguindo recuperar sua atenção antes de ser acertado novamente. O homem, após notar o gigantesco raio chegando perto, logo usou sua ascensão para transformar não só seu corpo, mas o chão em um brigadeiro extremamente cremoso, conseguindo assim derreter o seu antigo corpo e modelar um novo a alguns metros de distância do raio, voltando ao normal enquanto a corrente elétrica voa em direção ao nada, o mercenário retornando seu corpo ao normal após aquilo.

“Garoto insolente!”

Após pensar isso, o filho do Kyo esticou seu braço esquerdo na direção do seu inimigo, o transformando em doce e o moldando em um retângulo de brigadeiro doce rígido e formado em sua maioria por açúcar cristalizado, onde na sequência disso, o aliado do Nellu disparou aquele braço doce contra o Kura, com um rastro de fogo sendo visível atrás do mesmo. Sem ter muito tempo para reagir, o jovem manipulador de raios foi acertado em cheio em seu estômago, sendo lançado contra a cópia de Júpiter naquela dimensão, sendo afundado dentro daquela rocha por aquele braço doce. Assistindo aquilo de longe, o Brigadier logo reconstruiu seu braço, fechando seu punho e dizendo:

— Exploda!!

Dentro do planeta gigante, o braço formado em sua maioria por açúcar, forçou um atrito extremamente rápido, gerando fogo e por fim uma explosão extremamente colossal, que destruiu completamente aquele planeta. A nuvem de poeira que se ergueu após isso foi densa, ofuscando completamente a visão de ambos aqueles guerreiros um sobre o outro. O Kura, se levantando novamente em meio a fumaça, pensou consigo mesmo:

“Esse cara é bom, de verdade! Preciso ir até o próximo nível, e usar o meu plano novo!”

O jovem controlador de correntes elétricas, esticou seu braço para trás, lançando na sequência um soco extremamente forte e rápido na direção do seu inimigo, usando da genética de serpente para esticar seu braço de maneira colossal. Brigadier, usando da glicose para prever os movimentos do militar burajiano, conseguiu saber do soco antes do mesmo ser disparado, se esquivando com um simples movimento de cabeça para a esquerda, deixando o ataque passar reto por si.

— Garoto, isso não vai funcionar-

Antes que o mercenário conseguisse terminar sua fala, o punho anteriormente desviado acertou a sua face esquerda, retirando sangue de sua boca e lançando aquele homem gigantesco por alguns metros. O Kura, rindo daquilo, gritou de forma que sua voz ecoasse por toda aquela dimensão:

— GOSTOU DESSA?! VOCÊ NÃO TAVA ESPERANDO, NÉ?!

Enquanto gritava isso, o irmão mais velho do Arold lançou mais um soco em direção ao seu oponente, mirando na têmpora dele. O homem doce, após conseguir ler aquele golpe novamente, logo usou da antecipação para se esquivar do ataque novamente, ainda se perguntando como teria sido atingido anteriormente. O mercenário, ainda curioso com a nova forma de lutar do rapaz, focou sua atenção naquele braço, reparando algo surpreendente: quando o braço do rapaz chegava ao limite que podia se esticar, um novo saía do pulso dele, se esticando em uma imensa velocidade, até dar a volta e conseguir acertar o alvo. Entretanto, mesmo descobrindo isso, o homem-brigadeiro percebeu o quão perto aquele soco já estava, só tendo tempo de fechar sua guarda e o bloquear, lendo lançado por vários e vários metros.

“Impressionante! Do que sei dessa arte marcial dele, ele consegue alterar o DNA… ele deve estar colocando a genética de uma centopeia em si mesmo!!”

Brigadier refletiu isso enquanto ia para longe, parando apenas quando chegou exatamente embaixo do sol daquela dimensão. Uma vez ali, a luminosidade da cópia do sol bloqueou a visão daquele mercenário, o impedindo de ter total noção do ambiente. O Kura, se aproveitando desse fato, se moveu até o topo do sol em questão de segundos, erguendo sua palma para cima de sua cabeça e a enchendo de eletricidade.

— Ei, palerma! Eu tô aqui!

O garoto disse isso, acertando um forte tapa contra a superfície daquela esfera gigante, rachando e então liberando sua onda elétrica através das rachaduras. O raio percorreu toda a estrutura daquele sol, o destruindo por completo, deixando-o em bilhões de pedaços, dos mais variados tamanhos e peso. Brigadier observou aquilo, rapidamente criando milhões de braços de brigadeiro atrás de suas costas, usando-os para socar e destruir cada uma daquelas rochas, enquanto ele gritava:

— EU NÃO VOU SER ESMAGADO POR ISSO, SEU IDIOTA!

Os punhos de brigadeiro daquele homem doce, colidiram com toda a força contra as rochas que iriam na direção do corpo daquele manipulador de doce, deixando algumas poucas caírem ao redor daquele gigante. O jovem de estatura mediana, por sua vez, se encontrava escondido atrás de uma daquelas rochas, com o garoto se aproveitando daquele momento de distração do seu inimigo, para revelar sua localização, estendendo a palma de sua mão canhota na direção dele, emitindo uma onda de eletromagnetismo contra aquele inimigo, o acertando em cheio e o lançando por dezenas de milhares de quilômetros. Com aquela nova distância criada, o irmão mais velho do Arold começou a criar seu ataque de energia, juntando atração e repulsão magnética, refletindo:

“Ele só consegue prever os ataques, se estiver focado em mim! E agora, eu vou tentar matar ele, com um ataque usando toda a minha energia!!”

Ao terminar de pensar nisso, o ataque energético ficou completamente concluído, com o burajiano revestindo seu punho direito com aquela energia, se atirando com toda a velocidade contra aquele inimigo. Brigadier, ainda no ar, deu um mortal e chocou seus pés contra o chão, fixando-se de uma vez naquele local, usando de sua ascensão para transformar cerca de quinze por cento daquela região em brigadeiro puro. Sequencialmente a isso, o manipulador de doces subiu parte daquele creme escuro contra o corpo do rapaz, o enrolando no tronco, pernas, braços e pescoço do rapaz, gritando na sequência:

— VOU QUEBRAR SEUS OSSOS, E EXPLODIR TODA ESSA REGIÃO!!

A situação era horrível para o Kura, que aparentava estar preso naquele lugar, à mercê dos desejos daquele inimigo. Mesmo assim, um sorriso confiante se dobrou nos lábios do militar burajiano, que afirmou para si:

“E é aqui, que eu revelo algo que escondi a luta inteira!”

Logo após isso, o homem-raio usou seu teleporte elétrico, escapando de sua prisão e surgindo acima da cabeça do homem-brigadeiro, no ponto certo para desferir seu golpe contra o topo do crânio daquele inimigo. Brigadier, ao perceber o sumiço daquele rapaz e a luz que emanava em cima de sua cabeça, acabou por instinto levando sua visão para cima, percebendo o golpe voando na sua direção. Em resposta ao ataque, o manipulador de brigadeiros usou o seu mesmo método de ativação de explosões, gerando uma imensa explosão ao mesmo tempo que o seu inimigo de menor estatura, com ambos os ataques explosivos ocorrendo ao mesmo tempo, liberando uma onda de choque devastadora, que gerou terremotos e uma imensa destruição por toda aquela dimensão, reduzindo tudo a uma pilha de escombros. No lado de fora daquela realidade de bolso, o Arold se mantinha no combate com aquele inimigo, enquanto seus aliados discutiam o que deveria ser feito, com o Gabriel dizendo:

— Giovanni, espere ele fixar os dois pés, para atirar!

O manipulador de antimatéria, acenou que sim com sua cabeça, prestando atenção no combate que ocorria ali em cima. O Arold, por sua vez, se encontrava levando a pior na trocação de golpes, graças a intangibilidade daquele inimigo. Após levar a melhor, Barney pisou com firmeza naquele telhado, enquanto o militar burajiano recuava sutilmente.

— Agora!

Gabriel ordenou, com bastante autoridade em sua voz. Giovanni, de forma imediata a isso, efetuou o seu disparo de antimatéria, que atravessou a lataria com absoluta facilidade, acertando as costas do subordinado do Brigadier em cheio, ferindo a coluna dele e atravessando a barriga dele, gerando danos aos seus órgãos. Barney, vomitando sangue após receber o golpe, acabou por se curvar levemente, murmurando:

— Que porra… ele deveria-

Antes de ele terminar de falar, o irmão mais novo do Kura surgiu na lateral daquele inimigo, se aproveitando da situação para acertar uma poderosa explosão contra aquele inimigo, o lançando para centenas de metros longe do carro.

— Finalmente! Não aguentava mais esse pela saco!

Após aquela fala do agente mais novo, um portal amarelo surgiu no teto daquele carro, com o Kura sendo jogado pela Robin na direção do Arold, com o rapaz estando nocauteado.  A mulher, sem dar chance de qualquer afirmação por parte do rapaz de cabelos longos, logo disse:

— Nem perca seu tempo… isso…

Na cabeça da mulher, memórias começaram a pairar, ela se lembrando do que aconteceu após a explosão em sua dimensão.

— Chefe?! Liberar ele?! Ele apagou ao mesmo tempo que o senhor, e nem acordou ainda, deveríamos entregar ele!

A mulher reclamou para o seu chefe, o observando caído no chão, com o corpo cheio de queimaduras e diversos ossos quebrados. Brigadier, no chão, logo respondeu para ela:

— Promessa, é promessa! Eu caí no chão antes dele, logo eu quem perdi! Cumpra logo nossa parte da promessa!

A mulher, olhando aquele garoto caído no meio dos escombros, com certo veneno em seus olhos. Mesmo assim, a moça deu um suspiro de irritação, antes de dizer:

— É por ele lembrar um pouco a sua filha, não é?

O homem-brigadeiro, ao ouvir aquilo, acabou por corar de leve, virando seu rosto para o outro lado e então respondendo:

— Não interessa, apenas faça!

A mulher logo voltou a si, dando outro suspiro e terminando de falar para o Arold:

— Isso foi um pedido do meu chefe!

Assim, a mulher seguiu de volta para dentro de sua realidade de bolso, dando caminho livre para aquele grupo.