LNCrawler

Capítulo 423 – Reunindo Forças

Strong Soul — illusia.com.br · All chapters

Capítulo 423 – Reunindo Forças

O grupo dos strong souls estava completamente reunido na área de voo, colocando as malas no avião, com bastante tranquilidade. Kura, enquanto fazia isso, acabou por dizer:

— Uau, uma viagem de avião e depois uma de carro até o nosso local, isso vai ser incrível!

Samuel, ouvindo aquilo, acabou por dar algumas risadas leves com aquilo, respondendo o comentário do seu capitão com um tom de ironia na voz:

— Bem, todas nossas viagens começam às mil maravilhas, mas a maioria termina com a gente tendo que voltar se arrastando pela lama. Eu no seu lugar, não criaria tanta expectativa!

Ao escutar aquela resposta, o capitão da equipe fez uma careta de desgosto, respondendo para o seu companheiro de equipe:

— Cara… você é um puta estraga prazeres, viu?

Algumas risadas ecoaram no ambiente após aquilo, com o clima de descontração sendo visível entre aqueles rapazes. Ao longe, três figuras se aproximaram, com uma dizendo:

— Garotos, vejo que estão prontos para irem na missão!

A dona daquela voz, era a Krafitg, que chegou mais perto deles, continuando a falar:

—  Bem, vocês irão com um agente mais experiente junto de vocês, mas relaxem, é alguém já muito bem conhecido aqui!

Após dizer aquela afirmação, a moça de pele morena se retirou levemente para a esquerda, dando passagem para a figura em questão. De trás da mulher, o mais forte espadachim do mundo, Katto, apareceu, dizendo:

— E aí, garotos! Quanto tempo!

Kura e Arold, ao verem aquele homem em sua frente, logo se lembraram dos eventos envolvendo o grupo da Misó. Arold, por sua vez, afirmou:

— Senhor Katto! Faz tanto tempo desde a última vez, como o senhor está?!

O grande espadachim se aproximou do garoto, apertando a mão daquele jovem, enquanto o respondia:

— Vou bem, mas atolado de missões! Desde a morte do Held, eu acabei tendo muito trabalho.

Depois de dizer aquilo, o homem logo movimentou sua cabeça levemente para a esquerda, dizendo para o irmão mais novo do Kura enquanto o fazia:

— Bem, tem outra pessoa que quer falar contigo, acredito que ela seja mais importante do que eu!

Após absorver tanto o aviso verbal, quanto o visual, o rapaz explosivo virou sua cabeça na direção sinalizada, tendo uma certa curiosidade nos olhos. Quando terminou de se virar, ele viu sua mãe ali, com a mesma olhando de maneira paciente para ele. Arold, na sequência disso, se aproximou de sua mãe, dizendo:

— Mãe! Que surpresa, pensei que ficaria em casa!

Iara se aproximou do seu filho mais novo, dando um forte abraço no mesmo, quase o sufocando pela pressão.

— Seu idiota! Eu jamais faria isso, principalmente nessa altura do campeonato!

A mulher se afastou daquele abraço levemente, segurando seu filho caçula pelos ombros, encarando-o nos olhos e dizendo:

— Sabe, eu já conversei isso com seu irmão, mas gostaria de reforçar isso com você. Por favor, Arold, tome muito cuidado com essas missões!

O rapaz de cabelos longos, ao escutar aquilo, apenas deu algumas risadas baixas, retrucando com bastante confiança:

— Mãe, relaxa! Eu já tenho quase vinte anos, não sou mais um adolescente! Essas missões são tranquilas.

A mãe do rapaz escutou aquilo com atenção, abaixando levemente a sua cabeça por alguns segundos, retornando rapidamente a olhar o rapaz nos olhos, dizendo:

— Arold, me escute de verdade! Vocês dois vivem sendo caçados, e tendo que lutar por suas vidas, isso me preocupa muito, de verdade!

A moça logo apertou de leve a bochecha direita do seu filho mais novo, continuando a dizer para ele:

— Eu disse isso ao Kura, mas irei reforçar para você: cuide do seu irmão! Eu não quero saber de nenhuma notícia ruim envolvendo vocês, então, quero que se cuidem com tudo que puderem! E, se precisarem fugir de alguma luta, fujam! Melhor um covarde vivo, do que um corajoso morto!

Arold, após absorver aquelas palavras, acabou por sutilmente retirar a mão de sua mãe de sua bochecha, se livrando daquele aperto. O garoto alto, dando um pequeno sorriso de canto de rosto, logo respondeu para a sua mãe:

— Certo, eu entendi! Não se preocupe, mãe, nada de ruim vai acontecer com a gente!

Iara, olhando para o caçula com os olhos semicerrados, logo o questionou sem nenhum rodeio:

— Você me promete, filho?

O olhar de sua mãe, lotado de uma preocupação clara, fez com que o sorriso no rosto do Arold vacilasse por um segundo, sumindo e dando lugar para uma face séria. O jovem, ainda se questionava sobre ser capaz de proteger seu irmão, com suas dúvidas ficando evidentes, através da curvatura levemente para baixo dos seus lábios, junto do sútil desvio do seu olhar para o solo abaixo deles. Mesmo assim, o garoto-explosivo fechou por alguns instantes ambos os olhos, abrindo eles enquanto sorria de forma tranquila, respondendo para a sua mãe:

— Claro, mãe! Prometo proteger o cabeça dura do Kura!

Iara absorveu aquelas palavras, e de forma quase imediata, ela se jogou no seu filho, o abraçando com uma incrível força, espremendo o garoto até o ponto de as costas dele darem um estalo audível por todos ali. A mãe dos garotos, de maneira bastante aliviada, soltou o seu filho caçula, se afastando dele enquanto relaxava os músculos.

— Obrigada por isso, Arold!

O filho caçula esfregou a mão nas costas, deixando uma pequena expressão de desconforto escapar de seu rosto. Ao ouvir o agradecimento de sua mãe, ele afirmou:

— Tudo bem, mãe! Mas, por favor, tente não me aleijar no próximo abraço!

Interrompendo aquele momento dos dois, o Katto bateu na lataria do avião, fazendo um sol de metal extremamente alto, dizendo na sequência do som:

— Ei, Arold! Nós precisamos ir embora, suba logo!

O jovem criador de explosivos, acabou por concordar com a cabeça, correndo na direção do avião enquanto acenava para a sua mãe, gritando:

— ATÉ DAQUI ALGUNS DIAS, MÃE!!

A mulher acenou de volta para o garoto, dando um sorriso gentil em sua face, apenas assistindo aquele veículo decolar. Minutos mais tarde, o espadachim Katto estava reunido com aquela equipe, dizendo:

— Certo, a missão é simples, é apenas a de recrutar aqueles velhos! Porém, a senhora Krafitg deu um adicional a mais, o de localizar e chamar o Stold também, para que ele se una a nós!

Ao ouvir sobre a nova parte da missão, o Kura acabou por mostrar um interesse com os olhos, dizendo:

— Bem, o senhor Stold sempre usa esse período do ano, para se isolar e retirar o selo do seu poder.

Katto se surpreendeu ao escutar aquilo, dizendo na sequência:

— Retirar o selo? Ele vive com os poderes selados?

Ao ser questionado sobre aquilo, o manipulador de raios respondeu com um tom tranquilo:

— Sim, ele vive com eles limitados, pois são quase impossíveis de se conter! Quando chega nessa época de renovação do selo, ele se isola no local que eu chamo de “dimensão selvagem”, onde eu passei os três anos de exílio.

O espadachim ficou pensativo ao receber aquela informação, levando sua mão direita até o queixo, dizendo após isso:

— Certo, tem como entrarmos lá?

O Kura, ouvindo aquele questionamento, apenas tomou a decisão de pegar uma lata de refrigerante, a abrindo e dizendo:

— Eu posso abrir a passagem, relaxa! Essa missão de recrutamento vai ser fácil!

Katto, após absorver aquelas palavras, se colocou confortavelmente em sua cadeira, fechando os olhos e dizendo:

— Espero que você esteja certo, Kura!

A viagem se seguiu tranquila, sem nenhum empecilho durante a mesma.