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Capítulo 207 de 14 – A trindade dos cem demônios!

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Capítulo 207 de 14 – A trindade dos cem demônios!

Enquanto seu corpo caía, Max sentiu um grande alívio. Virou-se no ar, posicionou o corpo na vertical, com os pés voltados para baixo, e tentou usar suas explosões. Era isso que deveria acontecer. No entanto, seus poderes o abandonaram novamente no momento de maior aperto.

— Me salve!!!!

Naquele momento, Izumi travou, mas logo piscou os olhos e pensou em lançar as duas damas para o alto a fim de salvar o irmão. Antes, porém, que pudesse fazer qualquer coisa, seu corpo parou por conta própria. O alívio tomou conta dele e, por instinto, soltou um suspiro.

— Você é realmente um pé no saco — disse Dam, ao fazer força para se manter firme.

— Pois sou — respondeu Max, sorrindo de canto, como se não se importasse com a reclamação.

— Feios… estão pesados demais — murmurou Ayla, tremia enquanto tentava acompanhar o esforço dos dois.

O mestiço que estava mais acima retirou a espada cravada na parede e a guardou. Em seguida, usou seu Brute Force Iz, lançou as duas mulheres para o alto e, logo depois, mudou para Speed Brute Force Iz. Correu entre as paredes, agarrou as duas beldades no ar e só parou ao alcançar o topo.

Assim que chegaram, encontraram vários homens armados, que não hesitaram em atirar. Uma bala atingiu Izumi na cabeça e, antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, uma rajada de metralhadora o acertou em cheio.

— Vocês, escórias da humanidade, ousam escapar da punição que vos foi dada? — declarou o Rei, tomado pela fúria, encarando-os com desprezo. — A vossa morte não será indolor. Matem-nos, guardas!

Ao sentir-se na obrigação de proteger as duas mulheres, ele as jogou para trás, sacou suas espadas e disse:

— Sen To Ichi 1%!

Com um único corte, todos os que estavam na mira foram partidos ao meio. Izumi avançou em direção ao rei e exibiu os dentes em um sorriso. O alvo, por sua vez, foi tomado pelo medo, levantou-se do trono e começou a rastejar pelo chão enquanto gritava:

— Alguém… mate essa coisa feia! Matem essa aberração! Alguém!!! — gritou o Rei, desesperado, procurando ajuda ao redor.

— Ninguém vai te salvar — afirmou o mestiço, assim que se aproximou com um olhar frio.

Em seguida, desferiu um chute direto na barriga dele, fazendo-o perder o ar.

— Arrghhhh! — gritou o Rei, ao cuspir sangue enquanto era lançado para trás.

As empregadas, de lado, só observavam com medo de fazer alguma coisa.

— Suas feias! Salvem o vosso Rei agora!!! — gritou ele, desesperado e tentava impor autoridade mesmo naquela situação. — Querem morrer?!

As mulheres, em desespero, foram até o mestiço e o atingiram com seus socos de menina. Incrivelmente, ele não reagiu. Apenas levou a mão à cabeça e pensou, agonizado:

Droga, por que isso está acontecendo comigo ?

Suas companheiras, ao perceberem que ele permanecia parado enquanto era alvo dos ataques, não pensaram duas vezes antes de se aproximarem para ajudar. Primeiro, Ui avançou e chutou aquelas mulheres, gritando:

— Estás bem, Izumi? — perguntou Ui.

— Sim… — respondeu o mestiço, ao se recuperar aos poucos.

Após se recompor, caminhou em direção ao Rei e parou diante dele.

— Últimas palavras? — indagou.

O Rei, ainda tomado pelo medo, recuou como conseguiu e gritou:

— Não se aproximem, seres hediondos!

O mestiço se posicionou para se livrar daquela coisa, mas seu corpo parou por um instante. Naquele momento, lembrou-se daquele ser que havia aceitado ser mais forte do que ele. Com a cabeça rígida, virou-se para o lado e viu alguém parado, observando-o enquanto lambia os lábios.

— Quem és tu? De onde vens? Para onde vais? — questionou ela, curiosa, aproximando-se lentamente.

Porém, o sorriso que carregava no rosto desapareceu aos poucos, sendo substituído por uma expressão fria e ameaçadora.

— Ninguém assusta os meus bebês… — murmurou, enquanto a sua presença se tornava mais pesada. — A morte espera por ti, humano!

Não é ele ?

O ser à sua frente era Paige, uma mulher não muito alta com a pele clara e o corpo volumoso, eu diria que ela seria uma mulher gordinha sem possuir qualquer resquício de gordura em excesso.

Ela vestia um elegante vestido preto que envolvia seu corpo como uma segunda pele. O tecido ajustado descia justo até abaixo dos joelhos, onde uma fenda frontal revelava parte de uma das pernas. No centro da saia, delicados franzidos eram presos por longos cordões pendentes.

A parte superior do vestido chamava ainda mais atenção. As alças cruzavam-se sobre o pescoço, formando um peitão que deixava grande parte do colo e do abdômen à mostra.

O recorte assimétrico acompanhava as curvas do tronco, revelando a cintura e parte das costas, enquanto o busto era sustentado por faixas de tecido que equilibravam sensualidade e elegância.

Os longos cabelos negros deslizavam por um dos ombros em ondas suaves, contrastando com o tom escuro da roupa. Nos pés, ela usava sandálias de salto alto douradas, compostas por finas tiras que envolviam os tornozelos.

Sem pensar duas vezes, ativou sua habilidade mais forte. Porém, antes que pudesse se aproximar, Paige já estava em seu colo e atravessava seu peito com as mãos vazias.

O líder, que acabou de sair do buraco, ao ver o irmão naquele estado, atacou em desespero. Contudo, com um simples balançar de mão, foi gravemente ferido por um único golpe.

Naquele momento, Ui simplesmente se ajoelhou, sem conseguir acreditar no que via. Era como se seu mundo tivesse acabado enquanto Izumi fechava os olhos e suas espadas caíam no chão.

Idalme permaneceu de lado, incrédula, sem conseguir fazer nada. Acreditava que não havia como vencer alguém que, em um instante, estava de um lado e, no outro, derrotava o mestiço como se aquilo não fosse nada. Até mesmo Max havia sido derrotado com apenas um soco.

— Você não é humano, emanas uma aura…

Ela observou atentamente. Seu olhar mudou ao perceber algo diferente, algo que não pertencia a um humano comum.

Lambeu o sangue que escorria e sentiu a energia que vinha dele. Por um instante, sua expressão se transformou em surpresa.

— Minha nossa, você é o filho…

Deslizando as mãos com sangue até suas pernas, ela inseriu o dedo nas suas partes íntimas e ficou extremamente estimulada enquanto o seu rosto contorcia de prazer. Ela, sem querer, balançou a mão e Izumi caiu no chão enquanto ela fazia movimentos suspeitos e consumia o sangue.

— Haaa, eu fui agraciada, obrigada, meu mestre, por essa dádiva — disse enquanto se ajoelhava no chão, encharcada com seus próprios fluidos. — Já faz tempo que não experimento um prazer tão intenso.

Ao se levantar, Paige analisou a situação ao redor. Com uma expressão fria e sem demonstrar hesitação, deu sua ordem:

— Peguem esse moleque e levem. O resto, matem.

Vários demônios começaram a surgir das sombras, mas um barulho alto ecoou pelo local. Ela virou-se na direção do disparo enquanto levava a mão até a cabeça.

— Essa arma… é melhor que as daqui. Levem esse também.

Ela o encarou e soprou algo em sua direção. O atirador, sem conseguir reagir, simplesmente caiu no chão, inconsciente.

— Tenho que fugir — murmurou Idalme.

Mesmo tremendo, ela ativou sua habilidade de estômago e atacou com uma bola de fogo de grande escala. Porém, Paige a dissipou no mesmo instante. Idalme ficou surpresa com aquilo, mas ainda assim gritou:

— Ui, vamos fugir, Izumi ainda não morreu!

A fala chamou sua atenção imediatamente. Mesmo confusa e ainda tentando recuperar a consciência, a informação fez com que ela reagisse.

— Não morreu? — perguntou a si mesma.

A mestiça despertou e olhou ao seu redor. Seus olhos procuraram por todos os lados, até que a preocupação tomou conta de sua expressão.

— Izumi? Onde está Izumi?

— Ele foi levado… hum… cadê aquela mulher?

Ui atacou rapidamente a mulher que estava atrás de sua amiga, mas seu golpe atingiu apenas o vazio.

— Gostei desse roteiro. Matem todos eles, mas se sobreviverem a isso… vai ser interessante.

Paige simplesmente desapareceu, e centenas de demônios começaram a ser invocados naquela sala. Ayla, que apenas observava a situação, disse com medo:

— A trindade dos cem demônios!