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Capítulo 431 – Aniquilador de sistemas

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Capítulo 431 – Aniquilador de sistemas

Na floresta ao redor da fazenda, Chikito encarou sua mão explodida, observando cuidadosamente a fumaça sair de onde deveria estar sua mão, analisando o ferimento que surgiu. Mudando a atenção dos seus olhos por um segundo, o ciborgue encarou a mulher na sua frente, observando especificamente a mão acertada da mesma por aquele raio de antimatéria. Durante sua observação, o homem reparou a armadura reluzente do Drakos na mão da garota, surgindo um rápido pensamento inicial na sua mente:

“Cópia? Não… ela não deve ter uma habilidade dessas, não parece combinar com ela…”

Depois de pensar isso, o homem-inventor ativou uma visão térmica em seu visor, conseguindo ver através daquela armadura, conseguindo reparar algo interessante: a mão revestida da garota, apresentava uma forma absurdamente envelhecida, de formato idêntico às mãos do Drakos, emitindo até mesmo um valor idêntico ao do velho. Percebendo isso, o criminoso mecânico logo afirmou para aquela garota:

— Oh… um poder de transformação? Interessante… sabe, eu nunca achei nada tão profundo sobre seus poderes, sei apenas o básico do seu espírito bestial, que consegue imitar sons. Nossa luta vai ser interessante, irei fazer grandes anotações do seu poder!

Carmen, depois de escutar aquilo, apenas desativou a transformação em sua mão, perdendo imediatamente a armadura espiritual que a protegia. Mudando seu posicionamento depois daquilo, a garota retrucou:

— É? Acho melhor você se cuidar, antes de pensar em anotar algo! Já que, se você for morto, não vai ter como anotar absolutamente nada!

Raoh ouviu aquilo, dando um sorriso metálico depois daquela resposta lotada de ousadia. Segundos depois disso, uma voz mecânica ecoou no ambiente, dizendo em alto e bom som:

— Evolução de sistema concluída! Manutenção imediata!

De imediato depois disso, a mão explodida daquele homem começou a se recuperar, estando totalmente reformada em questão de segundos. O terrorista então abriu e fechou a mão, testando o funcionamento dela com bastante cuidado e deboche, zombando daqueles dois.

— Bem… vamos ver se vai ser assim mesmo, garota!

Ao observar aquela cena, Carmen derramou uma gota gelada de suor pelo canto direito de sua face, começando a pensar consigo mesma:

“Ele consegue se regenerar, então?! Droga… minha habilidade me permite me transformar em qualquer pessoa que eu tenha encostado, mas isso é limitado por quantas vezes encostei na pessoa, e possui um tempo limite de um minuto por transformação.”

A garota então olhou para a sua mão novamente, voltando em seguida seus olhos para o ciborgue, continuando:

“Apesar disso, naturalmente eu só posso usar dez por cento das capacidades totais do poder de alguém que eu consiga virar… eu só usei tudo da armadura, pois sacrifiquei várias transformações no tio Drakos, de uma vez! Tenho só mais uma agora… e apenas uma forma de tentar imitar o efeito total das habilidades!”

Henrique, se intrometendo naquela situação inteira, repousou sua mão esquerda no ombro direito de sua amiga, interrompendo a divagação dela ao dizer:

— Ei, Carmen! Deixe de viajar, e foque no monstro que está na sua frente!

A garota, depois de ser chamada por seu amigo, acabou por piscar duas vezes os olhos, sacudindo a cabeça de um lado para o outro, dizendo para ele:

— Certo, certo! Bem, eu tenho uma ideia do que fazer, só segure ele um pouco!

O manipulador de fogo, logo acenou que “sim” com sua cabeça, criando uma bola de fogo na sua mão direita e pulando na direção do mecânico, dizendo enquanto fazia isso:

— Pode contar comigo, Carmen! Mas, espero que sua ideia funcione!

Carmen, se aproveitando da abertura fornecida pelo seu amigo, rapidamente adentrou seu espaço mental, local onde seu espírito bestial residia. O local se parecia com uma casa de passarinho gigante, com um prato de pássaros com alpiste e um outro com água. No chão daquela casinha de pássaros, alguns pedaços gigantes de biscoitos de água e sal eram visíveis, com as migalhas estando ali há pouco tempo.

“Krá! Krá! Carmen, você apareceu!”

A voz estridente ecoou das sombras presentes no canto daquela casa, onde dois olhos brilhantes surgiram do meio da penumbra. Saindo do local sombrio, um papagaio de tamanho colossal se revelou, caminhando de maneira tranquila até um local mais iluminado. O pássaro gigante, possuía penas verde esmeralda pela extensão de quase todo o seu corpo, com a única exceção sendo as penas a sua cauda, cujo as pontas eram de uma cor vermelho rubi, as pernas e bico do papagaio, eram de um amarelo dourado, reluzente igual ao ouro, junto de olhos negros brilhantes, como duas obisidianas.

“O que você quer, Carmen? Krá! Krá!”

A ave questionou a garota, olhando de cima para a mesma, como se fosse uma divindade. A garota, encarando o espírito bestial de baixo, logo disse para o mesmo:

“Eu… bem, eu preciso da ajuda do seu poder! Sabe, estamos enfrentando um daqueles malucos que estão sequestrando Houers… e sabe, meu poder por si só talvez não seja muito útil!”

O ser alado caminhou até próximo das migalhas caídas no chão, bicando as mesmas e comendo aqueles pedaços, enquanto absorvia atentamente as palavras da garota.

“Hmmm… bem, isso é um problema mesmo! Supondo que os sequestros sejam para reviver o Pungkasan, então estamos fudidos!

A garota, depois de escutar aquilo, acabou erguendo sua sobrancelha direita, curiosa com a fala da entidade milenar, questionando a mesma na sequência:

“Espere aí… você sabe algo sobre isso?!”

O pássaro gigante, caminhou tranquilamente até seu prato com água, bebendo a mesma com tranquilidade, respondendo depois disso:

“Apenas algumas teorias, nada que eu precise te contar agora… bem, vou te emprestar minha força! Depois que você lidar com esse cara, eu te conto o que eu acho que eu sei!”

Carmen, semicerrando os olhos depois daquela fala, deixou a desconfiança escapar de leve em seu olhar, dizendo sem pestanejar:

“Como assim… “acho que sei”? Olha, não vou perder mais tempo nessa discussão, pois estou com pressa! Mas, saiba que eu não gosto de respostas evasivas!

O espírito então se aproximou de sua hospedeira, curvando-se até seu rosto ficar da altura da mesma, a encarando diretamente e então dizendo:

“Se serve de consolo temporário… saiba que, eu e meus irmãos, temos uma ligação direta com essa entidade! No mais, só posso te dar mais detalhes, quando estivermos com tempo para conversarmos!”

A garota escutou aquilo, expressando seu descontentamento com os olhos, girando-os da direita para a esquerda, mostrando certa irritação com a evasão do ser que morava em seu corpo.

“Tá, tá! Me empreste logo a sua ajuda, para podermos voltar ao normal logo!”

O papagaio, depois de observar e ouvir aquilo, disse:

“Krá! Krá! Certo, vamos lá!”

Um instante após isso, a mulher foi lançada para fora daquele espaço mental, tomando consciência novamente do campo de batalha. A mulher, uma vez de volta a realidade, notou seu amigo lançando labaredas de fogo contra o ciborgue, com o ser mecânico se desviando de todas e revidando com o uso de tiros de luz contra o mesmo. Carmen, observando seu corpo depois disso, começou a sentir a energia do espírito bestial percorrer todo o seu corpo, com ela afirmando em voz alta para si mesma:

— Certo! Tá na hora de ir com tudo agora!

De maneira imediata, depois dessa fala, a garota ativou sua habilidade, transformando seu corpo de maneira imediata, perdendo cerca de dez centímetros de altura e uma boa extensão do seu cabelo. Em questão de milissegundos, a garota ficou com a exata mesma aparência do Kura do dia do encontro nas nações unidas. Agilmente na forma do manipulador de raios, a mulher se locomove até as costas do homem-inventor, esticando sua mão esquerda e disparando um raio com toda a sua potência contra as costas do criminoso. Raoh, graças ao aviso de seu computador, acabou percebendo a mulher em suas costas, usando-os de sua incrível velocidade para desviar daquele raio, fazendo com que Henrique fosse acertado pelo mesmo.

— Sua garota insolente-

Antes do ciborgue ter como terminar sua fala, ele percebeu a garota com ambas as mãos no solo, exibindo um sorriso confiante em sua cara e dizendo:

— Toma essa!

Usando da habilidade elétrica do Kura, a transmorfa esquentou as rochas daquele solo, o derretendo em questão de poucos instantes e o magnetizando. Usando do magnetismo, a garota manipulou as rochas derretidas, conseguindo segurar o homem-inventor na rocha derretido, cobrindo todo o corpo dele com aquilo. Sem pestanejar, a Houer fechou sua mão direita, começando a aplicar pressão com toda a sua força contra o criminoso.

“Sua… sua vadiazinha!!”

Raoh pensou isso, enquanto sentia o metal do seu corpo começar a ser derretido de pouco em pouco. Tomando uma atitude rápida, e levemente desesperada, o companheiro do Dunkel criou uma espécie de tubo em suas costas, conseguindo o projetar para fora da prisão de lava. Se usando disso, o inventor criou um sistema semelhante ao de um ar-condicionado no seu peito, drenando rapidamente todo o calor daquele magma e o jogando no ambiente ali fora, transformando a lava em rocha em segundos e então quebrando as mesmas, pulando para quinze metros de distância daquele terreno derretido.

— Reparos iniciados! Saúde do material: 67%

Henrique, por sua vez, se aproximou de sua companheira, usando suas chamas para curar os ferimentos do raio que o acertou.

— Que droga, Carmen! Preste atenção, quando usar os poderes de outra pessoa!

A Houer escutou isso, não virando o rosto na direção do seu aliado, apenas dizendo para ele:

— Pare de reclamar, e continue lutando até esse fudido morrer!!

Após afirmar isso, a garota usou do eletromagnetismo, lançando vários tentáculos de lava na direção do ciborgue, com uma velocidade surpreendente. Raoh, observando os ataques vindo, logo utilizou seus sistema de refrigeramento, roubando o calor do magma e o solidificando novamente, apontando a mão direita contra a transmorfa e então lançando aquela onda de calor contra a mesma, a acertando em cheio. O homem-fogo, por sua vez, usou suas chamas de maneira mais agressiva, queimando o espaço-tempo na sua frente, o apagando da existência em cinzas, obrigando o mesmo a se dobrar, teleportando assim o terrorista para a sua frente. Na curta distância, o caseiro da fazenda criou uma lança de fogo, a perfurando no centro do corpo do criminoso, a expandindo para os lados e partindo ao meio, deixando o mesmo cair no chão.

— Pronto! Resolvemos isso, esse cara era bem fraco-

O robô gigante, responsável por defender seu dono, atacou de surpresa o manipulador de chamas, acertando um corte golpe contra a lateral do corpo do mesmo, lançando-o por dezenas de metros, colidindo e destruindo várias pedras no caminho. O autômato, depois disso, segurou seu criador pelos braços com a utilização de dois tentáculos, enquanto o outro segurou a cintura do mesmo, posicionando ambas as metades uma em cima da outra.

— Achou mesmo, que me cortar ao meio iria me matar?! Cada vez que uso meu poder, minhas células viram máquinas, fazendo eu perder minha humanidade! Só meu cérebro ainda é humano, e nem vai durar muito!!

Chikito afirmou isso, enquanto seu corpo ia se reconstruindo de pouco em pouco, conectando novamente as partes separadas. O terrorista, ainda tomado por um delírio de fúria, continuou a dizer:

— Eu vou usar meu poder, e criar algo pra matar você… seu merdinha de fogo! Pode apostar, eu irei criar algo que suas chamas vão ser incapazes de incinerar!!

Carmen logo se levantou, levemente atordoada com o impacto da onda de calor. Ao longe, a mulher-transmorfa observou o velho Veyron escalar pelo robô, se aproveitando que o mesmo estava focado em sustentar o corpo de seu inventor. O senhor de fama lendária, usou sua força para abrir um buraco na parte traseira da máquina, entrando ali com certa agilidade. O som do metal se rompendo, chamou a atenção do Raoh, mas antes de o mesmo conseguir procurar a razão do barulho, a mulher gritou, ainda transformada no Kura:

— EI, IDIOTA! EU AINDA ESTOU NA LUTA!!

A voz chamou a atenção do mecânico, que virou seu visor na fonte do som, percebendo um raio gigante vindo em sua direção. Assim, o inventor teve que usar do autómato para desviar por pouco, em um pulo de algumas dezenas de metros para a direita dele. Irritado, o criminoso afirmou:

— Vocês… vocês só me atrapalham!!

Carmen, observando isso, começou a lentamente perder a transformação do Kura, voltando a sua forma normal. Mesmo assim, a mulher não se abalou, sorrindo e dizendo, com a voz carregada de uma ironia venenosa:

— Sério? Não me diga! Até agora, pensei que estivesse te ajudando!