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Capítulo 141 de 36 – Eu sou a mais forte!

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Capítulo 141 de 36 – Eu sou a mais forte!

Ham se animou ao ouvir aquilo. Apesar dos momentos de sofrimento, era por razões como essa que ainda suportava aquela mulher rabugenta. Com um brilho nos olhos, respondeu:

— Sim!

Desanimada, a velha ordenou:

— Pegue uma das pedras e mostre-me o que você consegue comprimir com ela.

Tomado pela empolgação, apanhou uma das pedras. Apertou-a com força, sentindo-a reagir sob seus dedos. A cada pressão, ela tremia mais, até se despedaçar por completo.

— Oh, interessante!

— Serio?!

Ham, que antes mal conseguia partir a pedra ao meio, mostrava agora uma evolução notável. A anciã, intrigada, observava em silêncio.

— Pegue outra e aqueça.

— Sim, mestra!

Ao seguir os passos, a pedra aqueceu rapidamente, tingindo-se de vermelho. Logo, começou a flutuar ao redor da mão dele, provocando espanto em Lai. Pouco depois, transformou-se em chamas.

— Você… é realmente o Ham?

— Não entendi — respondeu ele.

— Esqueça.

— Hum!

Esse miúdo, como ele cresceu tanto da noite pro dia ?

— Agora, comprima essas chamas — ordenou a velha.

— Sim!

Ele começou a comprimir, que lentamente assumia uma forma pontiaguda. A idosa, cada vez mais surpresa, mal reconhecia o discípulo diante de si. Ele prosseguiu, moldando o fogo até o transformar em algo de formato estranho até mesmo para ela.

— Terminado! — declarou Ham.

— Hum… Como… O que é isso? — perguntou ela, incrédula.

— Uma bala!

— Bala? O que é isso?

— Bala?… O que é bala? — perguntou ele, confuso.

— Sei lá, foi o que você disse.

— Eu disse? — Ham pareceu surpreso.

A anciã cessou os movimentos e o observou por mais um instante, tomada por um pensamento silencioso:

Ham que conheço seria incapaz de chegar nesse nível em tão pouco tempo.

Ele fitava a mestra com desconfiança. As palavras dela soavam estranhas aos seus ouvidos. Percebendo a inquietação no olhar do discípulo, Lai falou:

— Esquece, vamos continuar.

— Sim!

Se ele conseguiu chegar nesse nível… não sei como. Talvez seja a hora de o ensinar a próxima etapa…

— Ham, pegue a próxima pedra, aqueça e comprima ao mesmo tempo.

— Não vai dar certo, mestra, a pedra vai quebrar.

— Como você sabe disso? Nunca te ensinei.

— Eu não sei… Só sinto isso… — respondeu, hesitando.

Essa criança…, pensou, ao suspeitar de algo.

— Mestra? — perguntou, curioso.

— Apenas faça o que eu digo! — gritou, impaciente.

— Sim!

Ele seguiu as instruções, mas o resultado foi exatamente como previu. A pedra se despedaçou.

— Foi o que eu disse.

A velha se levantou, bateu na cabeça do discípulo e falou:

— Idiota! Seu aquecimento estava mais lento. Mantenha ambos na mesma intensidade e verá a mágica acontecer.

— Sim — respondeu, colocando a mão na cabeça, ainda atordoado.

Ele prosseguiu com o treinamento, mas a pedra ora se despedaçava, ora se incendiava. Ainda não conseguia alcançar o que a mestra havia proposto. Mesmo assim, ela se surpreendia com o progresso do discípulo.

Incrível, demorei anos para chegar nessa fase, e essa criança, com somente uma noite de sono, chegou nesse nível. Um gênio, ele é um gênio!

Os dias passavam, e o treinamento seguia. Ham sentia que não progredia, a frustração crescia a cada tentativa falha. Após insistir inúmeras vezes, soltou um grito:

— Eu não consigo!

— Continue — ordenou Lai.

— Mas… já faz dias que não saio dessa etapa… — lamentou, exausto.

— Não seja idiota, moleque — retrucou a velha. — Alcançar esse nível na sua idade não é pra qualquer um. Continue, ou então vai experimentar o gosto da minha língua.

— Sim… — respondeu, com medo, já imaginando o que poderia acontecer.

Ham insistiu mais uma vez. Uma semana se passou, e ainda não superava aquela etapa. Exausto, deixou-se cair no chão e murmurou:

— Eu desisto. Isso é impossível. Ninguém conseguiria fazer algo assim. Eu nem sei o que isso deveria gerar. Uma perda de tempo.

— Kiakiakiakia! Quer ver, moleque? Vai entender o quão incrível é essa habilidade.

— A mestra consegue fazer? — perguntou, animado, com os olhos brilhando.

— Claro. Eu sou a mais forte!

Lai se levantou do banco de braça e, ao longe, avistou uma grande rocha. Em seguida, apanhou uma pequena pedra. Começou a aquecê-la e a comprimi-la. Ela se tornava mais rígida e brilhava em vermelho intenso. Crepitava sob o sopro do vento, até flutuar suavemente entre as mãos dela.

Transpirava intensamente à medida que concentrava sua energia. A pedra, que estava envolto em chamas vermelhas, começou a mudar de cor, escurecendo gradualmente, até que se tornou negra.

O suor escorria por seu rosto, mas, ao atingir o resultado desejado, ela sorriu. Fitou as rochas à sua frente, ergueu a esfera sombria e a lançou como um projétil. A esfera cortou o ar e perfurou uma das rochas com precisão.

— Não aconteceu nada — disse Ham, desanimado.

A velha suspirou profundamente e respondeu, com um sorriso:

— Acalme-se… está chegando.

A pedra, ao perfurar a rocha enorme, explodiu instantaneamente em uma onda de energia incandescente. Um misto de calor abrasador, vento ionizado e uma poderosa onda de choque se espalhou, fazendo desaparecer completamente a área onde a rocha havia sido atingida, como se jamais tivesse existido.

No centro da explosão, uma energia negra se concentrou, esvaziando-se lentamente até se tornar vermelha, desaparecendo por completo, como se nunca tivesse estado ali. O estrondo da explosão foi ouvido por várias pessoas, que logo se reuniram para ver o que acontecia.

Alguns observavam pela janela, enquanto outros subiam até o topo, preocupados com o que havia acontecido. O vento soprava forte, e ele assistia àquela exibição de explosões com admiração, acreditando que, um dia, poderia alcançar tal nível de poder.

Quando desviou o olhar para a velha, por um instante, viu diante de si uma jovem mulher, bela e sorridente, contemplando o horizonte. Antes, não respeitava sua mestra, mas naquele momento, Ham acreditou, ou talvez somente sentiu, que ela era a pessoa mais forte do mundo.

Lai, após observar o estrago causado pela sua explosão, olhou para seu discípulo com um sorriso e declarou:

— Eu sou a mais forte!

Naquele momento, Ham se viu apaixonado pela força de sua mestra. Seu olhar refletia a admiração profunda, e seu rosto não conseguia esconder o quanto estava impressionado com a beleza da mulher à sua frente.