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Capítulo 194 de 01 – Isso é o paraíso!!!

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Capítulo 194 de 01 – Isso é o paraíso!!!

Volume 8 – Gorkd

Ao entrar na enorme fortaleza, o grupo avistou mais uma muralha à frente, e havia mais três soldados logo adiante. Um segurava o mesmo aparelho que o loiro, e os outros o mantinham no bolso.

Dos três soldados, um apresentava um semblante triste, o outro sorria levemente de canto de boca e, por fim, havia outro que se aproximou do grupo com um grande sorriso.

— Oh, interessante! — disse, assim que fitou Ui da cabeça aos pés, com um sorriso curioso e provocador.

Ele andou ao redor do grupo, olhou cada um com atenção e aproximou-se do ruivo, murmurou:

— Boas coba… — Antes que pudesse terminar, sua boca foi tapada abruptamente.

O ruivo, então, tirou de um dos bolsos um aparelho menor que o anterior. Num instante, uma luz brilhou, e ele clicou vários botões, mostrando algo ao soldado sorridente.

— Entendo. Sinto cheiro de promoção — comentou.

O ruivo se aproximou do grupo e se apresentou, ao erguer a mão em saudação:

— Bem, eu sou Nick, serei o vosso guia.

O soldado era um homem de porte alto e possuía uma voz grossa e adulta. Pelo uniforme, notava-se como eram desenvolvidos os seus músculos. A sua pele, não muito escura, lembrava o clã Azura.

— Não! — gritou o sorridente, com a voz exagerada de indignação. — Eu os guiarei! — Dessa vez, seus olhos se fixaram nos peitos de Idalme, sem perceber o constrangimento alheio.

— Foi mal — disse o líder, as mãos soltavam faíscas involuntariamente. — Decidimos que o Nick nos guiará.

O sorridente abriu mais a boca e mostrou mais dos seus dentes brilhantes. Ele se aproximou de Max enquanto seu corpo tremia de excitação. Ele soprou a franja azul e mostrou os seus olhos verdes brilhantes.

A franja, voltada para trás, parou e endureceu. O líder pôde ver o quão vermelha era a pele do homem de quem ele não gostou.

— Por quê? — indagou o sorridente, curioso e um pouco ofendido.

— Eu não gostei de você! — declarou Max.

Eles se encararam por alguns segundos. Entretanto, o sorridente passou por ele e dirigiu-se a outra muralha, de altura equiparada à anterior. A porta abriu para ele, e ele desapareceu com os outros.

— Me desculpe pelo meu colega, ele tem esse comportamento estranho desde que se deu por pessoa — explicou Nick, com um sorriso contido, e tentava aliviar a situação.

Dam franziu a testa, pensativo: Por pessoa?

— Certo — disse o ruivo e retomou a postura firme. — Me sigam, por favor.

Max o seguiu e acenou para que os outros o acompanhassem. Ao chegarem a mais um portão, semelhante ao anterior, Nick acenou com a mão, e a porta começou a se abrir. Ele entrou, e o grupo entrou em seguida, surpreso com o que viu.

Diante deles erguiam-se coisas que não pareciam pertencer àquele mundo. O brilho do local deixou Izumi alerta, e ele segurou a arma firmemente.

Algumas pessoas que passavam olharam para ele com fascínio e apontaram um aparelho na direção do grupo. Uma luz atravessou o espaço entre eles, e o grupo instintivamente se defendeu. O mestiço, porém, sacou a espada e cortou.

Surpreendentemente, nada aconteceu. Outras luzes vieram, e ele continuou a cortar, sem efeito. Preparou-se para atacar aqueles que lançavam os estranhos ataques, mas Nick surgiu à sua frente.

— Calma, isso é um smartphone, não faz mal às pessoas — explicou, ao tentar acalmar a confusão.

— Smart quê? — perguntou Izumi, confuso, e franziu a testa.

— Quero dizer, eles estão tirando fotos — completou, assim que gesticulou para indicar os aparelhos nas mãos dos outros.

— Fotos? — pediu esclarecimento, ainda intrigado.

O mestiço, ao sentir novamente aquelas luzes, liberou sua intenção assassina, e todos ficaram paralizados.

Ele se aproximou de um dos humanos, mas algo passou rapidamente por ele. Ao demonstrar perspicácia, esquivou-se para cima e segurou-se em um grande poste, observou o caos. Objetos estranhos colidiam em vários lugares e espalhavam destruição.

Criaturas metálicas percorriam velozes o chão negro e liso — mais liso que qualquer estrada que já haviam visto. Não tinham pernas, não tinham cavalos, e, ainda assim, moviam-se. Algumas emitiram um som grave; outras, um zumbido constante, como bestas espalhando destruição.

— Como? Como saíram da minha técnica? — perguntou Izumi, os olhos arregalados e a respiração acelerada, tentando compreender o impossível diante de si. — Elas… estão vivas?

Ele logo desativou a técnica e aproximou-se de um humano que, ao perceber que podia se mover, correu em desespero. O mestiço, curioso, pegou o aparelho deixado no chão e ficou abismado.

— Como? Como posso ver através dessa coisa?

O ruivo, que estava ao lado, ficou surpreso com o ocorrido. Em toda a sua vida, nunca havia sentido uma opressão daquela magnitude, mas logo se recompôs.

— Isso é uma câmera — explicou, ao mostrar o aparelho com cuidado.

— Câmera? — indagou Max, segurou o smartphone com curiosidade e examinou cada detalhe como se fosse um objeto desconhecido e fascinante.

— Interessante! — declarou Dam, testou o aparelho nas mãos, observou a tela e mexeu. — Entendo, então é assim que funciona.

A peituda ao lado viu o próprio rosto refletido no smartphone que havia pegado.

— Como? Eles podem voltar no passado com essa coisa? — perguntou, incrédula, ao fitar o aparelho com desconfiança.

— Isso é frágil — afirmou Ui, esmagando o celular, sem hesitar.

A mestiça voltou sua atenção ao redor e não deixou de se sentir oprimida por aquele lugar tão diferente.

Torres de vidro gigantescas, lisas e brilhantes, subiam tão alto que pareciam perfurar o próprio céu. As superfícies refletiam a luz de forma quase mágica, como se cada prédio fosse um espelho, capturou o sol e espalhou-o em vários fragmentos cintilantes.

— Montanhas… isso são montanhas!!! — exclamou alguém, os olhos arregalados diante da paisagem.

— Não são montanhas — negou Nick, balançando a cabeça. — São prédios.

— Prédios? — perguntou o grupo, ainda confuso, ao observar as torres que se erguiam à distância.

— Sim — confirmou Nick, assim que coçou a cabeça, pensativo. — Como posso explicar? Aqui é outro mundo, o mundo da tecnologia, não é magia.

— Me explique essa coisa — pediu Dam, curioso, ao estender a mão em direção ao aparelho. — Como isso está mexendo sem botões?

— Isso é um smartphone — respondeu, no momento em que segurou o objeto com cuidado.

— Smartphone? — indagou Max, ao franzir a testa e analisar o dispositivo com desconfiança.

— Sim, ela pode capturar imagens e guardá-las — esclareceu, com um sorriso. — Bem, é melhor demonstrar.

Nick posicionou o smartphone que havia pego no chão e tirou uma foto. Naquele momento, o mestiço abanou novamente a espada.

O ruivo logo mostrou ao grupo a foto em que todos apareciam. Dam, ao lado, sorriu, começou a gargalhar e declarou:

— Isso é o paraíso!!!

Como posso dizer, o último volume terminou e foi o mais curto, no entanto, este promete ser o mais longo dos antigos e o mais extenso de toda a obra (eu acho). Espero que gostem do desenvolvimento deste volume e, principalmente, de alguns personagens.