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Capítulo 198 de 05 – Meus vestidos…

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Capítulo 198 de 05 – Meus vestidos…

Passaram por outro corredor, e as meninas foram dirigidas para outro local. Atravessaram pela porta, parecida com a dos homens, e elas adentraram o local. Elas viram mulheres peladas ao redor, mas estavam um pouco mais reservadas, diferentes dos homens, que não se importavam muito em estar nus.

Umas mulheres estavam sentadas e olhavam um objeto redondo com suporte. Outras mulheres se vestiam ou passavam algo no corpo.

— Esse cheiro… seria perfume? — perguntou Idalme, curiosa, e inspirou o ar com atenção.

— Sim! Sim! Sim! — respondeu Ui, animada, quase que saltava com a descoberta.

A empregada, ao ver as duas a pular de alegria enquanto se abraçavam, ficou constrangida. Algumas mulheres naquele local, parecido com o espaço dos homens, as observaram com curiosidade.

As duas entraram. No entanto, a mestiça começou a escutar algo do outro lado. Curiosa, foi até o local e viu várias mulheres se molhando no aparelho que chove. Chamou prontamente a amiga, e ambas ficaram curiosas com aquilo.

Ui, novamente com o ouvido aguçado, dirigiu-se a outro local. Ao virar pelo corredor, viu um lago grande com água de cores azuis.

— Isso é o mar? — indagou, incrédula.

Ela começou a se aproximar, curiosamente, enquanto via humanos a flutuar naquela água como se estivessem voando. No entanto, afastou-se logo em seguida, quando algo veio de cima, ao tentar atingi-la.

— Hum, isso é… o aparelho que chove.

Curiosa, ela se aproximou novamente, e aquilo voltou a atacar. A mestiça passou a pensar que aquilo servia como uma forma de defesa.

A peituda aproximou-se em seguida e perguntou o que acontecia. A mestiça mostrou-lhe o ocorrido, e Idalme ficou cautelosa.

— Ele ataca no momento em que cruzamos essa linha.

— Sim, o paraíso está logo ali e não podemos ir — respondeu Ui, desanimada, ao cruzar os braços.

— Eu queria ver de perto esse mar de que falas.

— Nos livros dizem que é um lago bem grande, sem fim, e a água tem gosto salgado — explicou, ao lembrar das descrições que já tinha ouvido.

— Mas, Ui, esse tem um fim, não é? — questionou Idalme, ainda confusa, assim que olhou a paisagem ao longe.

— Sim… será que é outro tipo de mar? — respondeu Ui, também intrigada, sem certeza da resposta.

As duas continuaram a analisar até que a empregada chegou. Ela perguntou rapidamente que mecanismo seria aquele e, em seguida, foi explicado que o chuveiro funcionava por sensor de movimento, molhando qualquer pessoa que se movesse dentro do seu alcance.

As duas ficaram curiosas para testar, mas foram impedidas. Foi-lhes dito que, para entrar naquele local, era necessário vestir fato de banho.

A funcionária pediu que a acompanhassem. Em seguida, indicou os guarda-roupas e solicitou que, enquanto trocavam de roupa, ela iria buscar os fatos de banho.

Enquanto isso, a mestiça observava a amiga com atenção, admirava-lhe o corpo.

Ela se olhou por um instante, com uma leve decepção nos olhos, e murmurou:

— Se eu tivesse o seu corpo… Izumi ia olhar para mim?

— Ui? — perguntou Idalme, confusa, ao virar-se para ela.

— Nada não — respondeu, rapidamente, forçando um sorriso alegre.

Pouco tempo depois, a empregada trouxe os fatos de banho numa sacola. Pareciam pequenas peças de roupa. Ela ensinou como colocá-los.

O fato de banho envolvia o corpo e ajustou-se do tronco até os quadris. O tecido elástico moldava-se às curvas, assentando bem e dava uma aparência diferente às duas. Havia ali um novo tipo de presença, como se aquele vestuário trouxesse outra forma de encanto.

Depois de se vestir, a peituda ajustou a roupa no corpo e, num gesto automático, agarrou os próprios peitões, levantando-os levemente antes de soltá-los novamente.

— Oh, o tecido é bem firme

A empregada, ao lado, ficou surpresa com quão erótica foi essa cena. Ui, ao lado, ficou surpresa, mas sentiu-se inferior ao lado de uma mulher dessas.

Em seguida, foram direcionadas ao chuveiro que atacava as pessoas que se moviam no seu domínio.

— Não se preocupem, é somente água levemente quente — explicou a funcionária, com tranquilidade.

— Quente? — questionaram as duas ao mesmo tempo, surpresas.

— Sim — confirmou. — Aproveitem e fiquem um minuto nessa zona.

As duas hesitaram, mas entraram no domínio e viram aquele chuveiro lançar o seu ataque rápido. As duas pensaram em fugir, mas decidiram enfrentar aquela coisa. Quanto mais se aproximavam, mais o coração acelerava. Quando houve o primeiro contato, Idalme gemeu e a mestiça fez cara séria.

Passaram-se alguns segundos após serem molhadas.

— Quentinho… gostoso — disse, a peitos volumosos, ao relaxar o corpo enquanto sentia a água envolver sua pele.

— Sim — concordou Ui, assim que fechou levemente os olhos e aproveitou a sensação.

— Aproveitem, meninas — falou a empregada, ao afastar-se enquanto as deixava à vontade.

As duas ficaram a girar naquele chuveiro e aproveitaram o momento, mas, após alguns segundos, a chuva parou.

— O que aconteceu? — indagou.

— Não sei, Ui.

Curiosas, elas saíram do domínio e entraram no local que dizia ser o mar. Olharam ao redor e notaram uma varanda no topo, com vários assentos, algumas pessoas sentadas e outras paradas a observar.

Em seguida, surgiu uma mulher branca, loira, vestindo camisa e short azuis.

— Vieram em treino ou diversão? — perguntou a funcionária, ao avaliar o grupo com um olhar curioso.

— Hum, treino? — repetiu Idalme, confusa, assim que inclinou levemente a cabeça.

A mestiça, ao lado, levantou as mãos com animação e declarou:

— Diversão!

— Me sigam — disse a funcionária, ao virar-se para guiá-las.

As duas seguiram a mulher com a palavra escrita na sua roupa: Treinador. Passaram pelo lago grande que se podia ver de longe e caminharam um pouco, percebendo que havia mais dois lagos à frente.

O primeiro tinha várias pessoas a voar na água, como pássaros. No segundo, havia pessoas mais jovens a nadar, porém mais lentas, com mais treinadores ao redor. No terceiro lago, o ambiente parecia mais calmo: pessoas caminhavam sobre o mar, outras estavam sentadas à beira e algumas brincavam, jogando água umas nas outras.

— Divirtam-se! — declarou a treinadora.

As duas concordaram e entraram na piscina, ficaram felizes por notar que a água era quente. Os homens que estavam no mesmo local admiravam a peituda, e Ui ficou um pouco desanimada, pois poucas pessoas a observavam.

Izumi gosta mais assim ? pensou a mestiça, assim que segurou seus peitos enquanto bebia a água do lago. Ueehhh não é salgada!

As duas se divertiram bastante e imitavam o que os outros faziam. Após um tempo, saíram e foram embora do local, e Ui ficou emburrada, reclamando que a água não era salgada.

Voltaram ao balneário, onde a empregada já os aguardava com toalhas, chinelos e alguns produtos organizados. Em seguida, foram tomar banho.

A mestiça, ao observar Idalme a se lavar, perguntou:

— Izumi deve gostar de peitões como o seu.

— Kiakiakia! — Peituda riu, divertida. — Não acho, nunca o vi me secando com os olhos.

— Sério? — indagou, surpresa.

— Sim. Esqueceu que antes ele me chamava de peitos caídos? Isso me irritava bastante.

— Sim, mas se eu tivesse o seu corpo… talvez ele olhasse mais para mim — disse Ui, com um leve tom de insegurança.

— Não diga isso. Você é a única mulher a quem ele presta atenção — respondeu Idalme, com firmeza.

— Verdade? — questionou, ao levantar o olhar.

— Claro. Não sei como pensas o contrário disso. Nem Max, que é o irmão dele, era tão próximo desse jeito.

— Mas ultimamente… — murmurou a mestiça, abatida.

— Relaxa, deve ser só uma fase. Ele volta ao normal depois, acredite.

— Ok — respondeu Ui, um pouco mais tranquila.

Após terminar, as duas se limparam, vestiram uma roupa simples e foram para um ambiente onde havia várias mulheres. Foram massageadas e, quando terminou, ficaram mais tranquilas e felizes.

Logo em seguida, seguiram para um setor onde outras mulheres cuidaram dos seus cabelos e fizeram algo nos seus rostos, deixando-as com um aspecto um pouco diferente do normal.

E, para terminar, foram conduzidas a uma área onde ficaram maravilhadas com a quantidade de roupas naquele espaço. Quando lhes disseram que tudo era de graça, ficaram ainda mais felizes.

Seios glamorosos não pensou duas vezes em colocar tudo no seu espaço espacial, no entanto, disseram que, no máximo, podiam levar cinco roupas, incluindo as que vestiam.

— Meus vestidos… — lamentou, com lágrimas que acumulava nos olhos, e segurou o tecido como se tivesse perdido algo precioso.